Frases sobre tecnologia que inspiram debates atuais
A linguagem dos meios desenvolvida em consonância com a lei de mercado não cria fugas ao processo circulatório do mercado. Pelo contrário, curva-se e se torna discípula ortodoxa dessa realidade manipulada
e atrativa da demanda na esfera do consumo.
O cidadão está sendo, cada dia mais, consumido por robôs, seja no trabalho ou em suas outras atividades, e os espaços públicos, como a rua e a própria cidade, vão sendo miniaturizados, substituídos por deliveries e
espaços de ruas, avenidas e empresas virtuais.
A cidadania vai sendo sufocada e colocada em software, e já há duas categorias de seres humanos: os digitais e tecnológicos e os que não se preocupam tanto com a nova
realidade, boa ou ruim.
Portanto, como não conhecemos o que é o original de Deus, tentamos buscar esse original num homem inventado, num homem de ficção, e a busca da perfeição se faz a partir da realização dos ritos nos campos da
política, religião, arte e cultura e, mais tarde, nos meios de comunicação.
A televisão, por exemplo, personificou o cidadão, plastificou-o dentro da sua tela, e dentro de uma modernidade imagética desintegrou sua cidadania verdadeira, porque o cidadão hoje não é o que ele pensa, mas o
que ele vê.
A linguagem imperialista dos meios para se exercer esta cidadania virtual pode esfumaçar a própria questão da democracia, como já
vimos em capitulo anterior sobre o sindicato virtual, que por exemplo, não mobilizaria massa nenhuma.
Pensar e sentir fazem parte de uma suposta democracia que podemos chamar de verdadeira. Toda manipulação do que seja pensar falsifica a democracia.
Os meios de comunicação, por tornarem o pensamento do ser humano passivo, estão transformando a democracia, há muito tempo, em mais do que representativa somente, estão tornando-a manipulativa.
Votar em um computador não melhorou nossa forma de escolha em relação aos nossos representantes políticos, somente tornou mais veloz a apuração do processo eleitoral.
Não há cérebro eletrônico, a não ser no nome
que se dá à forma usada metaforicamente, na linguagem das literaturas atuais, que estudam novas tecnologias e temas relacionados ao assunto.
Do tempo das cavernas até hoje o homem só evoluiu tecnologicamente. Pois socialmente ele continua o mesmo.
As organizações das idéias e plataformas serão a ruptura entre o hoje e o futuro da publicidade. Ela terá que ser capaz de encantar robôs e emocionar os humanos!
Noventa e nove porcento de tudo que você procura está na internet. O um porcento que falta estará no dia seguinte.
Vivemos num mundo em que tudo é superficial. As pessoas, a comunicação... Os indivíduos não sabem mais fazer interpretações como antes. Não pensam mais antes de agir. Permitem que os espectros tecnológicos façam tudo por eles. Acredito que estão realmente se tornando humanos a cada dia.
A inteligência artificial não acabará com os escritores e escritoras. Pode haver imitações, nunca a literatura em seu estado puro e criativo.
Eu temo que estejamos começando a nos mudar para nos adequamos a modelos digitais de nós mesmos, e eu me preocupo que possamos perder empatia e humanidade nesse processo.
Para que as pessoas estejam no mercado é preciso investir em educação e não somente criar máquinas para serem operadas pelas mãos humanas.
O modelo de TVs educativas norte-americanas e europeias não
serve para nós, pois eles não têm tantos problemas como São José da Tapera
e outras cidades e lugares de extrema pobreza do país.
