Frutos
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AMOR MANCHADO
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Sou o amor amado a força
Desejado com frutos de damas noturnas
Desmamadas prematuramente de seus donos maritais
Deixadas com a mera borra lactante
Sem natureza, com dolo e tingidas da mera rigidez da fidelidade
Dói-me a calma, me adoça a alma
Pasmo, me tomo a fugir de seus grilhões
Lá o covil das damas é perfeito
Inebriadas estão às portas com olhares pensantes
Meu corpo queima ao fugir como uma gazela branca
Trincheiras colocam a minha volta
Com falácias maldosas como estórias
Delas não se mofam, Delas se maldizem
Quando querem suas presas, colocam a tocaia da sensualidade
Retrucam o não com a paga perfeita, seguida da bonança maldita
Digam-me as raízes amargas delas
Quebrarei como se gelo fosse
Para sentir o derreter de suas maças do amor
Meus dentes delas ficarão livres
Poderei amar quem quero amar
Garoto de paga não o sou mais
Apenas a beleza e a sutileza da cadência máscula ainda me seguem
Mais ela é de outra, a prometida com duetos rosados
Ao relento sangrento ficam as damas a chorarem aos ruídos do vento
Cuidado com o manchado amor e suas raízes amargas
O amor é uma semente que depois de plantada da belos frutos, mas o ruim é encontrar um coração puro para plantar essas sementes.
Eu quero ficar só, com meus versos, e daqueles o que nascer, que sejam lindos, intensos, frutos do amor que te dedico. É assim que vou caminhar na minha solidão, mas feliz. (SP)
Nunca despreze uma amizade,regue-a até que ela lhe dê bons frutos. Mas se essa amizade não lhe render bons frutos deve podá-la, pois esta só irá fazer sujeira no teu coração.
Braços que não alcançam frutos, precisam de pedras. Vidas que não conseguem evoluir, se armam com críticas!
Plantar a semente, colher os frutos e apreciar a beleza das flores... Se ainda não plantou comece agora e colha amanhã...
Temos medo de ervas, de frutos, de sementes que não conhecemos. Medo de qq coisa que não foi exaustivamente estudada e rotulada.
Pérolas em silêncio; assim são as letras criadas para ninguém agora e nunca.
Frutos maduros caídos nunca apreciados.
Entes da criatividade; lembranças de alguém não lembrado.
Seu conteúdo: algum castigo, algum sofrimento, algum amor em algum lugar.
Mente de um poeta não nascido. Sobras de luxo.
Também nada. Também nunca.
Sem rastros para se seguir, navegam a deriva sem pressa, em um mar sem tempo.
Absurda lástima nunca se saber de sua riqueza despretenciosa.
Sem saber do mundo em outras palavras.
Está lá.
Mesmo que para única espectadora: A vaidade, sua semente.
Mas, numa caminhada, pra colher bons frutos adiante, é necessário perder podres sementes no percurso.
