Gente Mimada
Amo pessoas meigas, afetuosas, gentis; esses seres meio encantados que têm leveza de flor, suavidade no olhar e a doçura dos anjos na voz; gente que faz parte da tribo da simplicidade, como eu, que se despetalam em sorrisos e espalham sem se darem conta essência de bem-querer por onde passam.
Ter um animal pode ser muito bom, mas ter alguém que me ama, mesmo sem depender de mim, é melhor ainda!
Maldade tem nome, nome de gente recalcada, frustrada e mal amada.
Sendo, que eu já deixei de me preocupar.
Não dou mais ouvidos a elas.
Pois, sempre terão aquelas que gostam de falar.
Falar demais e nos julgar, como se a vida delas fosse uma plenitude de paz e alegrias diárias. Perfeitas e Sem falhas.
Isso não tem jeito!
Essas pessoas sempre vão existir.
Basta que as deixemos de lado sem darmos ibope.
Eu sei que o ignorado se sente ameaçado e quer atacar, nem que tenha qualquer coisa para inventar.
Eu já parei de me preocupar e passei a ignorar.
Só assim é que eu acho que elas vão se cansar.
Anna L. Ramos
19/07/2018
Não vim aqui para ser igual, vim para pensar no diferente e desde cedo estabelecer um complicado processo sensível e criativo de aprender a ser gente.
Meu tipo de gente
Eu costumava aplaudir gente famosa. Ia a teatros para ver palhaços, via entrevistas para dar risadas, contava piadas para ser notado. Mas, de repente, eu mudei o meu tipo de gente. Não vejo mais graça em palhaços do twitter, reviro os olhos pras piadas levianas e prefiro as conversas sérias, aprofundadas, principalmente sobre assuntos que eu não domino.
Meu tipo de gente é quem me ensina. Quem faz com calma. Quem estende as mãos, sem pudor, e sorri se não há nada a dizer. Meu tipo de gente não tem motivos para palhaçadas. Pois já são trapezistas, mágicos e bailarinas, no dia a dia do espetáculo da vida. E eles não têm medo dizer o que pensam. Mas respeitam que existem os que sabem mais, e que ninguém no mundo pensa igual.
Gosto de gente bem resolvida. Que escolhe por si e não depende de conselhos. Gente que repensa a própria vida, os próprios erros, acertos, vitórias e derrotas. Meu tipo de gente conhece mais a si que aos outros. Por isso impõe limite entre a privacidade e a rodinha de bar. Compartilha, se quiser. Apenas se o assunto somar.
Meu tipo de gente é de verdade. Sente, chora, dança, cai, se levanta e sonha. Tudo numa mesma medida. Pode até chorar de menos, sentir de mais, mas não se deixa carregar pela incerteza de um sonho. Mantém um pé na realidade e trabalha para conquistar o que deseja. Quando não dá certo, a minha gente sorri, pois já sabe que o mundo não está aí para embalar ninguém.
Minha gente escuta boas histórias, assiste bons programas, lê o que lhes convém. São Marinas, Vivianes, Beatrizes e Isabellas, que, no fundo, nada tem a ver comigo. São só elas. Mas quem é muito diferente e me respeita como eu sou, essa é a minha gente.
Aplausos. Vocês merecem.
