Gosta de Mim do meu Jeito
O Alter Ego e o Labirinto
Na literatura, o alter ego do autor raramente é um só.
Ele se desdobra, se infiltra em múltiplos personagens, e por vezes se oculta no que não é dito, no que se evita.
Em Labirinto Emocional, meu primeiro romance, publicado em 2005, meu alter ego se dividiu em dois homens: Valter e Paulo.
Valter é jornalista, alcoólatra, devastado por uma perda que o tempo não cura — um filho perdido na Europa, tragado pelos rastros da guerra.
Ele carrega o peso da memória e do fracasso, mas também da lucidez crua de quem já viu o mundo pelo avesso.
É um homem que já foi centro, mas hoje gira em torno de um vazio.
Paulo é músico da noite, filho da boemia carioca.
Conhece Valter em Copacabana, num tempo em que os bares tinham alma e a amizade era vício raro.
Paulo vê em Valter um espelho trincado — e, talvez por isso, não foge dele.
Eles criam uma amizade intensa, marcada por silêncios, desconfianças e lealdades tortas.
Enquanto Valter afunda nas suas crises, entre surtos e lapsos, Paulo se aproxima de Rute, a filha única de Valter — a mais bela, a mais viva — e casa-se com ela.
Não há escândalo. Há destino.
Paulo se torna o cuidador de Valter, quase um herdeiro não nomeado.
É ele quem permanece quando o mundo se vai.
Talvez o alter ego não esteja só em Valter. Nem só em Paulo.
Está no abismo entre os dois.
Na fronteira tênue entre decadência e continuidade.
Na pergunta silenciosa: quem somos quando os outros começam a cuidar do que um dia foi nosso?
Labirinto Emocional é isso.
Não é apenas um romance sobre amizade, amor, decadência e lucidez.
É um romance sobre o artista diante do espelho:
partido entre o que viveu e o que ainda insiste em escrever.
A felicidade que você perdeu um dia... estará protegida comigo enquanto eu viver, habitando o fundo do meu coração.
Eu tenho o orgulho pulsando em mim
De ser gaúcho e viver assim
Batalhando e nunca se entregando
Uns dizem que meu orgulho é excessivo
Diga isso a um pai que ama seu filho
Que seu amor por ele é excessivo
Nan! Tu não compreende vivente
Nem ao menos tente,
Entender o orgulho da minha gente
Sim! Sou descendente maragado
Meu avô é negro
Então em algum lugar em mim há um pouco de lanceiro
Mas sou branco como a minha avó
Que sempre lutou a seus filhos o melhor
Pode ser tradicionalismo, separatismo, use o termo que quiser
Mas meu orgulho é algo que não se explica em uma conversa qualquer
É assim que essas palavras soam para mim quando a escrevo a ti. As vezes me engasgo comigo mesmo em não saber colocá-las em papel, as vezes me queimam e entre outras horas me aliviam em ter o privilégio em colocar você desde as primeiras letras até os pontos e vírgulas.
CHAMA QUE TE CHAMA
Tudo em mim é chama que te chama:
pensamentos, sentimentos, desejos e ilusões!
Meu corpo também te grita,
também deseja o teu abraço
no intervalo de um espaço
que não cabe entre a gente!
Meu corpo já não sufoca a agonia
de não te ver todo dia.
É como manteiga e pão,
que através do infinito
tornam o "seu amor"
todo dia
mais bonito!
Nara Minervino
É muito forte a vontade que tenho de te encontrar. Pense em mim pra que eu faça de sua lembrança a minha razao de viver...
SOU EU UM POUCO DE MIM
Ser diferente dos outros
não me torna de mim diferente.
Eu gosto do que me alegra
e aceito bem o que me convém,
mas mudar por alguém eu não sei,
pois deixar de ser eu não me faz bem,
se sem mim eu não sei me encontrar
e, não me achando, não encontro ninguém.
