Ganância
A maior ganância da vida não seria desejar o que não se tem, mas impossibilitar os outros de terem pelo menos o mínimo!
Quem coloca preço em cada palavra de ajuda está vendendo a própria alma para a ganância; o conselho trilionário nasce do caráter, não do caixa.
"A ganância é o ouro que enferruja; a humildade de Isaque Ramon é o diamante que o tempo apenas faz brilhar mais."
"O brilho nos olhos de quem quer vencer honestamente não tem nada a ver com a ganância de quem vive de desvios. Um quer construir um legado; o outro só quer saquear o presente."
"A minha ambição não nasce da ganância, mas da consciência de que sou herdeiro do Criador, e um Rei não deseja que Seus filhos vivam na escassez."
A vida é como as quatro estações do ano.
Quando existe ganância por mídia, dinheiro e poder, as estações acontecem assim:
No inverno, a pessoa está ali se organizando, planejando cada passo.
No outono, tudo começa a ficar preparado, alinhado para crescer.
Na primavera, vive tudo a todo vapor, passando por cima de tudo e de todos, sem perceber os limites.
Mas o verão chega.
E quando ele chega, o calor se torna tão insuportável que tudo aquilo que foi preparado no inverno, conquistado no outono e vivido intensamente na primavera, acaba se perdendo no verão.
— Beto Chacon
"A corrupção é a materialização pública da ganância que corrói a alma. Ao abdicar da missão para banquetear-se com o erário, o homem opera a mais trágica das inversões e sob a ilusão de acumular poder, torna-se o vigia acuado de tesouros clandestinos. O preço do desvio não se mede nas cifras subtraídas do coletivo, mas na falência espiritual do próprio opressor, descobrindo, tarde demais, que as correntes douradas do delito cometido pesam o dobro e que nenhuma fortuna compra a paz interior que ele vendeu ao tribunal da consciência."
A ganância do homem raramente começa como maldade.
Ela nasce como medo.
Medo de faltar.
Medo de ser pequeno.
Medo de voltar a ser ninguém.
No início, é só cuidado. Depois vira acúmulo.
O problema é que o limite quase nunca chega — porque a ganância não quer coisas, quer controle.
Quanto mais o homem tem, mais ele teme perder.
E quanto mais teme, menos ele confia.
Aos poucos, troca relações por vantagens, princípios por conveniência, caráter por resultado.
A ironia é cruel:
a ganância promete segurança, mas entrega prisão.
Promete poder, mas produz vazio.
O homem ganha o mundo e perde o senso de “basta”.
E quando tudo vira meio — pessoas, tempo, até a própria alma —
ele já não sabe mais se vive para possuir
ou se possui apenas para não encarar o que falta dentro.
A ganância não é excesso de desejo.
É falta de sentido.
A ganância ensina a conquistar,
a honestidade ensina a permanecer.
Uma junta coisas,
a outra sustenta a alma.
No fim, só a honestidade permite
dormir sem fugir de si.
— Sariel Oliveira
