Frio

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Como quando faz frio, que só o que importa é se aquecer, como quando se está com sede e o que mata sua sede é só água, como quando se tem fome, calor, dor, vontade, desejo, necessidade, como quando se precisa desesperadamente e não tem, quando se precisa de um sedativo , uma arma, uma casa, algum dinheiro, uma família, colo, êxtase, paternidade, como quando você se sente um lixo e ele não está lá pra dizer que não é bem assim, quando se precisa conhecer o seu interior e ninguém pode te ensinar a chegar tão fundo ao determinado ponto ao ponto de partida, como quando só uma conversa pode te ajudar e estão todos ocupados com suas respectivas vidas, quando se precisa de um pedestal e você acidentalmente tropeça e cai de joelhos, quando só o espaço entre você e você mesma pode te ajudar e todos estão ao seu redor, quando você faz metas e elas não se cumprem é como se você sabotasse você mesma, como quando se precisa de alguém pra dividir e não tem.
Parece até uma piada, parece que tudo conspira e os momentos bons, são apenas momentos bons, parece até que você é fadado nesse mundo a sentir dor, porque a dor prevalece e as coisas boas vão embora, é algo que irradia dentro de nós mesmos.

Nada de sentimentos mornos... quero o calor intenso do fogo ou o frio estável do gelo. É na paixão que se dá mordidinhas... e no final só sobram as migalhas. Eu quero um amor para devorá-lo por inteiro e satisfazer de vez o meu coração

Dia frio com palavras morna, mesmo assim faz frio. As palavras tentam me aquecer e conseguem me arrepiar. Vem vontade de pintar o coração, mas o frio congela o tempo, torna os sentimentos úmidos e consegue bater do lado de fora e de dentro de todos. Por virtude dos fatos, não consigo ver o horizonte e procuro seguir meu destino em busca do sol, que rega meus sonhos e meus dias. Meu destino não é um lugar qualquer, mesmo sem o sol consigo sentir um perfume no ar, o qual não consegue me importar. Sigo em frente sem contar meus passos, nem as horas do momento. Não consigo saber com precisão onde vou chegar. Não importo em saber onde vou parar, o tempo frio abre oportunidades para andar sem medo e me concede total e irrestrita liberdade. Meu tempo é teu tempo, sem estação e sem ponto de chegada.

Solidão machuca. Antes um coração apaixonado e sofrendo de amor, do que um coração vazio e frio.

Sempre há um lado frio no travesseiro. É nele que recosta a nossa consciência.

Viagem de um vencido

Noite. Cruzes na estrada. Aves com frio...
E, enquanto eu tropeçava sobre os paus,
A efígie apocalíptica do Caos
Dançava no meu cérebro sombrio!

O Céu estava horrivelmente preto
E as árvores magríssimas lembravam
Pontos de admiração que se admiravam
De ver passar ali meu esqueleto!

Sozinho, uivando hoffmânnicos dizeres,
Aprazia-me assim, na escuridão,
Mergulhar minha exótica visão
Na intimidade noumenal dos seres.

Eu procurava, com uma vela acesa,
O feto original, de onde decorrem
Todas essas moléculas que morrem
Nas transubstanciações da Natureza.

Mas o que meus sentidos apreendiam
Dentro da treva lúgubre, era só
O ocaso sistemático de pó,
Em que as formas humanas se sumiam!

Reboava, num ruidoso burburinho
Bruto, análogo ao peã de márcios brados,
A rebeldia dos meus pés danados
Nas pedras resignadas do caminho.

Sentia estar pisando com a planta ávida
Um povo de radículas em embriões
Prestes a rebentar, como vulcões,
Do ventre equatorial da terra grávida!

Dentro de mim, como num chão profundo,
Choravam, com soluços quase humanos,
Convulsionando Céus, almas e oceanos
As formas microscópicas do mundo!

Era a larva agarrada a absconsas landes,
Era o abjeto vibrião rudimentar
Na impotência angustiosa de falar,
No desespero de não serem grandes!

Vinha-me à boca, assim, na ânsia dos párias,
Como o protesto de uma raça invicta,
O brado emocionante de vindicta
Das sensibilidades solitárias!

A longanimidade e o vilipêndio,
A abstinência e a luxúria, o bem e o mal
Ardiam no meu Orco cerebral,
Numa crepitação própria de incêndio!

Em contraposição à paz funérea,
Doía profundamente no meu crânio
Esse funcionamento simultâneo
De todos os conflitos da matéria!

Eu, perdido no Cosmos, me tornara
A assembléia belígera malsã,
Onde Ormuzd guerreava com Arimã,
Na discórdia perpétua do sansara!

Já me fazia medo aquela viagem
A carregar pelas ladeiras tétricas,
Na óssea armação das vértebras simétricas
A angústia da biológica engrenagem!

No Céu, de onde se vê o Homem de rastros,
Brilhava, vingadora, a esclarecer
As manchas subjetivas do meu ser
A espionagem fatídica dos astros!

