Grandes poesias sobre Vida
Pessoas temporárias ensinam lições permanentes
No decorrer da vida, muitas pessoas passam por nossa trajetória de maneira temporária, cada uma com suas próprias razões. O relacionamento interpessoal é o vínculo criado entre dois ou mais indivíduos. O fato de algumas pessoas serem superficiais não deve ser visto como um problema generalizado. Afinal, podemos tirar ensinamentos valiosos dessas interações, como aprender sobre autenticidade e fortalecer nossa autoconfiança. Dessa forma, pessoas temporárias podem nos deixar lições permanentes.
A primeira dimensão a ser considerada é a liberdade de ir e vir. Todos devem ser livres para chegar e sair quando quiserem, e as pessoas temporárias muitas vezes trazem consigo novos conhecimentos que impactam nossa vida emocional. Essa experiência não precisa ser vista necessariamente como negativa.
Conviver com pessoas superficiais pode nos ajudar a valorizar ainda mais a autenticidade. Ao observar atitudes superficiais, aprendemos a importância de sermos genuínos e verdadeiros nas relações interpessoais, evitando comportamentos falsos.
Além disso, interagir com pessoas superficiais pode nos levar a reafirmar nossos próprios valores. Esse processo pode fortalecer nossa autoconfiança, uma vez que passamos a confiar mais naquilo que realmente importa para nós.
Diante dos argumentos expostos, considerando que não é possível forçar ninguém a estar ao nosso lado para sempre, é possível afirmar que podemos tirar lições de vida valiosas com as pessoas passageiras. Por meio do equilíbrio entre autenticidade e fortalecimento da autoconfiança. E assim, podemos seguir adiante, sempre olhando para o horizonte à nossa frente.
O enfrentamento de adversidades faz parte da vida humana. Contudo, muitas pessoas, por insegurança, buscam fugir da resolução de problemas. Embora compreensível, esse comportamento pode acarretar em um atraso de vida. Superar esse desafio é possível por meio do desenvolvimento de habilidade pessoal e por apoio de amigos.
Nesse sentido, o desenvolvimento de habilidades pode ser a chave para enfrentar os desafios cotidiano com eficácia. Habilidades artísticas, por exemplo, podem proporcionar uma saída criativa para a pessoa lidar com o estresse e a ansiedade. A prática de atividades como pintura, música ou escrita não só promove o bem-estar emocional, mas também permite que os indivíduos expressem e processem suas emoções de maneira saudável aumentando sua autoestima.
Além disso, ter uma rede de apoio social contribui positivamente para o enfrentamento de adversidades. Amigos próximos e familiares podem fornecer suporte emocional, oferecendo um espaço seguro para desabafar e discutir problemas. Ajudando a pessoa a enxergar soluções alternativas para as dificuldades.
Portanto, enfrentar crises é uma parte inevitável da vida do homem. Fugir não irá resolver o problema que está dentro de nós. Ao desenvolver habilidades emocionais e buscar o suporte de amigos, podemos enfrentar nossos problemas com mais força e transformá-los em oportunidades para crescimento pessoal e conquistando uma vida mais equilibrada e satisfatória.
Que o riso vire rotina em sua vida.
Que você seja movido por milhares de sonhos prontos pra serem realizados e que eles sejam os mesmos que Deus tem para você.
Que seus olhos sempre encontrem em Deus e em sua família o verdadeiro motivo para ser feliz.E que Deus afaste de você as más pessoas e más intenções.
Que nada te roube o sorriso, seu jeito de ser divertido e este olhar que consegue focar no bem.Que sua inspiração em Jesus jamais acabe e que os planos do Senhor para sua vida sejam sempre o motivo de continuar.
Das páginas da vida você foi uma daquelas que eu rasguei, mas parece q me lembro mais detalhadamente
do q as que ali ainda estão, olhar para aqueles retalhos q ficaram e lembrar cada verso meu quanto a você, me faz entender que tentar esquecer é me pôr a lembrar.
Esta vida, é uma crónica sala de aprendizagem.
Quem já disser que sabe tudo, ou não pensa ou, mesmo vivo, já morreu para a vida.
Na vida, uns têm muito dinheiro por um preço vil.
Outros, só têm valores humanos, que são muito mais valiosos.
