Frases para Alguém que Morreu

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A política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes.

Winston Churchill
CHURCHILL, W., ADLER, B., The Churchill wit, Editora Coward-McCann, 1965

Eis um teste para saber se você terminou sua missão na Terra: se você está vivo, não terminou.

No fundo, morrer não seria nada. O que não suporto é não poder saber como terminará.

O homem começa a morrer na idade em que perde o entusiasmo.

Aprende a viver bem, e bem saberás morrer.

A constância é contrária à natureza, contrária à vida. As únicas pessoas completamente constantes são os mortos.

Quando chegar a hora de morrer não quero perder nem um segundo: morre-se apenas uma vez.

O pior não é morrer. É não poder espantar as moscas.

Millôr Fernandes
Millôr definitivo: a bíblia do caos. Porto Alegre: L&PM, 2011.

A ocasião em que a inteligência do homem mais cresce, sua bondade alcança limites insuspeitados e seu caráter uma pureza inimaginável é nas primeiras 24 horas depois da sua morte.

Quando uma árvore é cortada ela renasce em outro lugar. Quando eu morrer quero ir para esse lugar, onde as árvores vivem em paz.

Tudo o que está morto como fato, continua vivo como ensino.

Só se morre uma vez. Mas é pra sempre.

Millôr Fernandes
Millôr definitivo: a bíblia do caos. Porto Alegre: L&PM, 2011.

Antes de se amar profundamente, não se viveu ainda; e, depois, começa-se a morrer.

há colcha mais dura
que a lousa
da sepultura?

As pessoas que me dizem que eu vou para o inferno e elas vão para o céu de certa forma deixam-me feliz de não estarmos indo para o mesmo lugar.

Quero ir para o inferno, não para o céu. No inferno, gozarei da companhia de papas, reis e príncipes. No céu, só terei por companhia mendigos, monges, eremitas e apóstolos.

Irene no Céu

Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.

Imagino Irene entrando no céu:
- Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
- Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.

Manuel Bandeira
BANDEIRA, M. Estrela da Manhã, 1936

Nem Jesus Cristo, quando veio à Terra, se propôs resolver o problema particular de alguém. Ele se limitou a nos ensinar o caminho, que necessitamos palmilhar por nós mesmos.

Ninguém pode negar o fato de que Jesus existiu, nem que seus ensinamentos sejam belos. Ainda que alguns deles tenham sido proferidos antes, ninguém os expressou tão divinamente.

Creio que a importância do Evangelho de Jesus em nossa evolução espiritual é semelhante à importância do Sol na sustentação da nossa vida física.