Frases de Machado de Assis

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Machado de Assis (1839-1908) foi um escritor e poeta brasileiro. Entre suas grandes criações literárias destacam-se: Helena, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Quincas Borba e O Alienista.

O amor da glória temporal era a perdição das almas, que só devem cobiçar a glória eterna.

Machado de Assis
Memórias póstumas de Brás Cubas (1881).

Ce ne sont pas mes gestes que j'ecris, c'est moi, c'est mon essence. Ora, há só um modo de escrever a própria essência, é contá-la toda, o bem e o mal.

Machado de Assis
Dom Casmurro

Nota: A frase em francês é uma citação de Michel de Montaigne.

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Ninguém a observava; mas é privilégio do romancista e do leitor ver no rosto de uma personagem aquilo que as outras não veem ou não podem ver.

Machado de Assis
A Mão e a Luva (1874).

A alma da gente, como sabes, é uma casa assim disposta, não raro com janelas para todos os lados, muita luz e ar puro.

Machado de Assis
Dom Casmurro

Não se deixe apodrecer na obscuridade, que é a mais fria das sepulturas.

Machado de Assis
Iaiá Garcia (1878).

A dissimulação é um dever quando a sinceridade é um perigo.

Machado de Assis
Helena (1876).

Nota: Citação um pouco modificada do trecho original, que diz "A reflexão corrigiu a espontaneidade, e o padre reassumiu o gesto usual com essa dissimulação que é um dever, quando a sinceridade é um perigo."

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A vontade e a ambição, quando verdadeiramente dominam, podem lutar com outros sentimentos, mas hão de sempre vencer, porque elas são as armas do forte, e a vitória é dos fortes.

Machado de Assis
A Mão e a Luva (1874).

Cada homem vê as coisas com os olhos da sua idade.

Machado de Assis
A Mão e a Luva (1874).

Mas a tristeza é necessária à vida...

Os acontecimentos humanos dependem de circunstâncias fortuitas e indiferentes. Chame a isto acaso ou providência; nem por isso a coisa deixa de existir.

Machado de Assis

Nota: Trecho do conto Antes que cases.

Um cocheiro filósofo costumava dizer que o gosto da carruagem seria diminuto, se todos andassem de carruagem.

Machado de Assis
Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Typografia. Nacional, 1881.

Mas não gastes o coração, que há maiores surpresas na vida...

Machado de Assis
A Mão e a Luva (1874).

Havia talvez debaixo da cinza uma faísca, uma só, e essa bastava a repetir o incêndio.

Machado de Assis
A Mão e a Luva (1874).

Ele fere e cura.

Machado de Assis
Dom Casmurro (1899).

Engana-se, senhor, trago essa máscara risonha, mas sou triste. Sou um arquiteto de ruínas.

Machado de Assis
Quincas Borba (1891).

Ora, como tudo cansa, esta monotonia acabou por exaurir-me também.

Machado de Assis
Dom Casmurro (1899).

Nesse ramo dos conhecimentos humanos tudo está achado, formulado, rotulado, encaixotado; é só prover os alforjes da memória. (...) Proíbo-te que chegues a outras conclusões que não sejam as já achadas por outros. Foge a tudo que possa cheirar a reflexão, originalidade...

Machado de Assis

Nota: Trechos do conto Teoria do Medalhão.

Eu amava Capitu! Capitu amava-me! [...] Esse primeiro palpitar da seiva, essa revelação da consciência a si própria, nunca mais me esqueceu, nem achei que lhe fosse comparável qualquer outra sensação da mesma espécie. Naturalmente por ser minha. Naturalmente também por ser a primeira.

Machado de Assis
Dom Casmurro

Tentou refugiar-se no sono. O sono rejeitou-o de si.

Machado de Assis
Iaiá Garcia (1878).

Caso sinta em si algum afeto, não o sufoque; deixe-se ir com ele.

Machado de Assis
Helena (1876).