Gostar de Você
... jamais diga:
'se Deus quiser'; diga: 'eu quero!'
Porém, um querer que, somado
aos teus melhores propósitos
te concilie com obem maior:
o Criador!
... a insistência
em querer convencer
seja quem for, demonstra que
não o outro, porém nós, é que nos
encontramos aquém da compreensão
do que teimamos em querer
provar!
Não que você
não mereça
eu te querer,
Você em pouco
tempo povoou
a minha fantasia
Elevando a minha
vaidade feminina.
Não posso ficar
onde sei que não
tenho como
emocionalmente
sustentar;
Não preciso
prever o futuro
porque sei que
entre nós tem
tudo para dar errado.
O amor pede de nós
profundos cuidados,
Da forma que você
está acostumado,
Não sou eu é que
farei impossível
para te modificar.
Não, não há nada
de errado comigo,
E nem contigo;
Apenas temos
expectativas
diferentes,
Só não quero
colocar o meu
coração mais
sob o teu perigo.
Ver a Tongkat Ali
e a poesia crescer,
Não tenho mais
nada o quê querer.
...
Anggerek Kupu-Kupu
esplendendo beleza,
Assim é o quê sente
a cada novo poema
que em ti escrevo
com toda a grandeza.
...
Anggerek Ungu Harum
florescendo nas mãos
do tempo e do sentimento,
Muito além de ser só
apenas por um momento.
...
Periuk Kera Biasa
balançando hipnótica
no ritmo do vento,
O pensamento buscando
te alcança a tempo.
...
Periuk Kera Bertaring
no meio do jardim,
Que o destino já
de nos colocar enfim.
Divina e dulcíssima aspiração
de querer conquistar o seu
fascinador e liberto coração,
Mania doce de insistir
em querer ser o seu amor.
Para nós o que nos cabe
é somente o pós-canônico,
Naufragar na delícia entregue
de ser o seu fadário irônico,
sensual e o mais romântico.
És o meu melhor enredo,
não somos uma aventura
e do amor não temos medo,
Porque este fogo-fátuo
é do interior brotado,
e amoroso indestrutível laço.
Para nós já está estabelecido
o neo-romantismo contemporâneo
do nosso amor latino-americano,
sem censura e sem nenhum engano.
Luminescência atraente
sobre curvas hipnóticas,
Suspiro simplesmente
ao querer o flamejante
e o beijo de romance.
Tua pele tem luz própria
e convida ao opulento,
O teu olhar irrepreensível
seduz-me irrefreável,
O teu toque magnético
encontra bem fácil
o ponto de contato
e põe tudo incontrolável.
Teu lábios convidativos
nos colocam festivos,
do jeito que só você sabe,
Como se colhe em tempo
sutilezas e as melhores
Cerejas do Rio Grande.
Canta o Aracuã
na hora que ele quer,
Tendo o teu amor,
nada mais vou querer
a não ser viver ou viver.
Querer sob o teu poder
ser o substantivo feminino
sorva para a tua sensual
flexão de verbo ocorrer,
do receio fazer esquecer,
e com intensidade derreter.
Saciar a tua fome de fruta,
para amar e fazer-me
a melhor colheita do pomar
dos sentidos escolhidos,
para o jejum contigo quebrar.
Encantar, dar prazer e receber
em tons vívidos, permitidos,
e afinados para nos merecer,
e de amor vibrante enlouquecer.
Adormeci sem querer
num lugar de extrema beleza,
onde as terras foram dote
do casório real da nossa Princesa.
Não é sonho nem mentira,
é fato puro e histórico:
procure conhecer Orleans,
quem sabe um dia venha ver de perto.
Eu te ensinarei com prazer
o caminho certo e mais bonito.
O sonho parecia tão real
que eu quase acreditei,
mas no final era só ilusão...
Que grande infelicidade
para este meu pobre coração!
Eu vi o Zé Diabo e o Padre
animados, confabulando,
tentei chegar mais perto
pra escutar o que falavam.
Eles olharam para mim
de um jeito que me estranhavam.
Dei uns passos adiante,
olhei para trás bem devagar,
e vi que as Esculturas do Paredão
estavam todas prontas, lindas de admirar!
