Genuíno

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[UMA DEFINIÇÃO DE IMAGINÁRIO]


Em uma de suas acepções possíveis, podemos considerar o 'Imaginário' como um sistema ou universo complexo e interativo que abrange a produção e circulação de imagens visuais, mentais e verbais, incorporando sistemas simbólicos diversificados e atuando na construção de representações diversas.


[extraído de 'O Campo da História'. Petrópoçis: Editora Vozes, 2004, p.93].

Inserida por joseassun

⁠[HISTÓRIA POLÍTICA]


O que autoriza classificar um trabalho historiográfico dentro da História Política é naturalmente o enfoque no “Poder”. Mas que tipo de poder? Pode-se privilegiar desde o estudo do poder estatal até o estudo dos micropoderes que aparecem na vida cotidiana. Assim, enquanto a História Política do século XIX mostrava uma preocupação praticamente exclusiva com a política dos grandes Estados (conduzida ou interferida pelos “grandes homens”), já a Nova História Política que começa a se consolidar a partir dos anos 1980 passa a se interessar também pelo “poder” nas suas outras modalidades (que incluem também os micropoderes presentes na vida cotidiana, o uso político dos sistemas de representações, e assim por diante).

Para além disto, a Nova História Política passou a abrir um espaço correspondente para uma “História vista de Baixo”, ora preocupada com as grandes massas anônimas, ora preocupada com o “indivíduo comum”, e que por isto mesmo pode se mostrar como o portador de indícios que dizem respeito ao social mais amplo. Assim, mesmo quando a Nova História Política toma para seu objeto um indivíduo, não visa mais a excepcionalidade das grandes figuras políticas que outrora os historiadores positivistas acreditavam ser os grandes e únicos condutores da História .

Objetos da História Política são todos aqueles que são atravessados pela noção de “poder”. Neste sentido, teremos de um lado aqueles antigos enfoques da História Política tradicional que, apesar de terem sido rejeitados pela historiografia mais moderna de a partir dos anos 1930, com as últimas décadas do século XX começaram a retornar com um novo sentido. A Guerra, a Diplomacia, as Instituições, ou até mesmo a trajetória política dos indivíduos que ocuparam lugares privilegiados na organização do poder – tudo isto começa a retornar a partir do final do século com um novo interesse.

De outro lado, além destes objetos que se referem às relações entre as grandes unidades políticas e aos modos de organização destas grandes unidades políticas que são os Estados e as Instituições, ganham especial destaque as relações políticas entre grupos sociais de diversos tipos. A rigor, as ‘ideologias’ e os movimentos sociais e políticos (por exemplo as Revoluções) sempre constituíram pontos de especial interesse por parte da nova historiografia que se inicia com o século XX. Por outro lado, tal como já ressaltamos, hoje despertam um interesse análogo as relações interindividuais (micropoderes, relações de poder no interior da família, relacionamentos intergrupais), bem como o campo das representações políticas, dos símbolos, dos mitos políticos, do teatro do poder, ou do discurso, enfim. Em muitos destes âmbitos, são evidentes as interfaces da História Política com outros campos historiográficos, como a História Cultural, a História Econômica, ou, sobretudo, a História Social.


[extraído de'O Campo da História'. Petrópolis: Editora Vozes, 2004, p.106-107]

Inserida por joseassun

⁠A importância da «Água potável» está na necessidade que ela representa para qualquer Ser vivo.

Inserida por ze_vilela

[UMA CANTIGA E SUA PEREGRINAÇÃO POR UM MUNDO DE NOVAS ESCUTAS]



A poesia - diante da possibilidade de ser utilizada como fonte histórica reveladora de discursos, informações concretas e expectativas humanas de todos os tipos - ⁠deve ser vista como um veículo de expressão e comunicação que, independentemente das intenções de seu autor, pode conter uma pluralidade de sentidos. Para que um novo sentido se desprenda de um poema ou de uma cantiga,é por vezes bastante que a desloquemos no tempo ou no espaço, que mudemos o seu público ou o trovador ou poeta que a enuncia, que a voltemos contra um novo alvo.

Em sua peregrinação por um mundo em permanente transformação, um verso se transfigura a cada instante, a cada leitura e a cada audição. Para compreender isto, é preciso perceber a leitura e a audição como práticas criadoras.O mundo transfigura o poema porque se transfiguram os olhares e os ouvidos que para ele se voltam, e também porque este poema é inserido em novas práticas, é recriado mesmo a partir destas novas práticas.

