Gente Metida
A gente não escolhe de quem vai gostar, triste? Não sei. Prefiro pensar que no fundo essa pessoa sempre esteve por ali, esperando a hora certa pra aparecer e roubar nossa atenção. Roubar nosso coração. Partir nosso coração. Porque essa pessoa não é a pessoa certa, não... É alguém cheio de defeitos, que erra, que nos machuca, que nos decepciona, que nos abandona... Mas que depois volta, te pede desculpa e nos faz sentir tudo de novo. Pessoa imperfeita. Cheia de erros. Errada. Mas que sempre vai ser a certa. Pra mim.
"Devagarinho a gente vai arrumando a casa."
Reposicionando o que habita em nós, jogando fora o que não nos serve mais, para que, o novo que vai chegando, tenha seu lugar.
Tirando o pó do que precisa ficar, matando saudades do que guardamos com carinho. Pintando o que perdeu a cor, limpando, lavando, tirando aquelas manchinhas que deixamos escapar.
A vida é um eterno arrumar e desarrumar, em que cabe à gente ter coragem de se transformar.
Ha momentos na vida que a gente para e pensa: vou desistir! .. mas por mais que seja dificil não desista, dizem que as coisas mais dificeis são as que mais valem a pena. só desista quando você ver que realmente aquilo que você esta fazendo não vai dar em nada. o que quase nunca acontece porque tudo que você faz tem retorno. as vezes de uma forma positiva, outras de uma forma negativa. só depende da sua atitude. as vezes você esta só confuso. talvez nem seja aquilo que você quer mas o que o deixa interessado não é o que você vai conseguir e sim a conquista, o fato não ser uma coisa facil. parte de tudo na vida consiste em treinar o nosso coração a destinguir o amor verdadeiro de um mero capricho é ai que a gente descobre que o que não era pra ser. Nunca sera. E que o que vai acontecer vai ser melhor do que imagina. você pode se impressionar com as peças, confusões e com o final feliz que a vida te reserva ;)
A gente não pode viver a vida olhando para o que passou. Ninguém tem a obrigação de fazer você feliz. Não posso querer que alguém satisfaça meus desejos. E não devo, de maneira alguma, colocar na mão do outro a minha felicidade.
A gente esquece
Que em alguns momentos,
tudo parece ser contra,
tudo apenas parece...
A gente sempre esquece que esquecer,
é uma questão de querer.
Quando se deixa esquecer...
um dia a gente esquece.
(Que queria esquecer)
COISAS DA VIDA...
AMIGO: a gente conquista.
AMOR: a gente vivencia.
BERÇO: a gente nasce.
BONDADE: a gente cultiva.
CASA: a gente compra.
CONHECIMENTO: a gente adquire.
EDUCAÇÃO: a gente recebe.
ERRO: a gente corrige.
GOSTO: a gente apura.
IDEIA: a gente amadurece.
INIMIGO: a gente vigia.
LAR: a gente constrói.
MURALHA: a gente derruba.
PROBLEMA: a gente enfrenta.
TRISTEZA: a gente esquece.
E é tanta gente desinteressante, tanta hipocrisia, tanta gente vazia, tanto assunto inútil, que ando com preguiça para sair de casa.
Se lutar por quem a gente ama for sinal de fraqueza, morrerei lutando pra pelo menos não ser covarde ao desisitir de um grande amor!
Lá na infância
Qualquer pessoa que já tenha se separado e tenha filhos sabe como a gente se preocupa com a reação deles e procura amenizar qualquer estrago provocado por essa desestruturação. É preciso munir-se de muito respeito, delicadeza e amor para que essa ruptura seja bem assimilada e não produza traumas e inseguranças.
Muito do que somos hoje, do que sofremos e do que superamos, tem a ver com aquele lugar chamado "infância", que nem sempre é um paraíso. Por mais que tenhamos brincado e recebido afeto, é lá na infância que começamos a nos formar e a nos deformar através de medos, dúvidas, sensações de abandono e, principalmente, através da busca de identidade.
