Gostar de Você
A fraqueza pode fazer querer desistir do essencial, mas as boas lembranças podem transformá-la em resiliência.
Ser criança é não ter a ânsia de querer ser...
É viver sem se comprometer
com a realidade daqueles que nada são
Não vivem
Não sonham
Não têm imaginação
Ser criança é não se
Contentar com a monotonia
Do mundo...
Com a falta de graça,
de cores, de rumo...
É aproveitar a vida
Cada segundo
(...)
Ser criança é sorrir
Com as coisas
simples da vida
É ter o coração livre
E amar sem medida
FLORES, Leandro, 2017
Ansiedade é querer antecipar antes do acontecer , a mente girando mil pensamentos , que faz suar frio, dores de cabeça, insônia , silêncio ou palavras sem limites e desconectadas. Nesses momentos é preciso equilíbrio, frequência na respiração, e , mesmo que custe um pouco, a fé e a oração , com certeza vai acalmar o seu coração.
João Batista Barbosa
Antes de querer mudar as pessoas, transforme suas próprias atitudes. Antes de exigir justiça, seja justo. Antes de cobrar respeito, aprenda a respeitar. Antes de apontar os erros do mundo, tenha a coragem de reconhecer os seus.
Vivemos esperando que alguém mude, que a sociedade desperte, que o mundo se torne mais justo. Mas, muitas vezes, esquecemos que toda grande transformação começa em um lugar pequeno, silencioso e poderoso: dentro de nós.
Não podemos controlar todos os acontecimentos, nem corrigir todas as injustiças, mas podemos escolher não reproduzir aquilo que condenamos.
Não espere que o mundo mude para começar a fazer a diferença. Mude você — e faça da sua própria vida a prova de que um mundo melhor é possível.
Arder em desejo
Queimar de vontade
Transbordar de querer
Fantasiando teu toque
Teu cheiro
E tua voz com som de casa
9 de junho de 2024... 21:02
"Sonhei que estava em uma escola e ao querer sair, uma menina negra, de cabelos bem curtos, alta e magra, ela me segurou forte e ela fedia muito, suas axilas exalavam um odor muito forte. Eu tentava fugir dela, mas ela não deixava, e me puxava, próximo às suas axilas, eu estava com medo dela, e passando mal.
Foi quando chegou o TJ, um amigo meu dos tempos da adolescência, me resgatou dela e saiu me levando.
Ele era advogado nesse sonho e dizia enquanto me levava, que processaria a escola, por esse acontecido.
Fiquei surpresa ao ser resgatada por ele e então acordei."
Eu descobri sem querer que sou uma espécie de fazendeira clandestina de mamão. Não dessas de chapéu de palha e cerca branca, mas daquelas que um dia simplesmente olham pro quintal e pensam “e se eu só… jogar isso aqui e ver no que dá?”. Foi assim, sem planejamento estratégico, sem planilha, sem tutorial de internet. Só eu, um mamão comprado no mercado e uma teimosia silenciosa que mora dentro de mim.
Joguei as sementes como quem joga um segredo no vento. Sem cerimônia. Sem promessa. E fui viver a vida, como se nada tivesse acontecido. Seis meses depois, o quintal virou uma espécie de floresta tropical em miniatura, um congresso internacional de mamoeiros, cada um erguido com aquela dignidade de quem nasceu pra dar fruto. E deram. E continuam dando. Como se tivessem combinado entre si: “vamos alimentar essa mulher até ela não aguentar mais olhar pra mamão”.
E eu colho. E cada mamão colhido não é só um fruto, é um ciclo completo, é quase uma filosofia embalada numa casca amarela. Porque dentro dele vêm novas sementes, novas possibilidades, novos começos. Eu abro o mamão e é como abrir um cofre cheio de futuros quintais. E lá vou eu de novo, jogando sementes, espalhando vida, como se fosse a coisa mais natural do mundo. E talvez seja.
