Gosta de Mim do meu Jeito

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Como uma filha d’água,
entro na floresta da alma
noturna e mágica,
e desapareço de mim mesma.


Mergulho no rio das veias,
misterioso e sanguíneo,
e me inundo por dentro.


Entre a lua escura do mundo
e o meu olhar iluminado de versos,
nasce, serena e abundante,
a cheia do ventre poético
que eu procurava.
✍©️@MiriamDaCosta

“A Coragem de Acreditar em Mim”

Com 23 anos, tenho minha própria barbearia.
No início foi duro. Eu duvidava de mim mesmo, achava que não seria capaz de ter clientes, mesmo sabendo que meu trabalho era bom.
Ouvi várias vezes pessoas ao meu redor dizendo que não daria certo, outras dizendo que eu precisava ter mais paciência.

Minha mente ficava dividida: “Estou indo bem ou estou fracassando?”

Sou um homem trans, e a vida, às vezes, é mais dura pra gente. Mas percebi que isso não pode ser um obstáculo, porque somos humanos como qualquer outro.

Por um tempo procurei fé em religiões, tentando achar respostas fora de mim.
Esquecia de algo essencial: acreditar em quem eu realmente sou.
A ciência, Deus, qualquer coisa… mas às vezes faltava acreditar em mim mesmo.

Houve momentos em que reclamava: “Por que faço bem para todos e nunca recebo nada em troca?”
Depois de dias refletindo, entendi algo poderoso:
Fazer o bem esperando “bens” é diferente de fazer o bem de verdade.

O bem verdadeiro está em cada manhã que você acorda com saúde e tem a chance de correr atrás do seu futuro.
Os “bens”, no entanto, são comparações, a busca de ter a mesma vida que os outros.

Foi nesse momento que percebi: a felicidade não está em ter o que os outros têm, mas em valorizar o que você constrói todos os dias, acreditar em si mesmo e continuar evoluindo, mesmo quando ninguém vê.

Há um purgatório em mim,
mil poetas se debatem, gritam, choram
e eu escrevo...
há uma caverna com mil morcegos
e eu me penitencio...

Há um purgatório em mim
Mil poetas gritam,
Choram e se debatem
E eu escrevo...

Há uma caverna
Com milhares de morcegos
E eu me penitencio...

Mil poetas habitam em mim
Muitos deles vem das trevas
Podem ver não tenho estilo
Sou uma espécie de purgatório
Para os seus dias de juízo...

Não me cobre tantas perguntas, porque eu ainda busco para mim mesmo as respostas.

Tentaram me diminuir falando mal de mim, pena que isso não melhorou a vida das difamadoras

E aí, ganharam alguma coisa falando mal de mim?
Porque daqui parece que continuam exatamente tão miseráveis quanto antes.

Romantizar erros, longe de mim;
implicar com acertos, mantenha distância.

Os desafios revelam o melhor em mim.

Só não fuja de mim...


Quando eu me aproximar,
depois de criar coragem
e falar do nada,
mesmo sem sentido algum...


Não precisa me responder.
Pode fingir que não me ouviu,
pode se calar
para não me magoar...
Com palavras
não pensadas,
ditas da boca para fora,
jamais do coração,
que saem como defesa.


Defende-se de um sentimento
que é cura,
não tormento.


Pode ficar quieto, parado,
e até me ignorar,
mesmo que eu não saiba o porquê:
se é amor, desejo ou desprezo...


Já não me importa tanto.
Posso até me enganar,
sem conhecer o real motivo.


Apenas fique.
E não fuja de mim!

A minha verdade


Enquanto houver verdade,
haverá em mim
um grito que não se cala.


Pois aqui habita
uma sabedoria única,
um sentimento inigualável.


Onde a destreza
provoca incertezas
e busca, no íntimo, a soberba.


O que se quer
é o que se vê,
não se inventa.


Apenas se compreende,
de certa maneira,
e não se explica.


A vida insiste
e, por ora,
é o que chega.


Nem há busca,
nem desespero;
por vezes, apenas exagero.


Ou talvez, esperança,
o que causa anseio.
E, no momento, é o que vejo.


Busco prazer
na simplicidade do acaso,
no milagre do amanhecer.


Em cada história
eu me encontro,
mas no amor, eu me perco.


Novamente,
como matemática básica,
não tem erro.


Essa sou eu:
não guardo segredos,
sou sempre do mesmo jeito.

