Frases e poemas

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Risco corre quem deseja
E quem não corre
Se reprime a vida inteira
Trancado em seu próprio mundo

No momento em que eu te conheci eu soube que você seria primavera e vendaval na minha vida.

Sem querer vi teu sorriso, e isso trouxe a tona todo passado já esquecido. Na fotografia te revivo.

A beleza aparente agrada aos olhos
Mas a beleza interior agrada ao coração

Entalhe (Walmir Palma)

Quando você me beijou
O céu se fez escarlate
Foi tão imenso o calor
Que o meu amor despertou
Do seu repouso de mármore

Quando você me deixou
Eu abracei uma árvore
Tamanho era meu amor
Que lá no tronco ficou
Meu coração feito entalhe

⁠Tu és uma mulher enigmática
que prende a minha atenção,
é uma inspiração para os meus versos,
poemas de uma emoção sincera
mesmo nos momentos adversos
com uma afável sensação
que não resolvem os problemas
mas fortalecem até a solução.

⁠Nunca fui uma menina obediente, sempre fui uma bruxa livre.

Já tentei experimentar
Mais eu nao gostei do gosto
Amor só me fez sangrar
E alimentar um monstro

Mas como é bom ouvir bom-dia todo dia,
Sentir as mão e semear, plantar, colher...
Dormir ao som de uma viola caipira,
Pisar o barro, dar aos pés o dom de ter!

Inda que a gente não queira
Há o abismo
A vida gira em sua beira
Quando se quer ser profundo

O medo do fim, é a morte do que poderia ser um começo.
Assim amores morrem.
Assim histórias morrem.

⁠Às vezes você não quer se curar.
Porque a dor é o último elo
Com aquilo que você perdeu

Eu e Ela

Uma noite encantada
Eu e minha amada
Deitados no chão
Já era de madrugada
E as estrelas brilhavam
Como nunca vi
Pareciam que brilhavam só para eu e ela
Nunca vi coisa tão bela
O amor meu e dela
Iluminado pelas estrelas
Que lá do céu nos olhavam
E nós olhávamos elas.

⁠O amor não existe, nunca existiu. Foi só uma invenção dos poetas para vender seus livros.

Aquilo que sinto

Aquilo que sinto
É um dos sentimentos
Mais sentidos
(Não minto!)
Tem “a” na primeira sílaba
Queima por dentro
E pesa no peito
Se verbalizar
Pode até rimar com mar
Mas parece mais um rio
Pois é um sentimento frio
(Até doentio)
Viver e sentir este vazio

A mim não existe beleza física tão afrodisíaca quanto a inteligência de um homem.

O tempo
é um relógio
quebrado,
parado no
corredor
do infinito,
correndo
contra si mesmo
e contra
o seu relógio
atrasado.

Adeus, cidade! Eu vou-me embora!
Eu já vou tarde. Eu vou agora!
Choveu na roça! Felicidade!
A terra flora. Bateu saudade!

Teu sorriso encantador
Me fez somente em ti pensar
Se isso não for amor
Eu não mereço amar

Distante a mirar!

Águia que olha distante,
Já sofreu tanto
Quanto sofri?
Um olhar distante
É o que me resta!
Será que somos
Dois diamantes sem brilho,
Ou esquecidos, ignorados,
Menosprezados, não
Lapidados, desvalorizados o que há?
Só fico aqui sentado pensado
Distante a mirar!

Valter Bitencourt Júnior
Toque de Acalanto: Poesias, 2017.