Frases para Pessoas Convencidas

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Há dois graus no orgulho: um, em que nos aprovamos a nós próprios, o outro, em que não podemos aceitar-nos. Este provavelmente o mais requintado.

Há muitas vezes mais orgulho do que piedade quando lamentamos as desgraças dos nossos inimigos.

De todos os sentimentos, o mais difícil de simular é o orgulho.

A modéstia é uma espécie de pudor do orgulho.

Seja modesto! É o gênero de orgulho que menos desagrada.

O céu não consente no orgulho de ninguém, salvo no seu próprio.

A vaidade faz mais gente feliz do que o orgulho.

Desconfia que a ambição não seja a cobertura do orgulho e que a modéstia não seja senão um pretexto para a preguiça.

O egoísmo não consiste em viver como cada um de nós acredita que tem de viver, mas exigir aos outros que vivam como nós próprios.

O egoísmo só unifica os insignificantes.

O desprezo é uma arma muito poderosa para acabar com o orgulho de uma pessoa.

O verdadeiro amor não traz consigo sofrimento, egoísmo, ciúmes ou orgulho. Amar é dar o melhor de si pela pessoa amada, sem necessidade de propriedade ou retribuições. Quem ama confia, respeita e perdoa.

O orgulho, a soberba, o egoísmo, o poder, a ganância e a ignorância fazem com que nós não vejamos e nos afastemos do próximo.

O orgulho que almoça vaidade janta desprezo.

Uma pessoa pode ser humilde por orgulho.

Ninguém escreve para si mesmo, a não ser um monstro de orgulho. A gente escreve pra ser amado, pra atrair, encantar, etc.

Mário de Andrade

Nota: Em carta a Manuel Bandeira

Por mais que o orgulho seja, em geral, censurado e mal-afamado, suspeito, todavia, que isso venha principalmente daqueles que nada possuem do que se orgulhar.

E hoje, como todos os dias, bateu aquela vontade louca de falar com você, mas não deu. O orgulho falou mais alto.

Acontece que eu me arrependi, e quando tomei coragem para ferir meu orgulho, e correr atrás, era tarde demais.

Tudo é orgulho e inconsciência.
Tudo é querer mexer-se, fazer coisas, deixar rasto.

Fernando Pessoa
Poemas Inconjuntos. In Poemas de Alberto Caeiro. Lisboa: Ática, 1946.