Fugir de Si Mesmo
Nos últimos tempos, vemos homens corrompidos, amantes de si mesmos, presunçosos, desobedientes, gananciosos e apegados ao que não tem valor. Vivem para impressionar, mas fazem isso à custa da humilhação dos outros.
Quem ousa perder, é quem mais ganha,
Quem morre pra si, vive com alma tamanha.
E embora o caminho certo pareça doído,
É nele que se encontra o sentido perdido.
As coisas deste mundo jamais preencherão o coração de uma mulher que carrega dentro de si o extraordinário de Deus.
Diria uma dor imensa. Cuidar de alguém, dar tudo de si, sacrificar seus próprios desejos e, no final, ser ignorada e desprezada... isso corta o coração. Mas sabe o que eu te diria? Que, apesar de doer, o seu valor e sua história não podem ser definidos pela ingratidão dos outros.
Liberdade é faculdade de cada pessoa pensar, decidir e agir por si, sem coerção ou constrangimento, dentro do limite das leis estabelecidas.
A liberdade tem três aspectos;
1° - Físico: Os israelitas que se tornassem escravos de outros israelitas (LV 25:39) deviam ser libertados no ANO DO JUBILEU (LV 25:8-17).
2° - Espiritual: Esta foi profetizada no AT (IS 61:1) e cumprida em Cristo (LC 4:18). Através da obra de Cristo aquele que crê é libertado do poder de Satanás (AT 26:18), do pecado (JO 1:29; RM 6 e 7), da morte, da condenação, do medo (RM 8) e da Lei (GL 3).
3° - Moral: Libertado de todos os poderes opressores, o cristão vive a liberdade no serviço ao próximo, em amor (RM 14; 1CO 8-10).
Quando você acordar pra grandeza que carrega dentro de si, vai entender que a solidão nunca foi inimiga, foi treinamento.
ARGOS E A VIGÍLIA DA FIDELIDADE ABSOLUTA.
O episódio de Argos constitui um dos momentos mais silenciosamente trágicos e moralmente elevados da narrativa antiga. Não é uma façanha de guerra nem um triunfo político que encerra a longa errância de Odisseu, mas o olhar cansado de um cão esquecido no limiar da casa que um dia foi nobre.
Após vinte anos de ausência, dez consumidos pela guerra e outros dez diluídos na provação do retorno, o herói chega à sua pátria reduzido à aparência de um mendigo. Tal metamorfose não é apenas corporal. Ela é simbólica. Odisseu regressa despojado de glória visível, privado de reconhecimento social, colocado à prova em sua essência moral. A casa está ocupada por usurpadores. A esposa está cercada. O reino encontra se em suspensão ética.
Argos, outrora um cão vigoroso de caça, fora abandonado num monte de esterco, negligenciado pelos servos que já não respeitavam a antiga ordem. Velho, doente e quase cego, conservava apenas aquilo que o tempo não pode corroer a memória do vínculo.
Quando Odisseu cruza o pátio, nenhum humano o reconhece. A aparência engana os olhos treinados para os signos do poder. Argos, porém, não vê com os olhos sociais. Ele reconhece pela presença essencial. Ao ouvir a voz e sentir o odor do seu senhor, ergue as orelhas, move a cauda com esforço e tenta aproximar se. Não ladra. Não chama atenção. Apenas confirma, em silêncio, que a fidelidade sobreviveu ao tempo.
Odisseu vê Argos. E nesse instante ocorre uma das mais densas tensões morais do poema. O herói que enfrentou monstros e deuses não pode ajoelhar se diante do próprio cão. Revelar se significaria colocar em risco o desígnio maior da restauração da justiça. Ele precisa seguir adiante. Contém as lágrimas. O silêncio torna se uma forma de sacrifício.
Argos, tendo cumprido sua vigília, morre. Não de abandono, mas de conclusão. Esperou o retorno para poder partir. Sua morte não é derrota. É cumprimento. Ele fecha o ciclo que a guerra abriu. Onde os homens falharam em reconhecer, o animal guardou a verdade.
Este episódio revela uma antropologia moral profunda. A fidelidade não depende da razão discursiva nem da convenção social. Ela nasce da constância do vínculo. Argos não exige provas, explicações ou aparências. Ele sabe. E ao saber, encerra sua existência.
A grandeza deste momento reside no fato de que o primeiro reconhecimento do herói não vem da esposa, nem do filho, nem dos aliados, mas de um ser esquecido, humilhado e descartado. A ética antiga ensina aqui, com sobriedade severa, que a verdadeira nobreza não está na glória visível, mas na lealdade que resiste quando tudo o mais se dissolve.
Argos não fala. Não combate. Não julga. Apenas espera. E ao fazê lo, torna se imortal na memória humana, pois há fidelidades que não atravessam o tempo para viver, mas vivem para atravessar o tempo, tocando a imortalidade daquilo que jamais traiu.
Somos do tamanho do nosso silêncio...demorei para aprender de que nada vale a não ser observar em silêncio. No silêncio posso ouvir o cochichar de meus inimigos, posso ouvir aqueles que me querem bem. No silêncio posso sentir a hora exata de reagir, e no silêncio derrotar meus inimigos. No silêncio posso ouvir o coração silencioso dos covardes que se calam diante das injustiças e silenciam diante de tanta hipocrisia. Só terei o o silencio como companheiro e confidente, pois somente agora aprendi que meu silêncio vale mais do do que qualquer grito!!!
Nenê Policia
Eu não consigo entender, como pode um povo remar contra si próprio, abrindo mãos de seus direitos e dos direitos de seus familiares, por simples fanatismo abstrato...para então alimentar pessoas que pouco se importam com seus sentimentos, com suas necessidades; pessoas que pensam somente na lucratividade de desgraças alheias!!! Pobre gente sem dignidade e sem compaixão de si mesmo, ego tolo que alimenta famigerados algozes e famintos lacaios...
nenepolicia
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