Gosta de Mim do meu Jeito

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Venha pra mim, não se perca. Deixe que aconteça. E que seja amor, antes que seja tarde.

E, se alguém perguntar por mim, diz que fui bem ali, semear amor, e se eu me demorar, não precisa se preocupar. Estou aguardando a colheita.

E essa parte atrevida que sai dentro de mim, sem medo de ser feliz, sem medo de se arriscar, e nunca ousar em desistir, é minha melhor parte.

"Se pra mim está bom, de que me importa o outro, mesmo que seja alguém que chamo de amigo?" E assim caminha a humanidade, para a vala.

Já nos deixamos várias vezes, todas elas você levou algo de mim, e o que me resta?

⁠Depois de tanto lutar, decidi abraçar o caos que há dentro de mim...A tempestade pode ser bela, se não tivermos medo dela.

⁠És tão bela!
Mas nem sequer olhas para mim!
Se me deixasses donzela, eu cuidaria de ti, com amor serias a rosa do meu jardim!

Quero bem, mas bem longe de mim.

Ao atravessar a Baía de Guanabara , se torna para mim uma espécie de espelho filosófico : revela que viver é sempre atravessar , é sempre deixar algo para trás , é sempre se preparar para o inesperado da próxima margem ...


Às águas me faz lembrar - O tempo, não se aguarda , só se atravessa


crônica : Leonardo Carlos

Olhando para você, vi a magnitude da luz e percebi que era essa luz que falta em mim para brilhar.

Olhe pra mim, eu era assim, você pode mudar, o mundo pode mundar. Sempre há uma saída. A garrafa gira para tudo que é lado.

Fecho a porta do quarto
Capturo o silêncio
Risco faíscas de paz


Assim crio espaço em mim mesmo
O inverno já beijou minha testa
Ainda assim é urgente ter onde habitar

Incêndio em mim


Sou as cinzas de muitos problemas,
sou o resto de um fogo que já ardeu,
as dores antigas, as feridas pequenas,
são lembranças do que um dia fui — e morreu.


Mas então você veio,
como labareda em meio ao frio,
me tocou, e eu, que já era cinza,
voltei a sentir o arrepio.


Você é o fogo que vem me incendiar,
me consumir e me refazer,
entre chamas eu aprendi a amar,
e nas brasas encontrei meu renascer.


Cada palavra tua é faísca,
cada toque, um raio que queima,
você transforma o que era ruína,
em abrigo, amor e poema.


De você vem o calor que me invade,
a luz que rasga minha escuridão,
você me destrói com suavidade,
mas reconstrói meu coração.


Sou cinza, sou vento, sou dor,
mas contigo sou fogo, sou chama, sou cor,
se for pra queimar, que seja ao teu lado,
pois o amor, em ti, é meu pecado sagrado.


E se um dia o fogo apagar,
que reste ao menos tua lembrança,
pois mesmo em cinzas, eu vou te amar,
como quem queima, mas nunca cansa.

Não coloque a culpa em mim, os nossos caminhos são diferentes, por isso eu não sigo os seus passos isso para ser escrita uma outra história ao mesmo tempo, pois ela não espera estar nos seus melhores dias, mas olha que faz toda diferença inovar.

Carrego em mim vozes que nunca ouvi,
mas que me guiam como raízes invisíveis.
Sou continuação de quem sonhou antes de mim.

Teu corpo em minha memória

(Eliza Yaman)

Teu corpo vive em mim como um segredo,
guardado entre os espaços do que sou.
É sombra que me veste sem ter medo,
é luz que me desnuda e me tocou.

Não há distância que te desfaça inteiro,
nem tempo que dissolva o que deixaste.
És tatuagem viva no meu peito,
és o perfume que jamais se afaste.

Terra que pulsa em mim

(Eliza Yaman)

Não é o chão que falta — é o perfume,
da flor que só no meu país floresce.
Aqui, o céu é outro, o ar resume,
a ausência que em silêncio me adormece.

Minha pátria não é só geografia,
é o afeto que moldou minha raiz.
Mesmo longe, ela canta em minha via,
como um tambor que nunca se desdiz.

Espelho do que fomos

(Eliza Yaman)

Olho o espelho e vejo o que não vejo:
teu rosto em mim, teu gesto em minha mão.
És reflexo que vive no desejo,
és ausência que tem encarnação.

E mesmo que não estejas ao meu lado,
és parte do que sou, do que me forma.
Teu amor é traço eternizado,
na moldura onde a dor virou reforma.

Deus que habita em mim

(Eliza Yaman)

Não sou eu quem escreve — é Sua chama,
que acende em mim o verbo e a canção.
Cada verso é louvor que se derrama,
como incenso que sobe em devoção.

Sou barro que se curva à Sua arte,
sou templo que se rende ao Seu querer.
E mesmo que o silêncio me desparte,
é Deus quem me ensina a renascer.

Já me senti incompleto, já me senti incapaz mas buscando em mim, o que me faltava recebi muito mais do imaginava precisar.