Gosta de Mim do meu Jeito
Doeu como se nunca fosse capaz de passar,
Sofri, como se nunca houvesse amor em meu lar,
Senti e sorri, no intuito de amenizar a dor,
Sendo assim descobri, que tudo o que eu mais precisava era amor!
Quando você ver o meu sinal
Tá na hora de meter o pé
Pra minha casa
E não é pra ir tomar café
Nessa vida louca, vida louca no mundão
Deus é o meu guia, muita fé, pega a visão
De passo em passo, peço, faço minha oração
Baby, você sabe já perdi meu coração
Meu microfone apontou pra sua mente
A palavra rasga igual uma bala de doze
Direção
A vida por vezes
me tira o norte
a vida por vezes
desnorteia o meu ser
Mas se ela me desnorteia
Você me trás o norte
o sul
o oeste
e todos os seus afins.
Meus olhos se inspiraram naquela queda d'água que
ao admirá-la se solidarizou deixando sair do meu íntimo tudo que me causava desconforto e sofrimento.
A cada lágrima escorrida levava consigo as tristezas, inseguranças, dúvidas, medos...
Ao mesmo tempo que contemplava, eu chorava e me curava.
A quem amo dou o meu melhor!
Se amizade dou minha força,
Se trabalho dou meu conhecimento,
Se opinião dou a sabedoria que tenho,
Se fraternidade o perdão que conheço,
Se família estou pronto a atender,
Se intersecção dobro meus joelhos,
Se sinceridade, espontaneidade, franqueza, verdade, expresso me da forma mais original, entregando meu eu sem armaduras.
Confiança, lealdade
Procura um tempo de viver o seu tempo, de não vir ver o meu tempo.
De saber q o tempo não tira, traz, faz. Tempo a gente vive.
O tempo é curto demais, não volta, apenas se vai…
Espaço aberto, ar livre,
aberto como o meu corpo, pra receber só o que me faz bem. Livre como a minha mente que tem a liberdade de vagar, voar bem alto e por onde desejar.
Como a natureza eu floreço no meu tempo e numa intensidade à flor da pele.
Por favor, não me peça para ser simplório diante de um ato
complexo. Não me acuse de expor meu direito de pensar e
expressar, art. 5º, inciso IV, da Constituição da República de 1988
c/c artigo 13 do Pacto de São José da Costa Rica, decreto nº
578/92, quando utilizado em prol da defesa do erário público, da
sabedoria jurídica e de bom caráter. Toda decisão de séria
repercussão exige escolhas e processos igualmente complexos.
Aprendi que a grandeza do homem se mede por suas decisões
firmes e austeras. Se você nasceu no berço de princípios e valores,
então nascemos no mesmo lugar. Na minha história de vida não há
labirintos; há ruas e avenidas claras, de paisagens transparentes; se
isso for importante para você, então seguimos pelos mesmos
caminhos, sem embaraços e sem curvas.
A Lâmina de Petélia
do tal orfismo real
ao lado do meu cipreste
que, alvo, me transpariza
e faz-se Manancial
do qual não bebo, sou puro,
nem sei fazer sacanagem
sem ter temor e vergonha
de ver do lado do muro
o escuro vão da blindagem...
Vendi barata a canção
queria comprar maria
e o crápula me dizia:
teu nome vai ficar lá.
Bebi da Fonte que, fresca,
até me deu novo alento
e mesmo assim me matou
de tanto horror e tormento
bem mais que antigos dragões,
dos quais meu ser se entocou.
Não eram bons guardiões
pra mim rebento da Terra
e desse céu que me encerra
a mente, assaz, estrelada
a boca tão ressequida,
a vida quase sem brida
e sede maior que a vida
a toa, a troco de nada...
Morreram junto a memória
e os niños del candelária...
Esse mundo ao meu redor éilusório, é uma mentira criada pelo cérebro. Somente na abstração é possível criar. Somos seres ilimitados. A limitação vem do pressuposto que o somos.
Meu quarto ainda tem seu cheiro de vazio, eu entendo.
