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Genuíno

Cerca de 18994 frases e pensamentos: Genuíno

⁠Na vida devemos ser persistentes como a gota d'água que após milhões de anos pingando, faz um furo na pedra. No final das contas, cada gota d'água contribuiu, retirando alguns átomos das moléculas da pedra.

Inserida por jose_nilton_de_faria

⁠O QUE VOCÊ CHAMA DE VIDA?
Muitas pessoas ao longo de suas vidas, sempre se perguntaram acerca do real sentido de viver e esta aparentemente nos parece ser uma pergunta de resposta fácil. Logo pensamos que para viver basta existir. Será que é só isso mesmo? Segundo a bíblia, nós, pobres mortais, criaturas divinas, ganhamos o livre arbítrio de viver as nossas vidas, ou seja, a possibilidade de fazer escolhas boas ou ruins.
A pergunta é: O que estamos fazendo da vida com as nossas escolhas que fazemos? Qual o real sentido estamos dando à nossa breve passagem na terra? O que estamos fazendo de bom ou ruim? Que tipo de valor estamos gerando para nós ou para os outros?
A primeira hipótese a que chegamos é que ainda não sabemos o real propósito de viver, por se tratar da existência de um mundo de guerras, fome, tragédias, destruição ambiental e dominado pelo Deus Mamom, o Deus do dinheiro. Neste mundo a coisa tem vida e as pessoas apenas existem. Karl Marx vai chamar isso de coisificação, que em síntese é o ato de reduzir tudo, inclusive as relações sociais para um processo de utilidade prática e não reflexiva.
As mercadorias se relacionam nos mercados e na vida real, já as pessoas apenas seguem o jogo da existência. As pessoas seguem os rastros das mercadorias buscando ganhar mais dinheiro, e tirar proveitos de um mundo material de fantasias. Nisso, as pessoas acabam deixando de fazer o que é essencial, que é o ato de viver e não apenas existir.
Poderíamos dizer que viver não significa apenas estar vivo, os animais também existem, e sim aproveitar a vida, vivendo com todo o seu potencial. Experimentar todos os tipos de coisas, realizar seus projetos ou simplesmente viver livremente enquanto se preocupa apenas em satisfazer seus gostos e desejos, pois o verbo viver pode significar todas as suas coisas. Marx vai dizer que há sim um propósito e um sentido em tudo existir. “A quantidade de dinheiro se torna cada vez mais seu único atributo poderoso; assim como ele reduz todo o ser à sua abstração, reduz-se ele em seu próprio movimento a ser quantitativo. A imoderação e o descomedimento tornam-se a sua verdadeira medida...”
As nossas vidas não são tão ditadas por um ser superior, o quanto ela é pelo dinheiro e pelas relações materiais de nossa existência. É como dizer: estamos mais preocupados em salvar as nossas peles do que nosso espírito. Estou dizendo isto sem a menor intenção de crítica ao caro leitor, mas no sentido de dizer que as coisas pelas quais nos preocupamos são tão incipientes, que acabam sucumbindo até mesmo ao nosso ato de existir e viver.
É possível viver? É possível ser feliz em um mundo de relações líquidas ditadas pelo capitalismo?. Como conduzir sua própria vida quando a mesma é organizada por algoritmos e suas vontades em síntese não são suas e sim daquelas empresas que pretendem lhes vender coisas? A resposta não poderia ser simples. Viver nestas circunstâncias requer de todos nós autoconhecimento e autocontrole da situação.
O primeiro passo é entender o nosso papel e função no mundo e no universo. As pessoas gostam de ser servidas, mas poderíamos começar pelo ato de servir e dar valor e sentido real às coisas que de fato fazem mudanças significativas em nossas vidas. O nosso principal oponente é nosso próprio Eu. O nosso Eu, mesquinho, tacanho, imediatista e consumista é a real pedra no meio do caminho e para superação será preciso rever nossos padrões ruins de comportamento de raça, de bicho, de ser humano. É preciso superar os egos, nossos vícios que nos conduzem ao abismo. Um segundo passo importante é entender a situação. Quais as nossas forças e fraquezas? Quais são as barreiras impostas que nos impedem de sermos felizes e gerar valor nesta vida. E aqui residem as tomadas de decisões mais importantes.
Neste primeiro texto introdutório gostaríamos apenas de deixar uma questão ao nosso nobre leitor: Você sabe a diferença entre viver e existir?
José Ronaldo S Santos

