Fui
Sempre fui meio egocêntrico, muito orgulhoso, meio frio, eu diria... Sempre procurei não precisar de ninguém, talvez esse seja meu mal, ou talvez seja minha maior qualidade... Enfim, nunca corri atrás de nada e nem de ninguém, então, se eu te procurar, acredite, você é tudo pra mim.
Eu fui feito, pelas leis, um criminoso. Não pelo o que eu fiz, mas pelo que eu lutei, pelo que eu pensei, por causa da minha consciência.
Perdoe-me, não fui boa o suficiente para você. A minha intenção nunca foi ser boa, não tenho vocação para santinha, comportadinha, bonitinha, queridinha, inha, inha, inha. Bato boca, reclamo, faço esparro, tenho ataques, sinto ciúmes, sou espalhafatosa, escandalosa, espetaculosa, ponto.
Demonstrar sentimentos ou provar com atitudes?
Nunca fui muito boa em lidar com sentimentos, sabe. Sentimentos são complicados e me dão enjoo. Enjoo do tipo de ficar com aquele frio na barriga toda vez que eu te vejo. Maldito seja o frio na barriga. Toda vez que sinto sei que as coisas estão fora do controle. Os sentimentos estão fora de controle. Eu posso não conseguir controlar o que sinto mas ainda bem que fui abençoada com a capacidade de manter minha boca fechada. Ouvir de mim o que eu sinto por você? Difícil. Primeiro porque tenho bloqueio em dizer o que sinto pra qualquer pessoa; mãe, pai, irmã, irmão. Só digo para meus animais de estimação porque sei que eles não vão responder e eu não vou ter que vivenciar uma daquelas cenas melosas de filme. "Te amo tanto, você é tudo na minha vida" Também te amo querida, morro por você". PAROU POR AI.
Demonstrar sentimentos é a mesma coisa que ficar vulnerável. Se eu disser o que realmente sinto, tenho a certeza de que irei me sentir no meio de um campo de guerra pronta para levar um tiro fatal a qualquer momento. Dizer nossos sentimentos em voz alta faz com que se tornem realidade, faz com que o mundo saiba disso, faz com ele saiba disso. E eu não consigo, não suporto, o orgulho não deixa e o medo me impede. Mas eu sinto um turbilhão de emoções, uma porrada de sentimentos. Todos eles aqui, misturados, guardados, ocultados. Às vezes não consigo e transbordo eles em forma de atitudes que eu espero que você seja esperto o suficiente para perceber. Fazer o que, é o meu jeito.
Odeio pessoas que cobram ouvir o dia inteiro o quanto gostamos delas. Acho que se parássemos pra prestar atenção em cada detalhe e em cada gesto, saberíamos muito bem como a outra pessoa se sente em relação a nós. Eu posso não ter capacidade de dizer "Eu te amo", mas se lembra quando eu te ligava de madrugada morrendo de saudades? Querendo te ver? Esse era meu jeito de dizer que eu te amava. Eu posso não ter a capacidade de dizer que morreria por você, mas lembra quando você arranjou uma briga no meio da boate e eu entrei na frente? Pois é. Posso não conseguir dizer o quanto você é incrível e que te admiro demais, mas sabe quando eu fico te olhando com um sorriso bobo e você pergunta "Que foi?".. Esse é meu jeito de mostrar o quanto te admiro. Posso não ser a pessoa mais sentimental do mundo e nem a mais meiga das mulheres que você já conheceu, mas te garanto um carinho nas horas em que você estiver triste e um abraço quando você mais precisar. Nunca consegui te dizer que não queria te perder e que queria você para sempre, mas se lembra dos abraços apertados que eu te dava? Então. Gestos que demonstram tudo. Tudo aquilo que eu não consigo te dizer.
Talvez eu seja só mais uma covarde que não diz o que sente porque tem medo de admitir que ainda tem um coração. É, talvez eu seja. Mas fazer o que se eu cresci ouvindo que atitudes valem mais do que palavras?
"Quantas vezes eu fui obrigado a sorrir, para que não percebessem a minha decadência. Mas por trás de cada sorriso, há uma lamentação escondida"
Eu nunca fui de prometer nada. O que eu sabia sobre promessas era que elas se quebravam com facilidade.
Eu sempre fui uma pessoa reservada, calada e quieta, fico sempre na minha observando o comportamento dos outros, como as pessoas agem e se comportam, em todo lugar que estou eu fico reparando nas suas atitudes, seus gestos, seu olhar, sua maneira de pensar e agir, e principalmente tento descobri qual as fraquezas e os medos de cada um, na maioria das vezes eu acabo sempre descobrindo.
Aos poucos fui percebendo que nem todo abraço é de afeto .
Aos poucos fui percebendo que nem todo choro é de tristeza e de que nem todo sorriso é de alegria.
Rapidamente eu aprendi o errado e aos poucos alguém foi me ensinando o certo.
Aos poucos fui caminhando em direçao à escuridão,e não sabia onde estava.
Aos poucos fui cavando meu próprio túmulo e sepultando minha opinião.
Aos poucos fui perdendo um pouco de mim através de você ,sem saber se era real.
Aos poucos fui percebendo que a pessoa de quem eu não gostava é a que queria meu bem.
Aos poucos fui percebendo que, a pessoa que estava distante é a que deveria estar perto.