Hoje eu tenho mamões infinitos. E não é exagero de quem gosta de dramatizar a própria rotina. É infinito mesmo, no sentido mais simples e mais bonito da palavra. Sempre tem mais vindo. Sempre tem mais crescendo. Sempre tem mais surgindo onde antes era só chão.
E aí eu fico pensando nesse hábito estranho que a gente tem de jogar sementes fora, como se fossem lixo, como se não carregassem dentro delas um potencial absurdo de alimentar alguém, de virar sombra, de virar sustento. É quase uma ingratidão silenciosa, um desperdício disfarçado de normalidade.
Se não tiver quintal, tudo bem. O mundo não acaba no muro de casa. Tem canteiro na rua, tem beira de rio, tem terreno esquecido que só precisa de uma chance. A cidade inteira pode ser um grande quintal disfarçado, esperando alguém com coragem suficiente pra sair plantando sem pedir permissão pra ninguém.
No fim das contas, plantar virou mais do que um hábito. Virou uma resposta. Uma resposta simples pra um mundo complicado demais. Enquanto tem gente discutindo o futuro, eu tô ali, jogando sementes no chão e confiando que alguma coisa vai nascer. E nasce. Sempre nasce.
Agora me diz, quantas florestas você já jogou no lixo hoje sem perceber?
"Eu sou feita de contrastes, de silêncio e de alarde, de querer tudo depressa e pensar tudo mais tarde. Sou ansiedade no peito, sou medo escondido no olhar, sou coragem sem juízo quando decido me arriscar. Sou impulso, sou cautela, sou tempestade e calmaria. Às vezes, nem sei o que quero; outras, sei mais do que devia. Tenho dias de pouca luz, dias em que custa existir, mas ainda procuro motivos que me façam querer prosseguir. Tenho raiva, tenho feridas, tenho coisas que não consegui perdoar. Mas ainda procuro ternura quando seria mais fácil julgar. Porque tento enxergar o outro, mesmo quando dói compreender, mesmo quando minha própria razão grita que eu deveria vencer. Eu sei que o outro tem direitos, mesmo quando quero os meus primeiro. E talvez essa seja uma das minhas contradições: sou justa com quase todo mundo e injusta comigo por inteiro. Quero aquilo que é justo, mas nem sempre sei me defender. Dou ao outro uma segunda chance que eu mesma não sei me conceder. Sou fé e sou questionamento, sou certeza e indecisão. Sou Deus morando no meu silêncio e um universo em confusão. Sou mãe antes de tantas coisas, e encontro neles meu lugar. Não tenho uma multidão de amigos, mas tenho quem me faça ficar. Gosto do ouro, gosto da prata, do simples e do diferente. Gosto de música que dança e daquela que dói na gente. Gosto do forró e do rock, do sertanejo e do amor. De poema, livro e novela, de silêncio, chuva e calor. Gosto de plantas, de cores quentes, de comida salgada e café. Gosto de aprender o mundo sem nunca saber ao certo quem sou — mas sabendo onde está minha fé. Sou organizada na vontade, bagunçada na execução. Faço planos, listas e sonhos e depois sigo o coração. Quero viver intensamente, mas também quero me recolher. Tenho um mundo inteiro dentro de mim que pouca gente consegue conhecer. Sou morena, sou loira, sou muitas cores na pele. Sou contraste que não se esconde, sou aquilo que ninguém define. Não sou feita para caber numa única explicação. Sou bonita nas minhas dúvidas, imperfeita na minha perfeição. Sou medo querendo coragem. Sou raiva procurando amor. Sou razão brigando com sentimento. Sou ferida procurando curador. E talvez eu nunca consiga organizar tudo o que sou. Mas tem uma coisa que eu aprendi: não preciso resolver meus contrastes para merecer existir. Porque talvez minha maior beleza não esteja em ser uma coisa ou outra. Talvez esteja justamente nisso: **Eu sou muitas de mim. E, ainda assim, continuo sendo eu."
Existe uma diferença silenciosa entre querer alguém e não aceitar perdê-lo.
E você vive exatamente nesse lugar.