Inserida por roni_santos

⁠A História é a ciência do lembrar, e a arte do esquecer

Inserida por joseassun

⁠ENCRUZLIHADA


a vida tem uma encruzilhada:
Hora de empunhar espada
de dizer um grito
de espremer o chão

Hora de usar os braço
sou cruzá-los
em vão

Esta hora de decisão
nos apanha de emboscada (:)
Já não é mais possível escapar da estrada

Já não é mais possível esperar alheio
à multidão que passa

A Alma queria deitar-se cedo?
Mas o Corpo quer uma coisa só:
caminhar com a multidão!

Inserida por joseassun

⁠∆#Eu Sou o Eu Sou, Presente Em tudo e Onipresente Em todos.∆

Inserida por Armandojosedasilva

⁠Um conceito é uma representação complexa, elaborada e abstrata da realidade percebida - habitualmente evocada através de uma simples expressão verbal, imagem ou fórmula - e capaz de funcionar simultaneamente como unidade de conhecimento e unidade de comunicação

[extraído do livro 'O Uso dos Conceitos - uma abordagem interdisciplinar'. Petrópolis: Editora Vozes, 2021, p.36]

Inserida por joseassun

⁠As revoluções são sempre rápidas, intensas, extensas, irresistíveis e decisivas. Podem se dar em cinco anos, como ocorreu com a Revolução Digital, ou se alongar por mais de dois mil anos até concluírem o seu espraiamento definitivo, como se deu com a Revolução Agrícola. O tempo, nestes e em outros casos, é sempre relativo. O que foram os dois mil anos de espraiamento planetário da Revolução Agrícola, para a humanidade, diante dos dois milhões de anos de economia meramente apropriativa que a precederam no período paleolítico?

Inserida por joseassun

⁠ "O Deus que eu creio tem bom senso de humor".

Inserida por jose_celso

⁠ "O Jesus que eu creio é a própria bíblia encarnada".

Inserida por jose_celso

⁠" O Deus que eu creio não cabe dentro da religião ".

Inserida por jose_celso

" O Deus que eu creio é tão grande que não cabe dentro de um livro ".⁠

Inserida por jose_celso

⁠OCASO


O sol cansou-se do firmamento
(todas as tardes se cansa)
Precipitou-se sobre o mar
dando ao mundo a impressão
de que iria se afogar

Um nadador (parece) pretendeu salvá-lo
Foi nadando ao horizonte
com suas braçadas de sete léguas
Foi também se pondo (como se fosse um astro)
até que se concluísse
seu próprio ocaso

E sumiram,
sol e nadador, no pretérito da noite

O Sol, no entanto
(e na manhã seguinte),
ergueu-se por trás do mundo
enquanto o nadador
não teve fôlego para tanto ...


[Publicado pela revista Simbiótica, vol.8, n°2, 2021]

Inserida por joseassun

⁠ Com o envelhecimento aprende se a desapega das expectativas e assim nos libertamos da frustração.

Inserida por majorado

⁠Um livro, não importa qual seja, insere-se necessariamente em uma complexa rede de poderes e micropoderes. Como texto literário, torna-se facilmente espaço de acesso e de interdições a competências leitoras várias - fechando-se àqueles que não compreendem seus códigos ou que não compartilham o idioma comum à comunidade lingüística de seus leitores preferenciais, ao mesmo tempo em que se entreabre, nos seus diversos níveis, àqueles que podem apreender alguns de seus sentidos possíveis. Como objeto mesmo, o livro se oferece menos ou mais generosamente àqueles que podem adquiri-lo ou tomá-lo emprestado, ou àqueles que podem suportar ou sentir-se confortáveis diante das estratégias editoriais que lhe dão forma e materialidade. Como depositário de um discurso, na verdade de muitos discursos, o objeto-livro mostra-se por fim interferente e interferido, relacionando-se ao jogo de poderes e micropoderes que afetam a sociedade que contextualiza a sua produção e circulação.