Sentinelas de espíritos e estradas,
Noite alta, com a sidérica lanterna,
Eles entravam todos na caverna
Das consciências humanas mais fechadas!

Ao castigo daquela rutilância,
Maior que o olhar que perseguiu Caim,
Cumpria-se afinal dentro de mim
O próprio sofrimento da Substância!

Como quem traz ao dorso muitas cartas
Eu sofria, ao colher simples gardênia,
A multiplicidade heterogênea
De sensações diversamente amargas.

Mas das árvores, frias como lousas,
Fluía, horrenda e monótona, uma voz
Tão grande, tão profunda, tão feroz
Que parecia vir da alma das cousas:

"Se todos os fenômenos complexos,
Desde a consciência à antítese dos sexos
Vêm de um dínamo fluídico de gás,
Se hoje, obscuro, amanhã píncaros galgas,
A humildade botânica das algas
De que grandeza não será capaz?!

Quem sabe, enquanto Deus, Jeová ou Siva
Oculta à tua força cognitiva
Fenomenalidades que hão de vir,
Se a contração que hoje produz o choro
Não há de ser no século vindouro
Um simples movimento para rir?!

Que espécies outras, do Equador aos pólos,
Na prisão milenária dos subsolos,
Rasgando avidamente o húmus malsão,
Não trabalham, com a febre mais bravia,
Para erguer, na ânsia cósmica, a Energia
À última etapa da objetivação?!

É inútil, pois, que, a espiar enigmas, entres
Na química genésica dos ventres,
Porque em todas as cousas, afinal,
Crânio, ovário, montanha, árvore, iceberg,
Tragicamente, diante do Homem, se ergue
a esfinge do Mistério Universal!

A própria força em que teu Ser se expande,
Para esconder-se nessa esfinge grande,
Deu-te (oh! Mistério que se não traduz!)
Neste astro ruim de tênebras e abrolhos
A efeméride orgânica dos olhos
E o simulacro atordoador da Lua!

Por isto, oh! filho dos terráqueos limos,
Nós, arvoredos desterrados, rimos
Das vãs diatribes com que aturdes o ar...
Rimos, isto é, choramos, porque, em suma,
Rir da desgraça que de ti ressuma
É quase a mesma coisa que chorar!"

Às vibrações daquele horrível carme
Meu dispêndio nervoso era tamanho
Que eu sentia no corpo um vácuo estranho
Como uma boca sôfrega a esvaziar-me!

Na avançada epiléptica dos medos
Cria ouvir, a escalar Céus e apogeus,
A voz cavernosíssima de Deus
Reproduzida pelos arvoredos!

Agora, astro decrépito, em destroços,
Eu, desgraçadamente magro, a erguer-me,
Tinha necessidade de esconder-me
Longe da espécie humana, com os meus ossos!

Restava apenas na minha alma bruta
Onde frutificara outrora o Amor
Uma volicional fome interior
De renúncia budística absoluta!

Porque, naquela noite de ânsia e inferno,
Eu fora, alheio ao mundanário ruído,
A maior expressão do homem vencido
Diante da sombra do Mistério Eterno!

Augusto dos Anjos
ANJOS, A. Eu e Outras Poesias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.

Lá fora a chuva cai, aqui o frio toca minha pele, olho para fora e vejo o cinza da cidade que apenas muda o tom comparado ao céu. Penso agora em meus sonhos, em tudo que já fiz, por tudo que já passei, e sinto a cada momento a presença de Deus em meus dias, dias frios, quentes, alegres ou tristes, e ele aqui comigo. Continuo me decepcionando com as pessoas, continuo tentando compreender o por que que muitos tentam nos afetar, muitos daqueles que passaram dias ao nosso lado, que compartilharam parte deles com a gente e que fizeram crer que era verdadeiro, hoje são os mesmos que colocam o nosso nome nos ouvidos de desconhecidos junto ao turbilhão de mentiras. Chegamos a pensar o preço que tem em fazer o bem, em ser do bem, em querer a alegria dos demias, eis que a simplicidade do gotejar da chuva que molha minha janela me diz, que não existe preço por fazer o bem, o que é de Deus é de graça, e vale a pena continar lutando contra a maré, vale a pena ainda assim perdoar as pessoas, pois eu fiz minha parte, e o bem que faço ao outro faço a mim mesmo.

Me pergunto, do amanhã, do amanhecer e percebo que o dom da vida é deixar acontecer é simples, é profundo, é uma metamorfose é apenas viver...

Minhas mãos estão com frio, elas sentem saudade das suas.

Um Dia de Inverno
Sentado aqui na rua
Com um frio um tanto congelante
O vento que sopra lentamente
Se torna interessante
As ruas estão vazias
São 17:52 e logo não é mais dia
Olho para o canto do gramado
Vejo as flores tentando sorrir
Mais o frio é tão forte que não as deixa florir
Paro por um momento para tentar entender
Mais vejo apenas um belo dia de inverno
E continuo a escrever
Sinto o cheiro do fogão a lenha que vem lá de casa
Todos sendo aquecidos pelo calor da brasa
Aqui termino para dentro de casa entrar
Fica o frio e o vento que continua a soprar

É preciso muito calor para derreter um coração frio.

