Gesto
Corresponderei a qualquer gesto.
Ao piscar os cílios tu me resgata.
Farei campana, armarei protesto,
Escalando seu quarto, encenando a serenata.
"Não somos feitos para possuir o mundo, mas para iluminá-lo; e cada gesto de amor é uma chama que jamais se apaga."
Roberto Ikeda
"Mãos que recebem a Graça e coração que transborda Cristo: que hoje cada gesto seu seja uma oração e cada encontro uma oportunidade de ser luz."
"Não é o pensamento que altera o curso do mundo, mas o gesto que ousa romper a inércia. Refletir é nobre, porém é o ato que rasga o tempo e inscreve nossa existência na matéria da realidade. A vida não se curva às ideias que guardamos em silêncio — ela responde apenas à coragem de quem se move".
Às vezes, pequenas atitudes geram grandes resultados na nossa vida. Um gesto de bondade, uma decisão simples, um hábito diário... essas pequenas coisas podem transformar nosso caminho, criar conexões profundas e levar-nos a lugares incríveis. Não subestime o impacto do que parece pequeno!
Sankofa é o gesto político de voltar para resgatar o que foi silenciado, porque nenhum futuro é possível enquanto a memória estiver acorrentada.
Lilian Morais
Sobriedade é mais que um ato de dignidade, é um gesto de amor que nos leva ao mais alto patamar da maturidade
O perdão é um gesto de rara beleza, ilumina o que está ao redor e consome a amargura e o egoísmo assim como a chama de uma vela acesa
Já parou para pensar que tudo o que um humano faz, qualquer movimento, pensamento, gesto, fala, piscada, o ato de levantar e sentar, deitar e levantar, absolutamente tudo, é gasto de energia?
Uma das formas mais eficazes de reposição total, seria um repouso profundo, sem nenhum tipo de movimento. É estar paralisado(a), se possível, ao som de uma música leve, clássica, um fundo musical bem suave que te faça desligar-se de toda e qualquer preocupação ou pensamento. Se possível, não falar. É armazenar energia. Acumula-la!
Esse acúmulo de energia é quase uma visitação da Divindade. Experimente!!!
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O maior gesto de amor
É o perdão,
Libertação da alma,
Que retira o peso e a amargura.
É alívio profundo abraçar essa dádiva,
Quando nasce do coração,
Na pureza do sentimento.
Mãos ao alto,
Num gesto de adoração ao amor.
Coração acelerado, frio na barriga,
Mãos suadas.
Perdi tudo para esse sentimento
Restou apenas eu
E a solidão.
Semeia-se o tempo em solo de espera, num gesto manso de quem sabe o rito;
Não se apressa o fruto, nem a primavera, pois tudo o que é grande nasce no infinito.
A paciência é a calma que tempera
O ímpeto voraz do que é aflito;
É a voz que cala enquanto o mundo impera, eo silêncio que vence qualquer grito.
Como o rio que a pedra lenta fura, sem força bruta, mas por persistência.
A alma se molda em sua própria cura, aprende, enfim, na mais sutil ciência, que a vida só entrega a luz madura aquem soube honrar a arte da paciência.
Teorema do Olhar Elevado
Não é o rosto — é o gesto contido,
é o queixo erguido em ângulo preciso,
como quem conhece o próprio domínio
e mede o mundo sem pedir aviso.
Teus olhos não miram de frente,
deslizam em órbita sutil;
não fogem — escolhem o instante,
como quem calcula o próprio perfil.
Não há riso aberto, espalhado,
há curva mínima, estratégica intenção;
um desdém doce, arquitetado,
feito assinatura em declaração.
Tua mão no cabelo é bússola leve,
aponta o centro da própria atenção;
não é vaidade — é narrativa breve,
é direção consciente da percepção.
Há fogo na cor que te veste,
mas gelo na calma que sustenta o olhar;
combinação rara — teste e convite,
porta entreaberta que sabe fechar.
Chamam de pose. Eu chamo de código.
Chamam de foto. Eu chamo de sinal.
Pois quem domina a própria imagem
já ensaia comando no plano real.
Se a ciência diz que rosto não dita
o caráter ou o coração,
a expressão, porém, sempre grita
a postura diante da multidão.
E ali, no ângulo exato da cena,
não vejo acaso nem distração:
vejo mente que calcula a arena
e alma que aprecia o desafio da atenção.
John Rabello de Carvalho
Se tu tens tão somente um pão e tu o repartes ante à fome do teu irmão, esse imensurável gesto nobre e caridoso se equilibra e cada um fica com um pão.
As folhas e as flores
se deitam no chão
como um último gesto
de generosidade
despertando o olhar
adormecido
daqueles que não souberam
contemplar
o esplendor que ofereciam
nos galhos das árvores...
✍©️@MiriamDaCosta
Sou do tempo que se exibir ou fazer gesto de arma com as mãos era atitude de criminoso.
Hoje parece ser de pessoa do bem.
A Medalha Ajoelhada e Profanada
Não foi um gesto de paz.
Foi uma reverência.
Maria Corina não ofereceu uma medalha,
ofereceu-se.
Despiu-se da dignidade
e a deixou no mármore frio
da Casa Branca,
ajoelhada diante de um homem
que nunca carregou a paz
nem no discurso,
nem nas mãos.
Uma medalha do Nobel
(símbolo que deveria arder
como consciência)
foi reduzida a adorno político,
a chave dourada
tentando abrir portas
que se movem por interesse,
não por justiça.
Há algo de profundamente indecente
em entregar a “paz”
a quem cultiva muros,
ameaças, sanções
e guerras travestidas de ordem.
A medalha não caiu das mãos:
foi arrancada da ética.
Não houve altivez,
não houve soberania,
não houve respeito ao próprio povo.
Houve submissão encenada,
gesto calculado,
dignidade trocada
por um aceno imperial.
Quando a paz é usada
como moeda de barganha,
ela deixa de ser símbolo
e se torna farsa.
E quem a entrega assim,
sem pudor, sem vergonha,
não "enobrece" o destinatário,
empobrece a si mesma,
perdendo cada vestígio de dignidade,
e trai o sentido da palavra
que fingiu honrar.
Vergonha para todo o Universo feminino!
✍©️@MiriamDaCosta