[parágrafo inicial do artigo 'Um livro manuscrito e seu sistema de poderes e micropoderes'. revista Em Questão, vol.12, n2, 2006, p.273-296]

Inserida por joseassun

⁠A ideia de que um dia se concebeu a existência de raças dentro da espécie humana provavelmente parecerá muito estranha e primitiva em um futuro no qual se tenha realizado algo mais próximo a uma verdadeira justiça social, pois no seu aspecto mais irredutível o que existe é uma só raça: a raça humana.

[trecho extraído do livro 'A Construção Social da Cor". Petrópolis: Editora Vozes, 2009, p.218]

Inserida por joseassun

⁠A palmeira, já a encontraram pronta. Tornou-se o imponente símbolo da conquista da libertação; Espalhadas no segredo da Serra da Barriga, as palmeiras se transfiguraram em fortificações naturais e simbólicas para proteger todos os negros que lutavam pelo direito de serem livres, e que morreram por isso - transformando-se, como Zumbi dos Palmares, em símbolos eternamente vivos da consciência negra. As camélias tiveram de ser construídas - ou importadas. Eram exóticas flores trazidas do Oriente e que foram cultivadas por negros aquilombados nos solos do Novo Mundo. A liberdade respira por todas as suas pétalas - inclusive a liberdade de se recriarem em uma terra que terá lhes parecido estranha. Liberdade construída sobre o desafio de se familiarizarem com esta terra, de torná-la sua. De a transformarem em uma outra terra.

[trecho extraído do livro 'A Construção Social da Cor". Petrópolis: Editora Vozes, 2009, p.222-223]

Inserida por joseassun

⁠Como muitas coisas na história, a História Científica também teve os seus começos pequenos, por vezes mesquinhos, as suas concessões ao poder, suas articulações a projetos de dominação, suas acomodações, ambiguidades, hesitações e recuos. Seja através do Positivismo ou do Historicismo, podemos vislumbrar o curioso paradoxo de que a ‘revolução historiográfica’ do século XIX não deixa de ter em seus inícios alguns aspectos bastante conservadores. Seu mundo contextual será o do assentamento da burguesia pós-revolucionária no poder, após os fracassos do projeto mais radical da Revolução Francesa e da derrocada definitiva da expansão napoleônica, sem mencionar o contexto decisivo da consolidação dos grandes estados nacionais que precisavam agora exercer um controle mais efetivo sobre a sua população, sobre o seu território e sua imagem.

O ambiente político e social que oferecerá uma confortável base de assentamento para o novo tipo de historiografia é aquele gerado pelo compromisso entre a burguesia industrial, as monarquias constitucionais e os setores aristocráticos que conseguiram se adaptar à nova sociedade industrial, de modo a conservar ao menos alguns privilégios. Além disso, de agora em diante já não será mais possível, à nova coligação de poderes políticos, ignorar os setores populares, ao menos como uma força social que precisa ser adequadamente manipulada e conduzida. Os sistemas disciplinares e as tecnologias de controle precisarão ser cada vez mais aperfeiçoados, de modo a atingir maior eficácia com mais sutileza. Mais do que nunca, o Poder precisa se assenhorear do Discurso. Éneste grande contexto que a nova historiografia encontrará seu especial momento de fecundidade, e as possibilidades de estender sua permanência para o futuro.

É claro que, ao lado destes começos pequenos e por vezes mesquinhos, a nova História Científica também surge em um momento histórico no qual começam a aflorar pequenas centelhas de esperanças partilhadas pelos mais diversos grupos sociais que haviam conseguido se fazer ouvir nos movimentos revolucionários iniciados na França e nos Estados Unidos da América, e que depois se expandem para o resto da Europa e para a América Latina. Vive-se também, neste momento, uma nova fase de confiança no Progresso da humanidade, tão bem expresso pelas novas descobertas científicas e invenções tecnológicas. A História Científica, se de um lado se liga à realidade política através de liames por vezes conservadores, é por outro lado um produto da segunda Modernidade europeia.

