Frases eu Espero
Senhor, eu não quero uma unção de aparência.
Quero a Tua glória que transforma.
Queima em mim tudo o que for vaidade.
Eu aceito o Teu fogo,
o Teu silêncio,
o Teu tempo.
Não me deixes fugir do processo,
porque sei que o azeite verdadeiro só desce sobre o vaso que foi moído.
Eu me rendo.
Eu me esvazio.
Eu quero a Tua glória — mesmo que ninguém veja.
Que cada palavra que eu falar,
não seja performance,
mas flecha que vem do Teu Espírito.
Que eu ame mais a fidelidade do que os resultados.
Mais o secreto do que o reconhecimento.
Mais a verdade do que a fama.
Que eu seja constante como o Teu amor.
E firme como Tua promessa.
Sou o pior, eu sei,
Não há coroa em mim, só cicatriz.
Mas foi aí, na minha lama,
Que o Céu me olhou… e disse: “Filha, vem, feliz!”
Não sou digna nem de olhar pra cruz,
Mas nela vejo o sangue de Jesus.
Que me lavou, me redimiu,
E no pó me ergueu e me revestiu.
Eu era rejeito aos olhos do mundo,
Mas aos olhos dEle, sou tesouro profundo.
Não pela minha história manchada,
Mas porque Ele escreveu uma nova jornada.
Sou o pior? Talvez.
Mas sou amada — de uma vez por todas.
Porque a graça não exige currículo,
Só um coração que se dobra.
Eu era o pior entre tantos caídos,
Coração duro, olhos perdidos.
Mas o Céu desceu na forma de um Homem,
E me chamou pelo nome.
Cristo Jesus — veio não para acusar,
Mas para amar, perdoar, levantar.
E fez da minha culpa uma ponte,
Da minha queda, um monte.
Porque tudo coopera; eu sei, eu creio,
E mesmo quando não entendo, Te obedeço.
A frieza dos homens me levou a Ti,
E por isso, até por isso… eu Te agradeci.
Mas o Senhor observa com olhos de amor,
E diz: “Eu vejo cada julgador.
Mas também vejo os que Me buscam com dor,
E a esses, Eu dou Meu favor.”
Mesmo assim... eu continuo chamando.
Meu amor não cansa, minha voz não some.
Sou o Deus que acolhe os rejeitados,
sou o Pai que conhece o teu nome.
Quando eu fugiria da dor,
Ele ficou.
Quando eu clamaria por socorro,
Ele se calou.
Era o Cordeiro mudo diante dos algozes,
Mas dentro d’Ele, um trovão de amor rugia.
Cada gota de sangue dizia:
“Eu estou aqui, porque você um dia viria.”
Algo de mim
Quisera eu...
Ser mar, ser jardim, mundo afora ou em mim.
Tenho em mim tão pouco.
Se parto, em vão; se fico, a sós.
Quisera eu...
Ser assim, ao menos em mim:
mar... jardim...
Pois se fico, em vão; se parto, a sós.
Morna tristeza
Quisera eu livrar-me da morna tristeza, que chamejasse, pouca ou alguma verdade.
Há fogo, contudo, aceso na chama do desapontamento, assim, como carne e sangue.
EXCEÇÕES
Antes que me perguntem novamente eu respondo:
Sim, eu me acho, mas isso não é uma regra... eu tbm me perco, e me acho de novo e sempre.
Minhas poesias são reflexos das minhas dores, talves se não as tivesse, eu seria um escritor encéfalo.
A vida sempre me bateu muito, fez eu adquirir calos. Ao longo de anos, fui mudando, me moldando e me blindando. Hoje sou apenas alguém que não possui sentimento algum.
Aqui eu ouço os que assim como eu, já caminharam entre a dor e a fé.
Assim como eu, tiveram a infância roubada, mas que ainda à esperança e que persistem.
E a todos os que, mesmo em silêncio, continuam lutando para existir.
Sempre fui melancólico, como Chopin. Ele chorava em teclas, eu, em palavras. Sua dor virou partitura, a minha, tinta nos ossos.
Nesse espelho triste, reconheço a linhagem dos que sentem demais
e transformam a dor em arte.
Minha vida virou preto e branco, tudo é cinza, opaco, sem contraste. Enquanto falam de arco-íris, eu me perco num horizonte desbotado
que nunca vou tocar. O mundo segue colorido, mas eu sou estrangeiro nessa paleta que não me pertence.
