Frases sobre Loucura e Devaneio
ACONTECEU...
Nem em sonhos loucos
Nem em devaneios
Pensei que pudesse acontecer
Sem permissão ou pressão, desabrochou
A palavra... a gentileza... cativava.
Motivava.
Quando me dei conta...
Sua falta eu já sentia
A presença me trazia alegria
Meu coração batia...
Aconteceu...
Começo até a pensar que entre os loucos há os que não são loucos.
Nota: Trecho da crônica Medo da libertação.
...MaisHoje uma pessoa disse que está apaixonada por mim. Quem diria? Alguém gosta de mim. E o mais louco de tudo nem é isso. O mais louco de tudo é que eu também acho que gosto dela.
Hoje tenho grande urgência de viver.(...) Todos trabalharam loucamente. Não há tempo para perder com gente chata, coisas chatas...
Agora, suponho que sim: tanto o filme quanto o poema ou a música falam dessa nossa louca necessidade de ilusão. Porque a imaginação do homem foi feita, acho, para imensamente mais do que aquilo que o cotidiano oferece.
Eu sou canceriano
E meu signo ascendente é Leão
Leão luar de câncer
Louco de nascença
Filho da Bahia
Que já não faz mais
A minha cuca, minha tia
Graças aos demônios
Deuses totens meus
Eu nasci louco
Dou graças a deus
Como um anormal não durmo a noite
Não tenho mais medo
D. SEBASTIÃO, Rei de Portugal...
Louco, sim, louco, porque quis grandeza
Qual a Sorte a não dá.
Não coube em mim minha certeza;
Por isso onde o areal está
Ficou meu ser que houve, não o que há.
Minha loucura, outros que me a tomem
Com o que nela ia.
Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?
"Quando eu me assumi louca, percebi que não existe outra possibilidade. Não existe pessoa normal. A vida ficou mais agradável. Desisti de procurar qualquer normalidade, qualquer fórmula. Eu tenho uma mentalidade e um universo muito próprio, muito pessoal."
"Eu acho que qualquer pessoa que se apaixona é uma aberração. É uma coisa louca para fazer. É mais ou menos como uma forma de insanidade socialmente aceitável."
Extrai-se idéias de devaneios. Extrai-se idéias do tédio. Extrai-se idéias o tempo todo. A única diferença entre os escritores e as outras pessoas é que a gente percebe quando está fazendo isso.
Eu desço dessa solidão espalho coisas sobre um chão de giz.Há meros devaneios tolos a me torturar...
O sentido disso tudo é que não há sentido em tentar enlouquecer para impedir-se de ficar louco.
Para ser sincero eu sou um pouco louco, eu admito isso. Nunca foi o Sr. Certinho de todo dia. Eu sempre exagerei um pouco em tudo na minha vida. Mas a coisa mais engraçada são as pessoas fora da indústria que acreditam no que a indústria escreve sobre mim. Eu acho isso difícil de engolir.”
Invente uma boa abobrinha e ria, feito louco, feito idiota, ria até que o que parece trágico perca o sentido e fique tão ridículo que só sobra mesmo a vontade de dar uma boa gargalhada.
(Pequenas Epifanias "Deus é naja", O Estado de S. Paulo, 15/7/1986)
