Fraude
Assegurar-se contra os inimigos, ganhar amigos, vencer por força ou por fraude, fazer-se amar e a temer pelo povo, ser seguido e respeitado pelos soldados, destruir os que podem ou devem causar dano, inovar com propostas novas as instituições antigas, ser severo e agradável, magnânimo e liberal, destruir a milícia infiel e criar uma nova, manter as amizades de reis e príncipes, de modo que lhe devam beneficiar com cortesia ou combater com respeito, não encontrará exemplos mais atuais do que as ações do duque.
✨ Às vezes, tudo que precisamos é de uma frase certa, no momento certo.
Receba no seu WhatsApp mensagens diárias para nutrir sua mente e fortalecer sua jornada de transformação.
Entrar no canal do Whatsapp2634 📜 SIGNIFICADOS. "FRAUDE - Qualquer ação ilícita, desonesta, ardilosa que busca enganar ou ludibriar alguém."
-
Fonte:
https://www.dicio.com.br/fraude/
Sinceramente eu já nem sei mais quem eu sou, quem eu fui, quem eu estou tentando ser, quem eu era, ou o que eu estou sendo, estou perdida em mim.
Ninguém é responsável por minha morte. Sou eu o responsável. Eu sabia que isso estava prestes a acontecer, já que falar a verdade em uma sociedade que vive de mentiras, fraudes e ilusões é pedir para morrer. Não culpo essas pessoas pobres que decidiram por minha morte. Se alguém é responsável, esse alguém sou eu. E quero que todos saibam que vivi assumindo responsabilidades por mim mesmo e vou morrer dessa mesma forma. Em vida, fui um indivíduo. Na morte, sou um indivíduo. Ninguém decide por mim, sou eu quem decide sobre o meu destino.”
(texto de O Livro dos Homens, de Osho)
E aí foi bica na canela do recalque
Se tentar bater de frente, se acostuma com nocaute
Tenta no segundo round, nóis sabe bem que é fraude
Só não vem de bolo podre que nóis chega e chuta o balde
Me olho no espelho e não consigo me enxergar. Sinto que a pessoa que mostro ser é uma fraude, que o meu eu verdadeiro está escondido esperando pela liberdade.
Minha vontade é de fugir, viajar para o mundo, ser quem eu sou, me descobrir, ser feliz, ter a sonhada liberdade.
Espero ter uma vida feliz sendo quem eu sou.
Alguns espermatozoides cometeram fraude na corrida para à concepção!
É a única explicação para a existência de certos indivíduos!
Todos nós somos fraude, porque depende da comparação (...). A síndrome do impostor é muito forte para todos nós.
A liberdade política sem igualdade econômica é uma reivindicação, uma fraude, uma mentira; e os trabalhadores não querem mentiras.
A GRANDE FRAUDE DA IDADE
Há uma mentira vendida em cada espelho.
Ela diz que o valor de um ser humano diminui na mesma velocidade em que a pele perde firmeza. Como se os anos fossem ladrões, quando, na verdade, são artesãos. Como se cada fio branco anunciasse um fim, quando anunciam uma conquista.
Vivemos numa época que idolatra o vigor dos músculos e desconfia da potência do pensamento. Fazem culto à velocidade porque desconhecem a profundidade. Confundem juventude com plenitude, quando quase toda juventude é um terremoto tentando parecer um jardim.
As grandes crises existenciais não deveriam existir na alta maturidade.
Elas pertencem aos primeiros capítulos da vida.
São as crises do homem que ainda não sabe quem é. Da mulher que tenta caber nos olhos dos outros. Da ansiedade de provar valor, de competir, de vencer corridas cujo prêmio nunca compensou o desgaste.
Chegar à alta maturidade não é um fracasso do corpo.
É uma vitória improvável.
Porque o caminho até aqui não foi pavimentado por flores.
Foi aberto a golpes.
Cada perda arrancou um pedaço de inocência.
Cada traição deixou um corte profundo.
Cada despedida ensinou uma língua que ninguém gostaria de aprender.
Enterramos amigos.
Enterramos amores.
Enterramos versões inteiras de nós mesmos.
E, apesar dos fantasmas que continuam caminhando alguns metros atrás, apesar das cicatrizes que ainda ardem nas madrugadas mais silenciosas, seguimos respirando.
Isso não é decadência.
Isso é triunfo.
Talvez porque a idade nunca tenha sido aquilo que aprendemos a contar. Talvez ela seja apenas uma medida obsoleta para algo que jamais coube em números. O agridoce da existência não cabe num calendário. Há quem transforme seus anos numa desordem feita de ontem, de dúvidas e de amanhãs cautelosos. Continua vivendo como quem espera autorização para começar a existir. Continua acumulando rugas sem jamais crescer no presente. E, quando isso acontece, a pele envelhece antes da consciência.
Mas existe outro caminho.
Há quem descubra que a idade é justamente o lugar onde os tesouros são guardados. Onde tristeza e prazer deixam de ser inimigos para ocuparem a mesma mesa. Onde perdas e alegrias passam a conversar em vez de disputar espaço. Então os anos deixam de se amontoar. Perde-se a conta. E, de certa forma, deixa-se de ter idade.
Talvez seja exatamente isso.
Chega um momento em que os anos deixam de ser uma pilha de calendários e passam a ser uma coleção de consciências.
As rugas deixam de ser dobras da pele para se tornarem marcas de batalhas vencidas.
A juventude possui cartilagens resistentes.
Nós possuímos discernimento.
Ela sobe montanhas correndo.
Nós sabemos quais montanhas jamais valeram a escalada.
Perdemos velocidade.
Ganhamos direção.
Perdemos elasticidade.
Ganhamos profundidade.
Perdemos a ilusão da eternidade.
Ganhamos a rara capacidade de distinguir o essencial do ruído.
E há uma ironia magnífica nisso tudo.
Os ossos já não suportam o mesmo peso.
Os joelhos protestam.
A pele já não estica como antes.
Mas o cérebro...
Ah, o cérebro.
Depois de décadas colecionando fracassos, amores, lutos, livros, silêncios, erros imperdoáveis e recomeços improváveis, ele se transforma numa força impossível de medir.
Uma mente amadurecida pode possuir um poder comparável ao de uma bomba nuclear.
Não porque destrói cidades.
Mas porque destrói mentiras.
Explode vaidades.
Reduz egos a poeira.
Demole medos que passaram décadas fingindo serem gigantes.
A verdadeira potência nunca esteve nos braços.
Sempre esteve na consciência.
Envelhecer não é caminhar para menos.
É caminhar para dentro.
É abandonar personagens e, finalmente, encontrar o ser humano que passou décadas escondido atrás deles.
Por isso, não tenha vergonha dos cabelos brancos.
Nem das mãos marcadas.
Nem das rugas que insistem em permanecer.
Elas não denunciam o tempo.
Elas testemunham que você atravessou o tempo.
São medalhas que a vida entrega apenas aos que sobreviveram.
Porque chegar à alta maturidade nunca foi uma concessão dos anos.
Foi uma conquista arrancada da existência com sangue, lágrimas, cicatrizes e uma coragem silenciosa que os jovens ainda não conhecem.
E talvez essa seja a maior liberdade concedida a um ser humano.
Olhar para trás sem desejar voltar.
Olhar para frente sem temer chegar.
Compreender que a idade jamais foi o peso dos anos.
Sempre foi o lugar onde reunimos nossos tesouros.
O ponto onde tristeza e prazer finalmente se encontram.
E quando isso acontece, o calendário perde sua autoridade.
Os números deixam de importar.
Perdemos a conta.
E, enfim, deixamos de ter idade.
