Gostar de quem Mora longe
O Gato da Rua 15
Na calçada fria, número quinze, Mora um ser de pelo, com manhas e guinze. Não tem pedigree, nem lar aconchegante, É o Gato da Rua 15, o andarilho elegante.
Seus olhos de esmeralda, atentos e sagazes, Viram noites de estrelas, manhãs vorazes. Conhece cada fresta, cada portão fechado, Onde um afago, às vezes, é-lhe dado.
Esguio e ligeiro, em busca de um petisco, Desvia de carros, corre sem risco. Salta muros altos, some entre os quintais, Dono do seu tempo, livre de rituais.
Às vezes, um miado, manhoso e sutil, Pede por carinho, um gesto gentil. Mas logo se afasta, volta à sua postura, Um felino independente, de alma pura.
Testemunha silenciosa do ir e vir da gente, Seu reino é o asfalto, seu teto o crescente. O Gato da Rua 15, figura marcante, Um mistério felino, sempre errante.
A arte mais linda que já li mora na inocência das crianças.
Eu, como poetisa, não vejo o mundo como todos veem. Eu leio o mundo poeticamente.
Ser poeta é um ato de desordem. É um ato de coragem. Ser poeta não é apenas escrever e esperar que o leitor se encante com suas palavras. Ser poeta é ler a vida, é escutar a alma das coisas, é perceber o que os olhos distraídos não enxergam.
As crianças vivem isso sem esforço. Elas não escondem sentimentos. Elas choram, riem, pintam, cantam. Elas são intensas. Elas são presentes que a vida nos dá todos os dias. Os adultos, nós, nem sempre conseguimos ver a arte que elas fazem com as mãos, com os olhos, com o silêncio do corpo.
Elas não fingem. Elas se entregam. Elas vivem a arte como se a vida dependesse disso — e, de certa forma, depende.
Eu vejo isso. Eu sinto isso.
E posso dizer, com toda a simplicidade que a verdade permite: a arte mais bonita que já li veio de uma criança.
E, se prestarmos atenção, poderemos aprender com elas. Aprender a sentir a vida de verdade, sem máscaras, sem pressa, sem medo de ser intenso. Aprender que a beleza não está em objetos caros, nem em grandes feitos. A beleza está no que damos de nós, no que sentimos, no que ousamos deixar nascer.
As crianças nos lembram disso. Sempre lembram. E talvez, se aprendermos a escutá-las, possamos nos tornar um pouco mais humanos, um pouco mais poéticos, um pouco mais vivos.
"Acredite na força que mora em você; mesmo pequenas sementes de coragem podem florescer em grandes mudanças."
A fé pode ser pequena, como um grão de mostarda, mas é nela que mora o poder de mover montanhas.Transforma impossíveis em milagres. Quem confia em Deus nunca caminha sozinho.
ONDE A VIDA MORA
Não preciso de palco, nem multidão,
Me basta um café pra aquecer a mão.
A brisa da tarde trazendo canção,
E o tempo correndo sem obrigação.
É no simples que o mundo floresce,
É no leve que a alma acontece.
São pequenos momentos que fazem viver,
O abraço que chega sem nada dizer.
A paz não se esconde no grande jamais,
Ela mora no agora, no silêncio, na paz.
Um pôr do sol lento, pintando o quintal,
Teu riso que cabe no meu ritual.
Não quero promessas que o vento desfaz,
Só tua presença que sempre me traz.
É no encontro que a vida se entende,
É no colo que o peito se rende.
São pequenos momentos que fazem viver,
O abraço que chega sem nada dizer.
A paz não se esconde no grande jamais,
Ela mora no agora, no silêncio, na paz.
Que seja simples, que seja inteiro,
Que o instante dure o mundo inteiro.
Que a vida seja um sopro gentil,
Um amor constante, um porto sutil.
São pequenos momentos que fazem viver,
O abraço que chega sem nada dizer.
A paz não se esconde no grande jamais,
Ela mora no agora, no silêncio, na paz.
A manhã é um convite: respire fundo, o recomeço é real. A força para vencer mora no sim que você diz ao seu potencial.
Onde o Óbvio Não Mora
Entre o que faço
e o que calo,
há sempre uma pergunta
que ninguém ousa fazer.
Desconfio do óbvio,
prefiro o intervalo,
o silêncio que antecede o toque,
a conversa que não pede pressa.
Coleciono instantes
em versos, em imagens,
na pele da estrada
e no vinho que demora na boca.
Se vier, venha curioso.
Algumas respostas
só se revelam
à beira do mar
ou no sussurro certo
em outra língua.
Na casa em que mora o amor, dorme a paciência, o sofrimento e a esperança, mas ele mesmo, o amor, ele quase nunca dorme lá. Às vezes ele dorme com a solidão, e se não dorme, ele alimenta a insônia com a poesia.
O batom
O seu batom que mora em minha língua acorda com o amanhecer do dia, lidera as premissas do seu embelezamento, todas as manhãs os teus lábios lambem, os faz loucos e cativantes, e espanta as dúvidas do teu sucesso.
Não! O passado não foi sequer estação, quiçá abrigo. Lá, onde mora a tua memória hoje, é apenas lembrança do que restou do teu velho eu, deteriorado pela frustração de ter acreditado que tudo dura para sempre.
Mari Machado
✍️O estranho na humanidade é que a insanidade sempre mora ao lado, não sei se esquerdo ou direito mas nunca no núcleo e no centro de si.
🥴🤣🤣🤣🥱💕🕉️
A felicidade mora dentro de nós 😀isole o seu coração do que te traz tristezas, esqueça tudo o que te perturba, e viva cada momento com muito prazer 😀😍
Sou aventurança além mar, sou ostras vivas espaçadas ao chão, ao vento mar, a brisa mora. Frações do tempo em sentimentos ilimitados em nossas existências.
Fazer o bem não depende do que sentimos por alguém, mas sim de princípios sociais, éticos e morais. Assim como o amor, que não se impõe, nem se implora, ele nasce na leveza do coração, como um sentimento íntimo que cada pessoa decide seguir. Furucuto, 2025.
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