Aproveito ao máximo as fases da lua da minha vida para retribuir aos que me fazem bem.
Aos demais, ignoro-os, esqueço-os tão fácil, pura e simplesmente.
O pouco que escrevo, são experiências de vida prática.
Prefiro-o, a extensas teorias amorfas que não passam do papel.
P E P I T A
Quando me foges ao longe
Fico tão triste, desprezado,
Torno-me em vida de monge,
Nesta solidão do meu fado.
Foste sempre o meu outro lado,
O calor no frio dividido em dois,
No aconchego do nosso estrado,
Erguido no antes para o depois.
Fica-me no olfato o perfume,
Do teu cheiro de puro ciúme
Tão louco e canil que agita.
E queima como o forte odor
Dos teus sonoros flatos de amor,
Minha terrier cadelinha, Pepita.
(Carlos de Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 10-01-2023)
COPIANÇOS
Tantos a querer copiar
Episódios,
De uma vida
De história sofrida,
Para atingir certos pódios
Mais altos, mas de maior caída.
Pobres tontos, ai se soubessem
O princípio dum meio sem fim,
Talvez alguém estarrecesse
E se afastasse de mim.
Ainda se fossem copistas
Daquilo que não escrevi
Por respeito ao que não senti,
Vá lá, ó malabaristas.
Cada vida, é uma história
E se não me falha a memória,
Será sempre intransmissível.
Querer ser,
Sem ser,
É impossível.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 11-02-2023)
MULHER SEM SER
Chorava.
Era mulher
Sofrida
Sem cor
Ou amor
Pela vida.
Ofereci-lhe um flor.
Do monte,
Rebelde como a liberdade
Da sua idade
Proibida,
Insentida,
Naquele corpo franzino,
Sem fulgor,
Nem horizonte,
Que mora mesmo defronte
À fronteira da dor
Por demais consentida.
Ela, aceitou a minha flor.
Por ser do monte
E do monte só
Porque tinha a frescura
Que tem a água da fonte
E lhe matava a sede dura.
E para me não meter mais dó,
Ou compaixão no olhar,
Pediu-me que a deixasse só,
Para que não a visse chorar.
(Carlos De Castro, In Há Um Livro Por Escrever, em 10-03-2023)
SOL
É essa estrela anã, amarela,
Que está sempre nascida
Na vida
E por ela
No mundo redondo,
Que logo pela manhã
Quer se veja ou não,
Aquece,
O coração,
Com estrondo,
Quando este desfalece
Por suposição.
É o sol,
Do nosso dó,
Da popa à ré,
E mais do mi
Em fá,
Do lá
E de cá,
De mim
Por si,
Mas, teimosamente,
Brilhantemente,
Sol,
Sempre presente!
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 21-03-2023)
Nunca desejei o ter só por tê-lo, nem o poder para podê-lo, como minhas metas de vida.
Quis ser só eu mesmo, simples, sem subterfúgios ou vãs ambições mundanas, mas até isso me quiseram negar.
LUZ
Que luz
Que tão tarde
Queres brilhar
Como fogueira que não arde
Na minha escura vida
Que até se me não engana
A amargura invertida,
Nunca soube que existias.
Falso reflexo
A querer alumiar
O meu espelho convexo
Em teus remorsos
Por expiar,
Nos meus derradeiros dias.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 29-04-2023)
DESCOBRIR A VIDA NA MORTE
Eu já faleci, há uns anitos...
Fizeram-me todas as encomendações
E recomendações conforme a fé familiar...
Segui, por fases, todos os trâmites legais
E funcionais, entre os quais:
Como era grande pecador,
Passei primeiro pelo crivo
Doloroso da peneira das penas do Inferno,
Que me chamuscava os sovacos da primavera ao inverno.
Passaram-me depois a outra repartição:
Esta, bem mais animadora,
Graças minhas a Nossa Senhora!
Eram os tempos do Purgatório,
Onde me fizeram purgar tudo e o acessório.
Mas, senhores, puseram-me tão magrinho!
Chegada a hora de melhor sorte,
Fizeram-me chegar de elevador ao piso seguinte,
Numa manhã luminosa e serena,
Ao Céu, aos Pés de Nosso Senhor da Boa Morte!