[texto extraído de 'Teoria da História, vol.2 - os primeiros paradigmas: Positivismo e Historicismo'. Petrópolis: Editora Vozes, p.12-13].

Inserida por joseassun

⁠Na historiografia, há “relativismos” e relativismos. Concordar com a posição que reconhece as implicações da relatividade de todo ponto de vista para a História, e com ao fato de que a historicidade também atinge radicalmente o próprio historiador, não deve ser pretexto para considerar a historiografia inoperável, ou mera redução ao discurso.

O “relativismo absoluto” – se pudermos utilizar essa paradoxal expressão no sentido de um 'relativismo radical' que termina por se voltar contra si mesmo – no limite pode considerar que no decurso da historiografia só há opiniões, todas válidas, e que estas diversas opiniões e análises que emergem dos trabalhos dos historiadores estão sempre destacadas umas das outras, presas aos seus Presentes e às subjetividades pessoais de cada historiador. Este tipo de relativismo leva de fato a uma inoperância. O relativismo útil, contudo, é aquele que – ainda que considere a relatividade de cada posicionamento historiográfico e análise – reconhece que na Historiografia há algo que se acumula e que contribui dialogicamente para as futuras análises historiográficas. A Historiografia está repleta de análises sobre eventos históricos específicos que hoje já são descartadas, por terem sido refutadas empiricamente através das fontes ou por não terem sobrevivido no plano de logicidade de suas argumentações à luz de novos conceitos e desenvolvimentos das reflexões historiográficas.

Diria o “relativismo absoluto”, talvez, que estas posições que indicamos como “descartadas” são tão válidas quanto outras, pois são pontos de vista como os demais. Mas rigorosamente não é assim. Tanto existem as posições e análises historiográficas que vão sendo descartadas ao longo do desenvolvimento da historiografia por falhas irrecuperáveis no nível empírico-lógico, ou em função de descobertas irrefutáveis, como existem análises interessantes e válidas que vão se acumulando no decorrer da história da historiografia, alimentando outras, abrindo caminhos, permitindo que haja um acúmulo maior de complexidade que permite dizer que a historiografia relativa a certo problema histórico examinado não deixa de progredir de alguma maneira. Não se trata de um “progresso” no sentido iluminista, de verdades irrefutáveis que vão superando outras, mas de um progresso ao nível de acúmulo de complexidades, de repertórios de análises, de enriquecimento dos desenvolvimentos conceituais e metodológicos. Não há por que negar este progresso teórico-metodológico – ou, se se quiser, este “enriquecimento teórico-metodológico” que vai beneficiando de uma maneira ou outra a historiografia à medida que ela recebe mais contribuições pertinentes.

[trecho extraído de 'Teoria da História, vol.2 - Os primeiros paradigmas: positivismo e historicismo'. Petrópolis: Editora Vozes, 2011, p.187]

Inserida por joseassun

IANOMÂMI



⁠Ianomâmi,
Procura-se quem te ame.
Quem mergulhe nas tuas folhas
Quem respire nas tuas águas
Quem perceba nos teus frutos
A natureza que se perde
E que se ganha
Em quem te chame,
Ianomâmi

Procura-se governante
Que abra mão de governar
O índio, a criança, o amante.
Procura-se represa
Que não mais impeça o rio
De correr seu livre curso.

Ianomâmi,
Procura-se quem te ame,
Procura-se quem te chame.

Quem te chame,
Procura-se Ianomâmi.
Não mais para enfeitar gaiola
Que se mostre em ave-rara
Nas coloridas feiras de Antropologia.
Procura-se, quem tocado
Pelo Sol e pela Lua
Te liberte feito um pássaro

Ianomâmi,
Procura-se quem te chame
Quem depois de percorrer
Tantas estradas de pedra morta
Prefira as trilhas da floresta
Vivas, úmidas, sonoras

Procura-se tal caminhante
A quem, nu e luminoso,
Se transforme em Ianomâmi


[Publicado na revista Entreletras, vol.12, n°01, 2021]
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Inserida por joseassun

⁠Usar da liberdade para falar contra a liberdade não é apenas contraditório, é mórbido e imoral!

Inserida por zefelipesc