Foi um susto bom, incrível demais,
depois de tantos anos de espera...
Quando olhei de novo, espantada,
acordei do mais intrigante dos sonhos desta Era.
O tempo é um ativo que busco,
sem adereços usar o dom divino,
Sem querer ser pretensiosa;
jamais na vida o desperdiço,
para a posteridade tenho escrito.
Da Paineira-rosa tenho a estatura:
O que pode levar distante a ternura,
nunca começa bem, logo não insisto.
O que ilude não convém porque confunde,
porque quero o que derrama e funde.
Quem é poeta sabe ler gente,
que são como água e azeite;
O romance e o drama sempre
serão dissonantes, paulatinamente.
A minha liberdade só encontra,
com cumplicidade outra liberdade
— E com o que é de verdade —
Porque se fez arrumada por dentro
para resistir a qualquer tempestade.
Indisponibilidade é porta blindada,
que não foi feita para ser forçada
pela virtude e disponibilidade;
Disponibilidade não é fachada:
é o caminho aberto e áureo.
Disponibilidade é encontro.
Se não existe como rumo novo,
não deve ser como caça ao tesouro;
Porque é o sol que sempre nasce
para quem realmente entendeu o jogo.
Querer a sua versão original
jamais será exigir demais
a confortável versão indomável
que te deixa realmente em paz;
traz para mim o teu dom primaz,
te respondei com o mais audaz.
Vem, ensinar como é que se faz!
Depois que me conheceu,
entrei e estou onde devo estar;
em ti sou o caminho que
o seu coração deseja se aninhar,
com a inocência do começar,
para juntos aprender a voar.
Vem, não temo o cortejar!
Feito amor-agarrado em flor,
sentir entre os teus abraços
o seu aroma único e inequívoco;
para viver o silêncio que dialoga
com a dádiva que terei no seu peito,
a referência total de fortaleza
com a celebratória real de leveza.
Porque o que está nos desígnios
é mais do que sonhamos;
confio que o meu aroma,
minha voz poética e a cadência
estão destinadas à pertença
plena em transbordamento,
e por imenso teu merecimento.
...é só questão de tempo!
Não há o que se desculpar
por sentir ou querer demais.
Recebo o seu coração em paz,
e, se for do destino, sei o que
fazer conosco e muito mais.
Não haveremos mesmo de ser
ravinas ou riachos sazonais.
Temos os mesmos gostos
compartilhados e musicais,
e daremos passos fundamentais.
Somos unidos pelo coração,
temos algo de Flamboyant
na beirinha do Rio Wingfield;
e algo de Saint Kitts e Nevis
acompanhado a String Band.
Presa pelo seu pensamento,
e você, preso ao encantamento,
muito longe de sermos reféns:
estamos preparando a festa
em que um para o outro já é alguém.
O Solstício de inverno
faria de fato sentido,
se eu tivesse você perto.
Como querer no momento
não tem sido poder:
rendo culto aqui dentro.
O pior cego já não é aquele que não quer ver, mas aquele que acha que vê. Não querer ver é opcional, achar que vê é estupidez.
Sem querer banalizar nem florear a “profissão” mais antiga do mundo, a prostituição corporal, a que deveria nos apavorar é a espiritual.
Porque a primeira, ainda que envolta em julgamentos, é explícita: há um corpo, um acordo, uma troca visível.
Já a segunda se disfarça de virtude, de opinião firme, de pertencimento.
Não se vende o corpo, mas algo talvez muito mais íntimo — a consciência, os valores e a própria capacidade de discernir.
A prostituição espiritual acontece quando abrimos mão daquilo que realmente pensamos em troca de aceitação, aplausos, vantagens ou conveniência.
Quando repetimos discursos que não refletimos, defendemos causas que não compreendemos ou atacamos pessoas que nunca paramos para ouvir.
É um tipo de rendição silenciosa, que não deixa marcas no corpo, mas corrói lentamente o caráter.
E o mais inquietante: ela é muito raramente percebida por quem a pratica.
Ao contrário da negociação explícita, aqui tudo parece escolha própria.