Não sou bonita, não sou feia,
não tenho talento algum,
mas no pouco de mim que eu sou,
do tudo que de pouco estou,
encontro um muito de mim.
Feliz, alegre ou triste,
não sou bem o que você procurou,
mas sou o melhor do que de mim existe.
Rezo porque prezo o céu e em minha oração não trago nada de mim.
Oro a qualquer hora, amo falar com meu Amigo.
Preciosa é esta vida,
Porque não é só um momento. Fé! Não é sentimento.
Mãe, você aquela que sempre me amou e de mim cuidou. Desde que eu era pequena até que eu crescesse. Todos sabem que quando filho cresce cria asa e só quer voar, mas como eu não sou passarinho mesmo que o tempo passe ainda vou te amar e ao teu lado estar!
Eu nasci pra capoeira !
Eu nasci pra capoeira,
Ela para mim nasceu,
Quem não ama a capoeira,
Despreza o que é seu.
Quem não ama a capoeira,
Não sabe o que está perdendo,
Pois quem treina capoeira, cada dia
vai crescendo.
Capoeira não é uma luta, é uma ginga genial, quem treina capoeira, por certo não leva pau.
Capoeira é dança antiga, criada pelos
nossos ancestrais, quem entra pra capoeira, dela não quer sair jamais.
Sou da Tribo de Judá.
Eu nasci pra capoeira, ela para mim nasceu.
Mas, a minha gratidão, vai para o mestre Tadeu.
No congresso de varões, foi que ele apresentou o grupo de capoeira e então mim conquistou.
Sou da Tribo de Judá, mim alegro em dizer, tenho Cristo no meu coração e capoeira é meu prazer.
Eu nasci pra capoeira, ela para mim nasceu, quem não ama a capoeira, pois despreza o que é seu.
Quem não ama a capoeira, não sabe o que está perdendo, pois quem treina capoeira; cada dia vai crescendo.
Capoeira não é luta, é uma ginga diferente, é dois passaos para trás e dois passaos para frente.
Capoeira é uma dança antiga, criada pelos nossos ancestrais, pois quem treina capoeira, dela não esqueçe mais.
Senhor estou aqui !
Senhor estou aqui, preciso te ouvir,
Senhor vem mim falar, eu quero te escutar.
Senhor estou aqui, eu quero te ouvir,
Senhor vem mim falar, eu quero te escutar.
Ó vem meu Senhor, ó vem mim falar,
Que devo eu fazer ? Pra te engrdecer.
Estou aqui Senhor, precioso te ouvir,
Já é madrugada, e eu mim rendo a ti.
Me rendo a ti Senhor, meu grande Salvador, ao mundo eu falar, que Cristo vai voltar.
Diga para mim qual prazer existe em destruir
aquilo que o mantém ainda podendo viver?
O prazer suicida humano,
a nostalgia se torna real.
O rio que fluía da chuva
agora é seca total.
A árvore nos dava seus frutos
agora é só folha de jornal.
estamos acabando com tudo o que precisávamos;
Deveríamos usar para sobreviver e não pra enriquecer
seres humanos não sabem agir
se não podem dominar, lutam para destruir.
Essa competição envolve
todos os seres da terra e os astros que nos trazem paz.
a poluição não nos deixa ver estrelas.
o calor já é sobrenormal
os peixes sofrem com a seca,
não há mais um lugar natural.
Escrevo para me entender a mim mesmo e escreverei com toda a honestidade de que for capaz. Tal não significa que eu seja pessoa em que se possa confiar quando escrevo sobra a minha própria vida e sobre a minha obra, sobre a forma como naufraguei ainda antes de me fazer ao mar.
É como se eu procurasse um meio de ver uma solução, mas o problema está dentro de mim e é tão visível que me cegar parece o único remédio. Mas, minha sorte muda, quando eu mudo e me valorizo. Eu não preciso correr atrás de ninguém, até porque se eu preciso encontrar alguém, esse alguém sou eu!
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