Em Seus Braços


Deve haver um lugar para mim
que seja como em seus braços,
onde eu consiga ficar em paz.


Que seja parecido com você,
onde o silêncio me abrace
e eu não precise me perder.


Um lugar quentinho,
como o seu abraço,
onde os meus sonhos se acalmem
e o meu coração se sinta em casa.


Um canto quente e protegido
feito o teu aconchego,
onde os sonhos fazem ninho
e o amor vence o medo.


Deve haver um lugar pra mim
com cheiro do teu abraço,
onde o tempo anda devagar
e o silêncio não é cansaço.


Um canto manso pra deitar
os medos que eu não digo,
onde o sonho aprende a ficar
e a saudade dorme comigo.


Deve existir esse lugar,
mesmo longe do teu olhar,
onde o meu peito faz morada
até você voltar.


Se for preciso, eu vou
por caminhos sem direção,
só pra encontrar o calor
que acalma o meu coração.


Deve existir, sim, esse lugar
em algum canto, mesmo distante,
para que eu permaneça
até que eu te reencontre.

Escrevo porque vivo; faz parte da minha essência. É o que estou deixando de mim vivo, para quando eu estiver mais vivo ainda.

Não traio a mim mesmo, pois sou o único que está comigo até a morte.

Tiro sua roupa


Tiro tua roupa,
e encontro quem você é de verdade,
inteira em mim, sem pressa,
como quem confia o próprio coração.


Te observo como obra rara,
não com fome, mas com cuidado,
meu olhar aprende teus detalhes,
e minha alma repousa na tua presença.


Tua pele macia acolhe meus gestos,
teu cheiro guarda lembranças futuras,
cada suspiro teu é calma,
cada curva, poesia silenciosa.


E quando nos encontramos em silêncio,
o resto do mundo fica em silêncio,
somos dois caminhos que se escolhem,
amor entrelaçado, sereno,
até que o tempo esqueça de passar.

Chove lá fora, mas dentro de mim chove mais,
O aroma da terra desperta o que ninguém mais faz.
É teu corpo, teu cheiro, teu calor escondido,
Que vem junto da chuva, silencioso, contido

Todavia,
não me importo nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, pois a entrego inteira ao que me atravessa
— ao amor que me desfaz,
à fé que me refaz, à chama que insiste mesmo quando tudo em mim é cinza.


Se caminho é porque
algo maior me chama pelo nome,
e aceito perder-me para que outros se encontrem em mim.
Que minha dor seja ponte,
que meu silêncio seja abrigo,
que meu cansaço ensine alguém
a descansar.


Não me pertenço
— e nisso encontro paz.
Vivo como quem se derrama,
não como quem se guarda.
Se algo em mim tiver valor,
que seja apenas isto:
ter amado até o fim,
sem poupar o coração.

O que voce significa pra mim
( não vou explicar )


As pessoas me perguntaram o que você significa pra mim.
Eu sorri, disfarcei, mudei de assunto.
Tentei responder com palavras simples,
mas nenhuma delas ousou dizer o que eu sinto.


A verdade é que você não cabe em respostas prontas.
Você é pensamento que me visita sem avisar,
é o motivo escondido por trás do meu sorriso,
é o silêncio que grita teu nome dentro de mim.


Eu não tive coragem de falar que você é mais.
Mais que carinho, mais que desejo, mais que saudade.
Você é o meu ponto de paz no meio do caos,
o lugar onde meu coração descansa.


Se um dia eu criar coragem,
não vou explicar — vou sentir junto com você.
Porque o que você significa pra mim
não se diz ao mundo… se confessa olhando nos seus olhos.

Te amei na espera, no talvez e no nunca mais,
abraçando promessas que só existiam em mim.⁠

E se sentirem minha falta


Se um dia falarem de mim,
diga que fui abrigo em silêncio,
que amei com medo, mas amei inteiro,
mesmo quando meu coração pedia cuidado.


Diga que caminhei devagar pelos afetos,
guardando palavras que só cabiam no olhar,
que sorri para não preocupar quem eu amava,
enquanto por dentro aprendia a não desmoronar.


Morei em sentimentos profundos demais,
entreguei o que eu tinha, mesmo incompleto,
fui casa para quem não sabia ficar,
e partida para quem não soube me escolher.


E se sentirem minha falta algum dia,
não me procurem no que fui de dor,
estarei viva em cada
palavras e amor sincero,
porque amar…
foi sempre o que me salvou.