O encantador paradoxo da poesia está em que esta transmutação se
opera sem que a forma sequer se altere. Enquanto uma narrativa que é trans
mitida por via oral sofre múltiplas interferências, interpolações, reorganizações do discurso– dada a própria natureza do discurso narrativo –, a poesia, mais ainda a cantiga, está aprisionada dentro de uma grade versificatória, de um ritmo, de um jogo combinatório de sonoridades. Não é possível alterar uma palavra, na sua dimensão material, sem que a estrutura poética desmorone. É isto o que assegura, aliás, a passagem de uma poesia através do tempo em toda a sua integridade material.

No entanto, este poema aprisionado em uma grade versificatória, esta cantiga encerrada em uma estrutura melódica, exercem espetacularmente
toda a sua liberdade. Sem mudar uma única palavra, trazem à tona mil novos
sentidos a cada novo contexto de enunciação. A grade de versos e ritmos não é para eles um túmulo, nem a estrutura melódica é para eles um cárcere. É antes um meio de libertação, que os permite incólumes atravessar todos os
tempos. Já se disse que “um livro muda pelo fato de não mudar enquanto o
mundo muda”. Ainda com mais propriedade podemos considerar isto para o poema, este gênero de discurso que, mesmo quando transmitido basicamente pela oralidade – meio transfigurador por natureza – conserva-se a si mesmo sendo já um “outro”. A estrutura singular do discurso poético lhe dá uma imunidade material, ao mesmo tempo em que de fato não o aprisiona, sobretudo em virtude da natureza fluida da linguagem poética


[trecho do artigo 'A Poesia como Arma de Combate - um estudo sobre as múltiplas reapropriações de uma cantiga medieval-ibérica", Revista Letras (UFPR), vol.90, p.41-42, 2014].

Inserida por joseassun

⁠A Viagem

O trem é um só, com muitos vagões;
O trem é um só, com vagões diferentes;
O trem é um só, contemple as regiões;
O trem é um só, não sejam apenas divergentes;

O trem é um só, aproveite a vida;
O trem é um só, viva a oportunidade;
O trem é um só, mas um dia chegará a partida;
O trem é um só, que chegue a ida pela idade;

O trem é um só; plante o amor;
O trem é um só; demonstre seu valor;
O trem é um só, mostre o seu ser;
O trem é um só, volte para novo resplandecer;

By José Schmitsler Filho

Inserida por jose_schmitsler_filho

⁠Saudade o meu remédio é lembrar!

Inserida por Maiadson2014

⁠"... E não há um só dia em que eu não passe por sua rua e olhe pra sua casa na esperança de meus olhos matarem a saudade de te ver."

Inserida por Maiadson2014

⁠OS ÚLTIMOS DIAS DO CAFÉ PLANETA
.
Somente eu no Café
O mundo acabou-se
Numa nódoa tônica
Ou com o último doente
De um vírus suicida
.
Passarinhos cantando
Se foram prá sempre,
Palmeiras tremendo
Não há mais,
Toda espécie de vida
Era demais
.
Somente eu no Café ...
Indago ao destino
Questões irreais
.
As garrafas vazias
Não me respondem,
As mesas ausentes
Não me contestam,
Sequer do silêncio
Outrora inexistente
Partem palmas de gente
Ou apupos de ente
.
O que eu não daria por uma vaia !
Uma daquelas vaias gosmentas
Que grudam na pele por toda vida
Uma vaia daquelas cruéis
Que nos dão vergonha
Depois da piada mal resolvida
.
Queria ter perto ao menos uma tosse
Ouvida por acaso
Contra o empenho do silêncio
Ou, quem não sabe,
uma respiração entrecortada
Que anunciasse vida
Onde não há mais vida
.
Ainda que fosse, então, um chiado negro
Que escapou da estante
Vindo de alguma traça
(Ah, mas nem mesmo o trânsito
Lá fora passa)
.
Somente eu, no Café
O mundo encontrou a solução
Que os filósofos não pensaram:
Não há mais problema
Não há mais questão
.
Apenas eu não me furto ao hábito
De freqüentar a nação
As cadeiras e mesas
Vazias de gente
Me contemplam
.
Aqui, neste Café
Reúne-se toda a humanidade do país
(quiçá da Terra)
Que sou eu
.
.
[publicado na revista Água Viva, vol.6, nº3, 2021]

Inserida por joseassun

⁠A vida nem sempre segue pelos caminhos que desejamos. Ela nos surpreende por tantas vezes. E por muitas vezes nos leva por caminhos que jamais escolhemos viver. Nos surpreende com vivências inesperadas. E por alguém que já mais pensariamos está em nossa vida. E nos faz acreditar novamente no que deixamos de agreditar. As vezes viver nem sempre faz sentido. Mas nos faz encontrar sentidos que só encontramos e nos permitindo a viver. A vida segue nos mostrando o que não decidir viver. Ou decidir por vivê-los. Porquê tudo que precisamos é sobreviver.
J. A. N