NOITE

São onze horas, esta uma noite cálida, fria e sem cor
Sinto frio, os pássaros já se recolheram em seus ninhos eles já não piam mais

Única luz que ilumina é a luz da lua, lua cheia faça clarear o meu coração, pois eu já não o sinto mais bater.
Esta escuro, sinto frio, estou ficando molhado, quero voltar, quero ver o pôr do sol, quero sentir o calor do sentimento, sentimento que não tenho,
Sinto angustia, estou só ...

Quero a vida, quero retornar a viver, Deus leve-me de volta

Querendo ser frio, me derreto apenas em te olhar.

SOMOS DOIS EXTREMOS...VOCÊ É O POLO NORTE...EU, O POLO SUL...PORÉM,EM AMBOS,FAZ FRIO!!!

Sem você aqui tudo fica mais frio, e mais quente..tudo perde a cor e ao mesmo tempo fica colorido demais pra mim..tudo perde o sentido e tudo tem sentido demais.. Sem você aqui os dias ficam maiores e as noites mais lentas. Sem você aqui meu sol não brilha e as estrelas são meros detalhes a noite. Sem você aqui a música vira testamento.
Sem seu sorriso meu riso não é sincero. Sem seu 'eu te amo' espontâneo perco a vontade de escutar essas lindas palavras de novo. Sem você aqui comigo começo a apreciar a solidão.
Sem você tudo é vazio. Sem você os dias ficam sempre iguais, uma rotina incompleta. Sem você minhas esperanças acabam. Sem você tudo o que resta é saudade. Muita saudade.
Sem você aqui tudo lembra seu sorriso, seus gestos, suas palavras e seu cheiro. Sem você aqui parece que cada dia fica mais perto de me fazer perder a cabeça. Sem você aqui parece que eu acordei de um sonho lindo. Sem você aqui tudo é saudade.
Saudade da sua forma de falar, saudade do amor que você sentia por mim, saudade da certeza de saber que eu conversaria com você no dia seguinte, saudade de escutar você reclamar de alguém, saudade das pequenas perguntas, saudade das conversas de madrugada, saudade do conforto que você representou.
Você foi tudo e ao mesmo tempo nada. Você foi alguém tão comum e ao mesmo tempo tão especial. Você soube ser tudo o que eu precisava sem saber disso.
E hoje, aqui sem você, sem todo esse amor que morreu não sei como, só restou a dor de uma saudade eterna.

18/04/09

Confidência

Sinto o amargor
dos dias vividos;
o frio das noites,
a náusea do tempo...

Tenho na alma a saudade
dos longes, das distâncias.
Do amor que não conheci,
da juventude que não tive...

Carrego em mim
o peso das renúncias,
a angústia das incertezas,
a nostalgia das estrelas,
as ilusões dos dias...

Só conto
co'a esp'rança que não tenho,
co'o amor que não conheço,
co'o Destino que ignoro.

Nesse frio eu me pego implorando à Deus para mandar alguém especial para mim, pra ficar abraçadinho, ver filme e tomar chocolate quente, pra amar e fazer companhia, pra mandar mensagem de bom dia e dar beijo de boa noite, pra conversar, pra andar por aí despreocupada e sem rumo certo, pra curtir um dia, e quem sabe o para sempre.

es especial

Tu es a estrela que me guia
a luz que me ilumina
o calor que me aquece
e o frio dessaparece!

És quem me faz sorrir
por vezes chorar
mas tentas logo
me reconfortar...

Contigo sinto-me bem
contigo quero estar
es o bom amigo
que para sempre quero guardar!!!

Luzes apagadas.
“Escuro quarto, sozinho, frio e sombrio.
Nada acontece e nem se distingui e nunca se move.
A escuridão domina todas as faces, o negro é
O medo e o temor, e as arestas invisíveis ocupa o espaço e o volume de todas as coisas.
A falta de luz, a inconsciência e o silêncio definem as noites, que
Durante seu tempo, cair, flutuar e ser devorado por monstros é
Somente frutos de nossa imaginação.” Latumia(W.J.F.)

Quatro Estações

Você foi frio como o inverno - dizendo que nosso amor caiu como pétalas na primavera. E eu tentei ser quente como o verão - dizendo que outubro nos traria novas sementes. Eu tola, achando que uma paixão duraria todas as estações.

A primavera levou a nossa paixão -
enquanto as flores caem nosso amor despedaça. Aprendi que amores são como estações, feitos para desabrochar e novos nascerem.

E outubro chegou, com nossa paixão - aquela que se desmanchou na primavera. Percebi que não queria amores de estações, e sim daqueles que não precisam de outubro pra me querer.

Mil vezes a dor e sofrimento da paixão do que o vazio...frio da razão.