Frases para Epígrafe de Monografia

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Uma sociedade pode ter fé, ciência e agnosticismo; o que ela não precisa ter é pseudociência apresentada como ciência e certeza apresentada como conhecimento.

A ciência não destrói necessariamente o mistério; às vezes apenas demonstra que o primeiro mistério escondia outro ainda maior.

Quando a ciência revela nossa continuidade biológica com outras formas de vida, o Direito é chamado a decidir quais consequências normativas essa descoberta pode legitimamente produzir.

A religião pode responder ao propósito, a ciência pode investigar mecanismos e o agnosticismo pode reconhecer que propósito talvez não seja uma variável mensurável.

Uma sociedade que respeita a ciência não precisa abandonar a religião; precisa abandonar a ideia de que autoridade espiritual substitui evidência empírica.

A ciência descobre correlações; o Direito decide quando uma correlação pode produzir consequências jurídicas; o agnosticismo lembra que correlação não é explicação completa.

A ciência pode informar o Direito sobre riscos biológicos, climáticos ou tecnológicos; o agnosticismo lembra que modelos científicos também possuem margens de incerteza.

A ciência pergunta “qual é a evidência?”; o Direito pergunta “qual é a consequência?”; o agnosticismo pergunta “sabemos realmente o suficiente para afirmar isso com certeza?”.

A ciência procura regularidades; a religião procura significados; o Direito procura limites para o poder; o agnosticismo procura honestidade diante do que permanece desconhecido.

O problema não começa quando alguém acredita no impossível; começa quando exige que o impossível seja ensinado como fato científico sem evidência.

A religião pode preservar mistérios; a ciência pode reduzi-los; o agnosticismo pode lembrar que reduzir um mistério não significa eliminá-lo completamente.

Ciência baseada em evidências e Direito baseado em fundamentos possuem algo em comum: ambos deveriam desconfiar da autoridade desacompanhada de justificação. O agnosticismo acrescenta: desconfie também da própria certeza.

A religião busca significado onde a ciência encontra mecanismos; o agnosticismo pergunta se significado e mecanismo realmente pertencem à mesma pergunta.

O futuro não se conquista por exigência, mas pela lenta arquitetura das possibilidades.

A serenidade não consiste na ausência do caos, mas na conquista de um centro que o caos já não consegue deslocar.

Como deve o Estado constitucional tratar aquilo que a ciência não pode provar, a religião afirma pela fé e o Direito não pode transformar em verdade oficial?

Entre aquilo que percebemos e aquilo que acreditamos existir há uma distância que nenhuma linguagem consegue abolir.

A ciência não precisa matar o mistério; basta impedir que o mistério seja falsificado como conhecimento.

A ciência cresce não apenas quando descobre o verdadeiro, mas quando aprende a reconhecer o falso.

A ciência começa onde a autoridade deixa de ser suficiente e a evidência passa a ser necessária.