Inserida por jose_a_nascimento

⁠Como seria se a mim se entregasse. Seria em primeiro lugar. Sentir teu cheiro. Obviamente em ti despejaria todos meus desejos. Depois Iremos murmura palavras de amores. O coração se dispara. Sua boca vermelha um batom bem forte pra alimentar os desejos. Será em vibração que irás nós conectar corpo a corpo. Com poucas conversas. Iremos fazer com que tudo aconteça. Nada passara que não fassamos. Apenas iremos fazer que tudo entre nós aconteça

Inserida por jose_a_nascimento

⁠E o mestre clarificou para seu discípulo a essência entre esperteza e inteligência e suas principais diferenças: O esperto é afoito e imediatista, não pensa estrategicamente; o inteligente é equilibrado e pensa estrategicamente para que as coisas aconteçam no tempo certo; o esperto normalmente não tem compromisso com a moral e com a ética, já o inteligente faz da moral e da ética os pilares de sua existência; portanto não há de se confundir esperteza com inteligência, pois se a houver, este ente estará muito mais próximo da esperteza que da inteligência; sendo assim, o discípulo continuou seu caminho rumo à construção de seu templo interior...

José Schmitsler Filho

Inserida por jose_schmitsler_filho

⁠Peço a Deus que me livre da galerinha do "FUD", os quais vivem nos cantos sombrios do pessimismo e na falta de Luz.
Peço fé e força, a primeira para acreditar em sua onisciência, sabendo que sendo filho, ele sempre terá o melhor para mim. A segunda, para ter a resiliência necessária para tolerar as adversidades da Vida.

Inserida por jEugenioComperJr

⁠EU OUÇO UMA VOZ CANTANDO LÁ FORA

Na calada da noite, eu ouço, no silêncio,
Uma voz cantando lá fora...

Paro e escuto aquela voz melodiosa,
Cantando lá fora...

Parece-me a voz dela cantando,
Há muito tempo, para mim.

Não suporto escutar apenas.
Abro a janela do meu quarto,
E solitário, escuto aquela voz
Que, pouco a pouco, vai se distanciando,
Sumindo-se na distância sem fim,
Das longas encruzilhadas.

É a voz dela , eu sei, cantando
Para mim no tempo distante
Que a saudade, que nunca me deixou
Trouxe de longe, do passado
Que se perdeu no tempo
E nunca, nunca mais voltou

Inserida por touchegrs

⁠As tardes que durmo me permitem entrar nos enigmas mais complexos os quais vivencio, que somente o silêncio da madrugada me proporciona chegar a clareficiência das possíveis soluções!

Inserida por Joseluizlanzarini

⁠Segure forte minha mão, pois lhe ofereço a mão do coração. Por você ambidestro me tornaria só para lhe ouvir dizer que mais segura estaria. Por mais bobo e infantil que esse amor pareça ser, adoraria que nele como eu você pudesse crer!

Inserida por Joseluizlanzarini

⁠Quando alguém pretende demonstrar que a melhor forma de lidar com a imbecilidade não é o silêncio, então o melhor é, ficar calado.

Inserida por ze_vilela

⁠Cada um de nós temos uma régua, a qual somos medidos pelos Arquivos Akáshicos e toda a nossa história fica gravada eternamente, isto posto, não se deve medir as outras pessoas baseados em conclusões precipitadas.....até porque você só conhece a sua régua e normalmente você espelhará a sua no outro.....alguns se medem em milímetros, outros em centímetros ou polegadas, levando-se em conta a grandeza individual de cada um; vamos parar de medir os que nos cercam e vamos avaliar as nossas vidas, procurando não medir, mas entender os outros praticando a empatia e a sinergia!

José Schmitsler Filho

Inserida por jose_schmitsler_filho

⁠E o discípulo em dúvida , procura o Mestre: Qual o segredo para viver em paz e harmonia?
Abençoar para ser abençoado e praticar a gratidão, este é o começo do caminho Justo e Perfeito...

José Schmitsler Filho

Inserida por jose_schmitsler_filho

⁠A vida tem que ser levada a sério, mas isso não quer dizer que não pode ser divertida, não leve tudo ao "pé" da letra e se alguma coisa não estiver dando certo, faça dar na marra, não deixe tudo nas mãos do destino pois a omissão é um dos maiores "pecados".......

Inserida por jose_schmitsler_filho

⁠As letras do livro que leio não caem em seu colo, levando-se em conta a recíproca social, principalmente dentro dos meios de transportes, as notas de sua música não devem saltar de seu fone de ouvidos, tudo é uma questão de educação.

Inserida por jose_schmitsler_filho