Me encontro nas palavras todos os dias, assim vou curando velhas manias. Sou eu quem guia meu próprio destino. Vou respirando lembrando dos tempos de menino: a pureza, a beleza de viver com intensidade; agora é só vaidade, isso invade os centros da cidade, até a periferia. Escrevi com o coração pra entender qual minha intenção, cansei de me calar perante os maus; fiz da minha vida algo surreal, distinção do físico e astral. Desenvolvimento de um Ser que pensa no todo. Realidade criada, uns servem de escada, vida mal amada, alma desarmada.
"No Caminho dos Visionários, na Saga dos Pioneiros e na Sede dos Incansáveis, encontrei meu lugar!"
PERDI MEU CORAÇÃO
Foi no ano de 2020, quando as placas tectônicas se moveram e um tsunami invadiu a minha casa destruindo todas as esperanças,
Todos os sonhos, todos os desejos, toda a graça de um dia melhor que o outro.
Não acreditei na devastação que ocorreu, não ficou um móvel empoeirado de esperança,
Não ficou o chão sujo de sonhos que irão em alguns meses se realizar,
Não teve despedidas, nem o último carinho, o último adeus, o último abraço, pois sumiu como fumaça no ar,
Como nuvem escura levada com ventos fortes anunciando a chegada da tempestade triste que não iria cessar tão cedo,
As águas que inundaram minha rua, trouxeram pedras, pedregulhos, cascalhos, galhos secos, folhas secas exprimidas, magoadas, sem coragem de se erguer.
Mas ele ainda estava lá, não em carne, não,
Não na condição de feliz, alegre batendo, pulsando, circulando, não!
Ele estava criando uma crosta em sua volta, o gelo tomou conta dele, ainda que eu o cuidasse, não estava adiantando, o gelo estava dominando aos poucos.
Andei, andei para poder fazer com que ele não fosse dominado pelo gelo e nessa caminhada encontrei uma estrada de pedras amargas, outras doces, outras falsas, outras infelizes aparentando felizes, outras sem esperança, algumas inconsoláveis, outras insatisfeitas, outras com medo dos anos avançarem, outras.... outras,,,, outras....
Outra que me despertou,
Eu senti meu coração depois de muito tempo,
Procurei o iceberg, mas encontrei uma veia já aparecendo, então pensei:
Quem por mim passou, fez isso.
Olhei para trás, e só via as pedras que eu tropecei, que me machucaram, não tinha nada de bom lá.
Passado alguns meses caminhando entre as pedras de tropeço senti que eu caminhava só.
Não bate? Não pulsa? Não faz circular?
Cadê? Onde está? Em que momento isso aconteceu?
Será que foi no começo da caminhada ou no final da estrada?
Será que foi algum passageiro no trem da vida que se levantou e acho caído no chão e pegou e saiu ou eu perdi no trem e alguém pegou?
Ou será que foi na estrada de pedra onde muitas pedras havia e alguma delas esbarrou em mim e ele caiu.
Quem sabe onde está o meu coração, alguém o viu por aí?
A sua característica é de dor, revestido de tristeza e solidão, não tem em comum com quem o possuiu, pois ele chora, pulsa dor da perda, e não queira limpá-lo, pois você não conseguirá encontrá-lo saudável como antes.
Ei, você!
Viu meu coração por aí? Alguém o roubou de mim nas minhas caminhadas solitárias, você viu?
Parece com esse que você está segurando, mas só parece,
Pois ele não tem essa cor de esperança, ele não tem formato de carne, não pulsa alegria, não chora graça.
Parece com esse, mas não é.
Você escondeu o coração de mim, Por quê?
Não esconda de mim o que me pertence, somente me devolva o que você tratou com carinho.
Por que foge de mim? Por que você desvia os passos quando passa por mim?
O que você segura não te pertence, ainda que você pense que achado não é roubado, o que você tem nas mãos é meu, pois já fui roubada demais na vida.
A vida é como uma viajem de trem em que cada passageiro tem uma estação para descer, esse trem vai para a qualquer hora, e eu vou soltar em alguma estação e preciso do meu coração.
Devolva ele para mim!
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