Olhou contristado para mim e falou:
Que purga! Que magrinho e tão tristinho!
Aí, eu fiz uma cara de anjinho e Ele continuou:
Rapaz! Vais ter direito a banho de sais e mais...
Vão dar-te calção de praia, óculos de sol e t-shirt.
Depois, vais mas é divertir-te!...
Respondi, com decisão:
Não, Meu Senhor!
Se estou no Céu, quero primeiro ver a minha mãe, meu pai, irmãzinha e tantos mais!
Não é que Nosso Senhor, começou a arrotar
E a deitar pelos olhos luzes fatais!?...
Sentei-me no chão e comecei a chorar, a chorar...cada vez mais!
Senti uma mão no ombro, tão leve e serena, como uma pena...
Era o Nosso Senhor a dizer: Vamos lá, rapaz, vamos à nossa vigília.
Não demora muito e verás a tua família. E eu sosseguei!...
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 09-05-2023)
OUTONO SEM CASA
Toda a vida eu sonhei
Construir uma casinha
Como só eu sei,
Numa bela arvorezinha
E fazer dela o meu trono
No agora vindo outono.
Que ilusão esta a minha,
Ó sonho louco e fugaz!
Nem árvore nem arvorezinha
Ou casa ou minha casinha,
Utopias que a vida traz.
Na montanha, tudo ardeu,
Tudo queimou e até eu
Como pássaro que fica sem asa,
Como cão que fica sem dono,
Ficarei sem aquela casa
Que quis construir neste outono.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 24-09-2023)
ESPERANÇA E VIDA
Ando por cá, pela esperança,
Já porque a vida
Prometida,
Foi-se esvaindo
Desde o passado findo,
Rumo a um sonho de mudança.
Um poeta jamais descansa,
Sempre que descreve as dores
Que o espetam como uma lança,
No peito dos seus fervores.
Foi uma vida de dissabores,
De desgostos e alguns amores,
Num nascimento talhado
Debaixo dum pobre telhado,
Numa noite fria e breve
E dizem que caía neve
Gélida, branca e borralheira,
Nas mãos da minha parteira.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 26-11-2023)
JURAMENTO AINDA O PRIMEIRO ( 1 )
Que me interessa ter abandonado
A vida ágria, corrosiva, pustulenta,
Se na verdade a minha fiel tormenta
O dó ré mi dum fá sem sol, é meu fado.
Eu, velho decrépito, desventurado,
Firmo na pena da água benta escrito,
O juramento deste ser proscrito,
Em nome do pai e do filho castrado.
Juro, Castro, a quem pediram pró morto
Infeliz pequenino recém-nascido,
Fruto de um amor que já nasceu torto,
Uns versinhos na lápide do ser já ido.
Angustiado, sem inspiração, fiquei retido
Se havia de escrevinhar ao casto ou doloso,
Mas eis que uma voz me gritou ao ouvido:
Escreve a verdade pura, dura e sem gozo.
E eu então, amante da pureza, escrevi:
"Aqui jaz um recém-nascido
Que jamais a luz do dia viu,
Filho de pai desconhecido
E da dama que o pariu."
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(Já passaram quarenta e mais anos e na lápide fria da campa do infeliz inocente, encoberta, por silvas, sem a luz do sol, continua gravada, teimosamente, esta dolorosa quadra minha, que já mal se lê... mas que eu sei de cor e salteado até ao fim da minha existência...)
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Triste Por Escrever, em 16-10-2024)
AI, SE A MORTE NÃO FOSSE VIDA
Já pouco falta para descer à cova fria
Do campo santo da minha freguesia
Uma irmã minha em Cristo estimada
Velhinha anciã por todos amada
A sempre esbelta senhora Maria.
Jamais quis a idade dos Profetas
Que eram seres de outros planetas
Mas ela ia subindo a escala da vida
Que agora acabou mas já comprida
A cumprir as promessas de suas metas.
Do pó nasceste, ao pó voltarás na fé
De ti e daqueles que acreditam que é
A nova semente que cria a Ressurreição
De um dia na mais gloriosa e pura União
Vivermos todos em harmonia talvez até
Com Cristo, o Messias, mesmo ao pé.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Muito Triste Por Escrever, em 18-03-2026)