Aos poucos fui percebendo que é possivel tirar forcas de um livro.(a biblia)
Aos poucos fui percebendo que meu verdadeiro amigo mora dentro de mim.
Aos poucos fui percebendo que a minha segunda casa não era tão boa quanto a primeira, como eu pensava.
Aos poucos minha casinha de chocolate foi derretendo e não pude fazer nada.
Nos diziam que não eramos mais crianças , mas nos tratava como crianças.
pequenas de mais para terem alguma importancia, mimadas demais para fazerem alguma coisa.
Aos poucos fui percebendo que eu não estava à altura de certas pessoa,mas aos poucos fui percebendo também que eu não precisava me rebaixar tanto, para chegar à alutura delas.
Aos poucos fui percebendo que:
As pequenas coisas... ficam.
As pequenas palavras... marcam.
As grandes amizades... nunca morrem.
Sempre fui de me doar. Ouvia, ajudava, consolava, me importava. E não foram poucas as vezes que, mesmo em segredo, eu deixava de pensar na minha vida pra ajudar os outros. Em segredo, explico, porque não acho que preciso de medalhas, prêmios ou troféus. Se eu faço, é de coração, sem esperar reconhecimento do outro. Mas, perdão, eu sou humana e sinto. O mínimo que a gente espera é gratidão. Aprendi que ela nem sempre aparece. Aprendi que às vezes as pessoas acham que o que a gente faz é pouco. Por tanto aprendizado, acabei descobrindo que é melhor eu cuidar mais da minha vida e menos da dos outros. Não quero morrer santo, quero morrer feliz.
Hoje fui tomada por uma dor — mas não, não, não.
Não é qualquer dor explicável.
É daquelas que não encontram nome no corpo,
mas pesam como se tivessem ossos.
Reviro-me pelo avesso tentando decifrá-la,
na esperança de arrancar ao menos um fragmento
e deixá-lo pelo caminho.
Mas sigo paralisada.
Exposta.
Vulnerável.
Não forte — apenas tentando me reconhecer
no meio do caos que se instalou.
Não consigo medir o que vem adiante.
O futuro agora é uma névoa densa,
e cada passo parece exigir uma coragem
que eu ainda não sei de onde tirar.
Mesmo assim, estarei ao teu lado.
Mesmo incompleta.
Mesmo trêmula.
Mesmo sem respostas.
Se fosse possível, eu trocaria tudo que sou
para te dar a chance de viver a vida
sem medo, sem dor, sem interrupções.
Porque amar, às vezes, é isso:
seguir de pé quando por dentro tudo desaba.
O diagnóstico não paralisou apenas os dias —
paralisou o meu ser.
Deixou-me impotente diante do inevitável,
pequena diante do que não posso controlar.
Mas, ainda assim, fico.
Porque quando não posso curar,
posso permanecer.
Quando não posso salvar,
posso amar.
E se hoje só consigo isso —
que seja o suficiente para atravessar a noite.
23 de Dezembro 2025
Agora todo mundo me ama.
Todos choram e dizem o quanto eu fui incrivelmente incrível…
Engraçado, né?
Porque enquanto eu estava aqui, inteira nos meus pedaços, ninguém percebeu o quanto eu estava desmoronando.
No meu dia normal, ninguém viu o silêncio que gritava, o sorriso que tremia, a exaustão que escorria pelos cantos dos meus olhos.
Agora — agora, quando imaginam minha falta — dizem que eu era luz.
Que eu era forte.
Que eu era especial.
Que fiz falta.
Mas quando eu estava aqui, precisando de um abraço,
de um ouvido,
de um “eu tô aqui”,
as pessoas se confundiram, se calaram, se distanciaram…
ou simplesmente não souberam olhar pra mim.
E é isso que dói:
só valorizam quando acham que perderam.
Só enxergam quando acreditam que acabou.
Só sentem quando a gente já não tem força pra sentir nada.
Eu sigo viva, mesmo sem saber como.
Sigo tentando existir num corpo cansado, numa mente pesada, numa alma que luta todos os dias contra o invisível.
Sigo aqui, mesmo sem saber se alguém realmente vê.
Porque a verdade é essa:
não é que eu queira morrer.
É que, às vezes, dói demais viver invisível.
Tu me fez ir lá no fundo, e dar de cara com a dor, tristeza e decepção. Eu fui forte, e mesmo sem tu ver ou saber, eu me lavantei outra vez, segurando o que sinto por ti em uma das minhas mãos, e te provando que é VERDADEIRO o que sinto, desde o primeiro beijo, desde o primeiro abraço, agora só te pesso para me dar a mão e me tirar outra vez desse buraco sujo e frio, pois agora sabe que sou forte o bastante para te proteger, respeitar, amar e te fazer feliz.
Fui Burro,
Acreditei em todas as suas mentiras,
você me abandonou,
e agora você vem dizendo que me ama,
por que você acha que eu devo acreditar?
A Descepção fez eu amadurecer,
e agora não quero mais perder
meu tempo com você.
Ei, quero te avisar que não fui embora. Vou ficar por aqui um tempo, só olhando. Vou tirar a armadura e vestir meu casaco de pele invisível. Eu não estou parada. Estou mandando amor de uma forma diferente.
Se você despreza uma pessoa que te ama, cuidado, porque você pode se arrepender e não vai ter outra chance.
Já fui uma boa pessoa, só que abusaram disso. Milhares de mentiras e decepções me mudaram, me moldaram, me tornaram o que sou.