"A ansiedade muitas vezes nos faz querer antecipar o passo, mas a paciência e a fé nos mostram que os planos d'Ele são perfeitos."
—By Coelhinha
Querer chamar atenção nunca foi
comigo. Até porque aquilo que elas
precisam gritar pra ter, eu, quietinha
e de cara fechada, consigo
tranquilamente.
♟️✨
Chama do Destino
Nasceu pequena,
quase um sussurro,
entre o acaso e o querer não dito.
Uma centelha tímida no escuro,
como se o destino respirasse comigo.
Cresceu no tempo,
ardendo em silêncio,
iluminando caminhos
que eu temia pisar.
Queimou dúvidas,
aqueceu ausências,
fez do medo apenas cinza no ar.
Mesmo quando o vento tentou apagar, ela dançou,
firme, contra a noite.
Pois há chamas que
não pedem permissão:
existem para arder,
custe o que custar.
E sigo, marcado por essa luz antiga,
sabendo que não fui eu quem escolheu.
Foi a chama do destino que me encontrou e, ao tocar meu peito, escreveu quem sou.
Eu vivo no improviso
mas meu coração rima sem querer Entre notas e versos.
Me encontro de novo, como quem volta pra casa sem perceber.
Sou apaixonado pela música que cura, pela poesia romântica que acende o peito , conto histórias vivendo sentimentos, e no silêncio mais fundo encontro meu jeito.
Tudo o que toco vira verso, tudo o que sinto vira canção. Sou feito de melodias e memórias de saudade, amor e inspiração.
Os óleos das plantas misturam-se ao nosso querer,
Como se o mundo conspirasse só pra nos ver.
Meu coração pulsa no ritmo da chuva e do teu perfume,
E tudo se transforma em paixão que consome
Ateus e ateias mas a Lua não faz guerra. Revolta das marés, mas o oceano não despreza o querer. Vontades sem justificativas, mas que refletem uma razão esquecida. Temporalidade nas escritas, mas o itinerário muda à vida.
"Entre o querer e o sentir"
Queria lhe dizer que apenas lhe adoro,
mas, na verdade, eu te amo.
Gostaria de lhe esquecer,
mas penso em você a todo momento.
Queria olhar pra você com indiferença,
mas, quando te vejo, suspiro profundamente.
Gostaria de dizer que nunca vejo suas postagens nas redes,
mas, na verdade, fico ansioso só de notar que você nem sequer apareceu online.
Gostaria que, quando eu te encontrasse,
você fosse apenas mais uma pessoa comum...
Mas meus olhos paralisam quando te vejo,
e o tempo parece parar a cada passo seu.
Queria dizer que já superei,
mas, na verdade, qualquer lembrança sua ainda me desmonta por dentro.
Gostaria que o tempo apagasse o que sinto,
mas ele só parece reforçar o que tento esquecer.
Queria acreditar que o destino apenas brincou comigo,
mas, no fundo, acho que foi ele quem me apresentou a você — e depois se arrependeu.
Gostaria que o seu nome fosse apenas mais um entre tantos,
mas ele ecoa em tudo: nas músicas, nas ruas, até no silêncio.
Queria me enganar dizendo que a vida segue igual,
mas, desde que você se foi, tudo parece andar um pouco fora do compasso.
Queria entender por que alguns sentimentos insistem em permanecer,
mas talvez certas pessoas não venham pra ficar —
apenas pra despertar algo que a gente nem sabia que existia.
Gostaria de apagar seu nome das minhas lembranças,
mas hoje percebo que não preciso esquecer pra seguir.
Aprendi que há amores que não acabam,
eles apenas mudam de forma e aprendem a morar em silêncio.
Queria voltar no tempo, dizer tudo o que calei,
mas talvez o silêncio também tenha sido uma forma de amar.
Hoje, quando penso em você, já não dói tanto.
É uma saudade calma, que não pede volta —
apenas me lembra que um dia,
eu fui capaz de sentir algo bonito demais pra caber em mim.