Por tudo isso, estou até agora encantada com a leitura de Marcas de Nascença, fenomenal livro da canadense Nancy Huston e que deixo como dica antes de sair de férias. O livro é narrado por quatro crianças de uma mesma família, em épocas diferentes, todas quando tinham seis anos: primeiro, um garotinho totalmente presunçoso, morador da Califórnia, em 2004. Depois, o relato do pai dele, quando este também tinha seis anos, em 1982. A seguir, a avó, em 1962, e por fim a bisavó, em 1944. Ou seja, é um romance genealogicamente invertido, começando logo após o 11 de Setembro e terminando durante a Segunda Guerra Mundial, mas é também um romance psicanalítico, e é aí que se torna genial: relata com bom humor e sem sentimentalismo todo o caldeirão de emoções da infância, mostrando como nossas feridas infantis seguem abertas a longo prazo, como as fendas familiares determinam nossos futuros ódios e preconceitos e como somos "construídos" a partir das nossas dores e das nossas ilusões. Mas tudo isso numa narrativa sem ranço, absolutamente cativante, diria até alegre, mesmo diante dessas pequenas tragédias íntimas.
A autora é bastante conhecida fora do Brasil e ela própria, aos seis anos, foi abandonada pela mãe, o que explica muito do seu fascínio sobre as marcas que a infância nos impõe vida afora. É incrível como ela consegue traduzir os pensamentos infantis (que muitas vezes são adultos demais para a idade dos personagens, mas tudo bem), demonstrando que toda criança é uma observadora perspicaz do universo e que não despreza nada do que capta: toda informação e todo sentimento será transformado em traço de personalidade.
Comecei falando de separação, que é o fantasma familiar mais comum, mas há diversas outras questões que são consideradas "linhas de falha" pela autora e que são transmitidas de geração para geração. Permissividade demais gerando criaturinhas manipuladoras, mudanças constantes de endereço e de cidade provocando um desenraizamento perturbador, o testemunho constante de brigas entre pessoas que se dizem amar, promessas não-cumpridas, pais que trabalham excessivamente, a religião despertando culpas, a política induzindo a discordâncias e exílios, até mesmo uma boneca muito desejada que nunca chegou às nossas mãos: tudo o que nos aconteceu na infância ou o que não nos aconteceu acaba deixando marcas para sempre. Fazer o quê? Em vez de tentar escapar de certas lembranças, o melhor é mergulhar nelas e voltar à tona com menos desespero e mais sabedoria. Todos temos nossas dores de estimação. O que nos diferencia uns dos outros é a capacidade de conviver amigavelmente com elas.
A gente precisa ter alguém que a gente possa cuidar e que cuide da gente também. O nome disso é sobrevivência. Mas se você coloca um encantamento nesse pensamento, aí já não é mais sobrevivência, é amor…
A gente cansa, sabe? Cansa de ser romântico com quem não sabe o que é amor. Cansa de ser compreensivo pra quem só é intolerante. Cansa de ser gentil pra quem é arrogante. Cansa de falar o que sente porque vamos ser ignorados.
A gente cansa de tantas coisas… E eu simplesmente cansei.
É bom demais estar na presença de quem a gente gosta e ama.
Então, dê valor a esses momentos, eles podem não se repetir mais.
Às vezes a vida nos dá uma segunda chance, e a gente simplesmente a joga no lixo, depois de algum tempo percebemos o valor que aquela chance, aquela única chance tinha, aí corremos para ver se ela ainda está lá, mas infelizmente é tarde demais, ela foi esmagada em meio aos escombros, ou talvez tenha sido reciclada e vive em algum lugar bem distante com pessoas que a enxergaram e tiraram-na Dalí.
“Tem gente
que pousa leve,
tão leve…
Com aroma suave
de quem cultiva o amor
num toque, num olhar…
Toda beleza da alma
embriaga essência
de quem sabe amar”.
Amizade verdadeira a gente sente
Eu posso ficar 3 vidas sem trombar que nós somos amigos pra sempre.
Há certos momentos na vida da gente que é necessário nos aquietarmos e nos silenciarmos, sair do meio de tantos barulhos, não por sermos covardes, medrosos, nem tampouco sem argumentos, mas por sermos humanos e o nosso coração precisar de cuidados . Nenhuma pessoa ferida pode tomar frente de uma guerra, nenhuma pessoa desarmada de razão pode se confrontar com o que fere seus sentimentos , nenhuma pessoa triste e debilitada emocionalmente pode confrontar seu adversário. A sabedoria é o aliado mais forte de quem sabe lutar com dignidade, e quando nos isolamos um certo tempo, quando nos colocamos em um cantinho chamado nosso e convidamos somente a Deus para estar do nosso lado, permitimos a Ele de curar as nossas feridas e amenizar cada dor da gente que muitos desconhecem. É deste jeitinho que vivo hoje, e não me importa o quanto eu precise me cuidar , eu me dou o direito de me calar e recomeçar de um jeito bem diferente do que ja fui , não porque eu tenha que agradar a alguém , mas porque eu preciso acima de tudo , me amar também .