A pessoa acredita que está sendo fiel a si mesma, quando na verdade já terceirizou o próprio julgamento.
Tornou-se vitrine de ideias alheias, sem sequer perceber quem lucra com isso.
Talvez por isso ela seja mais perigosa.
Porque não choca, não escandaliza, não mobiliza indignação coletiva.
Pelo contrário, muitas vezes é premiada com likes, seguidores e senso de pertencimento.
É a prostituição que se fantasia de convicção.
E, no fim, a pergunta que fica não é sobre quem vende o corpo, mas sobre quem, pouco a pouco, vai vendendo a alma em parcelas tão insignificantes que já nem sabe mais o que ainda lhe pertence.
Não há um Livre sequer, pois ninguém é tão Livre ao ponto de não querer estar preso Àquele que o Libertou.
Inicialmente, parece muito contraditório.
Afinal, a Liberdade não seria a ausência de correntes?
Não seria Livre aquele que não depende de ninguém, que caminha sozinho e responde apenas a si mesmo?
Contudo, a experiência humana revela algo muito diferente: a Liberdade Absoluta talvez seja menos um destino possível e mais uma abstração.
Todo e qualquer ser humano é marcado por vínculos.
Somos formados por afetos, memórias, valores e encontros que moldam a maneira como enxergamos e nos situamos no mundo.
Aquilo que nos salva de uma dor, que nos resgata de uma fase escura ou que nos devolve a esperança, dificilmente permanece apenas como um acontecimento passageiro.
Cria-se uma ligação.
Não uma prisão imposta, mas uma entrega voluntária.
Há uma gratidão que nos prende, uma admiração que nos ancora e um amor que escolhemos carregar.
Talvez a maior ironia da Liberdade seja justamente esta: quando finalmente nos vemos Livres para escolher, escolhemos pertencer.
Escolhemos pessoas, causas, princípios e sonhos.
Escolhemos permanecer próximos daquilo que deu sentido ao nosso caminho.
E, nesse ato, aceitamos uma espécie de dependência que não diminui nossa Liberdade, mas a orienta.
Essa Verdade encontra sua expressão mais profunda no encontro pessoal com Deus.
Aquele que experimenta Sua graça e é Libertado do peso do pecado, do vazio da existência ou das correntes invisíveis que aprisionam a alma, descobre algo surpreendente: a Liberdade recebida não conduz ao afastamento de Deus, mas à aproximação d'Ele.
O libertado deseja permanecer junto ao seu Libertador.
Não se trata de uma servidão forçada, mas de uma rendição amorosa.
Deus não aprisiona para dominar; Ele Liberta para relacionar-se.
E quanto mais o homem conhece esse amor, mais percebe que permanecer ligado a Deus não é perder a Liberdade, mas encontrar seu propósito.
Afinal, quem foi alcançado pela Luz não deseja voltar às Trevas; quem encontrou a Fonte não sente necessidade de abandoná-la.
Existem prisões que sufocam e existem laços que sustentam.
As primeiras roubam a autonomia; os segundos oferecem direção.
A ligação com Deus pertence à segunda categoria.
É um vínculo que não restringe o voo, mas lhe dá sentido; não enfraquece as asas, mas lhes mostra a direção do céu.
Por isso, talvez não exista ninguém completamente Livre.
Não porque todos estejam aprisionados, mas porque quase todos carregam alguma fidelidade.
E aqueles que foram Libertos por Deus carregam a mais bela delas: a fidelidade Àquele que os Libertou.
Descobrem que a Verdadeira Liberdade não está em viver sem pertencimento, mas em pertencer, por amor, ao único que é capaz de tornar alguém Verdadeiramente Livre.
No fim, algumas prisões são correntes.
Outras são abraços.
E quem foi alcançado por Deus aprende que estar preso ao Seu amor é a forma mais elevada de Liberdade.
Que mistério é a loucura, abandono sutil da razão, querer-se desvendar o real e os sonhos..
Quão insana é a vaidade!!
A questão não é querer ser o sabedor da verdade. A questão verdadeira é não querer saber de mentiras, só isso!
Almany Sol - 28/09/2012
