Frases para Epígrafe de Monografia

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A ciência cresce não apenas quando descobre o verdadeiro, mas quando aprende a reconhecer o falso.

A ciência começa onde a autoridade deixa de ser suficiente e a evidência passa a ser necessária.

A ciência pode explicar o mecanismo das estrelas sem extinguir a noite; compreender uma coisa não significa necessariamente destruir seu mistério.

O contrário do pecado talvez não seja a perfeição moral, mas a coragem de acreditar que a existência pode ser vivida para além daquilo que nossos próprios limites conseguem demonstrar.

A riqueza promete saciedade, mas o desejo transforma cada conquista em prólogo de uma nova carência; acumulamos objetos tentando silenciar um vazio que não possui natureza material.

Nenhuma conquista deveria exigir como pagamento a destruição do corpo, porque o indivíduo que sacrifica a própria saúde para possuir uma vida melhor pode descobrir, tarde demais, que perdeu justamente o instrumento pelo qual poderia vivê-la.

O intelecto possui uma tentação perigosa: transformar sua própria janela em horizonte e acreditar que aquilo que não consegue compreender simplesmente não existe.

Conquistar multidões é uma façanha do poder; conquistar a si mesmo é a rara vitória daquele que já não precisa de inimigos.

Reconhecer os limites do conhecimento científico não significa rejeitar a ciência. Significa, justamente, levar a sério a distinção entre evidência, hipótese, interpretação e aquilo que permanece desconhecido.

A ciência deve ser respeitada por sua capacidade de produzir conhecimento verificável, mas não deve ser utilizada para responder, por decreto, perguntas que pertencem a outros domínios epistemológicos.

A ciência investiga aquilo que pode ser demonstrado; a sabedoria começa quando reconhecemos aquilo que ainda não pode.

O Direito procura a justiça entre os homens; a ciência procura evidências sobre o mundo. Confundi-los é tão perigoso quanto separá-los completamente.

A ciência desconfia das certezas; o Direito deveria desconfiar das certezas com poder.

A ciência não destrói Deus; apenas se recusa a colocar uma hipótese metafísica onde uma evidência empírica é exigida.

O Direito deveria proteger tanto a liberdade de acreditar quanto a liberdade de não transformar crença em prova.

A ciência muda quando a evidência muda; o dogma muda apenas quando deixa de conseguir impedir a mudança.

Talvez a maior contribuição da ciência à filosofia tenha sido ensinar ao homem que sua intuição não é uma autoridade sobre a realidade.

O cérebro fabrica certezas com extraordinária facilidade; a ciência existe, em parte, para interrogá-las.

A ciência oferece explicações; a filosofia examina seus pressupostos; o Direito estabelece limites para o poder exercido em nome delas.

A ciência não deveria ocupar o lugar da religião, assim como a religião não deveria ocupar o lugar da ciência. O espaço entre ambas pertence à liberdade intelectual.