Gosta de Mim do meu Jeito
A G O I R O
Tudo o que tu pensas
E repensas
De mim
Para ti,
Assim,
Para mim:
São espetros
E dejetos
Do teu ser doentio.
Com esse semblante bravio
Coitada, que já não pensa
A não ser em manobrar,
Enredar,
A minha vida num fio,
Na prisão da tua doença.
Pensa,
Triste ser vadio e frio,
Antes que o cutelo desça
Sobre a tua cabeça,
Numa sentença
De que me rio,
Pela tua malquerença.
(Carlos De Castro, in Há um Livro Por Escrever, em 10-11-2022)
NA TERRA DOS ESTARRECIDOS
Lá, na minha terra, gostam de mim,
Mas muito ao de longe,
Porque ao longe,
Assim
Feito num monge,
Não lhes calco os calcanhares
Nem lhes corto os discursos,
Iguais aos dos ursos
Arraçados de muares.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 23-11-2022)
RETRATO DE MIM
Olho-te e fico arrepiado...
Quando eu ainda julgava
E acreditava
Ser o fiel retratado,
Eis que surge a tal visão
Com cruel precisão,
Sempre a mesma
De iguais feições
E compleições
De um cão,
Feito aventesma.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 23-01-2023)
CHORAM OS MONTES
Tristes, os montes e outeiros
Já choram por mim.
Consigo ouvir o lamento dos pinheiros
Carvalhos, azevinhos e sobreiros
E de árvores amigas que tais,
Num sussurro
Quase em urro,
De tão reais.
Comungo das lágrimas dos pardais.
Sentem a saudade da vida dos dias,
Das nossas irmãs fantasias
Na imaginação de um mundo
Mais fecundo,
Sem dores fatais.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 23-01-2023)
Uns gostam de mim com sal, outros com açúcar, a maioria prefere simples, ao natural, tal como sou, sem corantes, conservantes e outros colantes.
Se não fosse o que os outros dizem de mim, eu nunca saberia o que sou.
Juiz de mim próprio, nunca. Poderia correr o risco de ser parcial.
NOSTALGIA
Cai em mim uma nostalgia,
Sem eu a ter pedido no tempo.
É assim como uma melancolia,
Uma tristeza vaga,
Que não se apaga
No momento.
Que vida.
Que tempo.
Que amargura dura
E tão escura
Havia de me assaltar.
Agora, que eu só queria
Tão pouco,
Para não entrar em louco,
Descansar,
Repousar,
Para aprender a sonhar...
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 04-04-2023)
VADE RETRO SATANÁS
Vade!
Afasta-te de mim, Satanás
E se não fores capaz,
Eu levo-te à Boca do Inferno
Aquele penedo eterno
Que na história e nos anais
Fica ali na Guia de Cascais
Ao sul deste Portugal profundo
Que ainda crê no Demo
Do inferno extremo
Do outro lado do mundo.
Ó diacho!
Não é preciso ir mais longe…
Empurro-te daquele penedo abaixo
E cais no oceano em chamas
Onde proclamas
Não seres demónio mas monge.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 30-04-2023)
Há vozes a revoltar-se dentro de mim.
Incitam-me para que seja um lutador nato, ou um gritador de injustiças, pelo menos.
RISO DA MANHÃ
Se começo a rir, logo pela manhã...
Algo, em mim, toca a rebate,
Ou rameira de vinho verde,
Mesmo sem sede,
Ou então, vai ser mosca que mate...
Desde aí, é que eu desatino,
Sem decoro,
Sem remição até em choro,
Como sentença punitiva
Mas nunca assertiva
Que me seduz em pensar,
A meditar,
Por que jeito e destino,
Quando se começa a rir pela manhã,
Ao toque de um sino,
Chorar-se-á,
Quase sempre pela noite,
Com açoite,
Como se eu fosse sempre menino.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 25-07-2023)
EM MIM
Cai tanto nevoeiro em mim...
Enregela,
Amortiça,
Sem justiça,
Os pobres ossos.
Até os pardais se riem de mim...
Dos destroços
Que o nevoeiro
Traiçoeiro,
Deixa nos meus ossos.
Não é nevoeiro do ar
Aquele que me atormenta,
É mais aquele pesar
Pelo que me fazem passar
E mata de forma lenta.
Em mim, há fonte sedenta
De amor, paz e alegria,
Quer de noite quer de dia,
Verdade que não se inventa.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 15-10-2023)
NATAL DA REVOLUÇÃO
Natal. Que revolução
Vai dentro de mim, agora:
Porque não veio o nevão
Da neve cinzenta de outrora?
Falo pelo país de mim,
Gente pobre e tão feliz,
De ser pobre e mesmo assim,
Numa esperança sem raiz.
Mesmo sem o tal nevão,
Do frio da nostalgia,
Eu prefiro ser chorão,
Que profeta da idolatria.
Haverá Natal de conceito
Sem aquela representação
Dum presépio tosco e feito,
Pela minha própria mão?
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 09-12-2023)
EQUÍVOCOS
Ao terráqueo mundo vim
Como tu vieste,
Antes ou depois de mim.
Vim, numa lufada de neve
Numa noite agreste
Ali pelo luar de Janeiro,
Partido em inteiro
Sem princípio nem fim,
Mas sei quem me teve.
Foi minha mãe dolorosa
Que da vida cedo fugiu
E levou com ela o útero
Como se fosse uma rosa
Murcha que ao secar floriu.
E na corrente do nascimento
Que me traz ao pensamento
A noite que me expulsou
Do ventre de minha mãe,
Não fico aquém nem além
De saber então quem sou.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 13-03-2024)
“Para mim, seguir escrevendo sobre o Reiki é importante, principalmente, pela paixão ardente que tenho por desmistificar tabus criados por alguns. Acredito que escrever seja minha principal missão.”
Os números para mim, são como as pessoas. Dos que eu gosto, eu me aproximo, fico íntimo e tenho estreita amizade. Os que não me sinto muito confortável, ou acho meio complicado, eu respeito, não me aproximo muito e sei que são perfeitos, mas não são pra mim.
Oração pela Luz na Depressão
Senhor, quando a escuridão pesar sobre mim e minha alma se sentir cansada, ilumina meu coração com a Tua paz.
Dá-me forças para cada novo dia, esperança para cada pensamento, e fé para acreditar que não estou só.
Ampara-me no Teu amor e faz nascer em mim a alegria de viver.
Amém.
Entre as luzes da cidade...
Um frio na barriga tomou conta de mim.
As luzes da cidade noturna não foram capazes de esconder você, senti sua presença a trezentos metros de distância, foi surreal saber que o nosso encontro estava para acontecer aleatoriamente minutos antes de te ver, porém com a mesma frequência de sempre nossos corpos se identificaram e uma força muito grande tomou conta daquele momento inusitado.
A ideia de pintar você em todas as paredes do meu quarto, a lembrança fantástica da gente tomando sorvete no MacDonald`s e o efeito colateral da saudade, vieram a tona com muito senso de responsabilidade.
As luzes dos faróis dos carros, dos postes , e dos prédios da cidade não puderam impedir a nossa conexão de acontecer.
Através dos teus olhos vibrantes eu pude ver tantas coisas boas existindo entre nós, temos um vínculo, nossos sentimentos são recíprocos e o nosso querer é saudável, possuímos uma riqueza natural, então vamos nos aproveitar.
Quer um MacDonald´s?
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