Frases de Salomão

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Salomão é um personagem bíblico, foi o terceiro rei de Israel. Hábil conselheiro e grande administrador, construiu o templo de Jerusalém

A inteligência dos outros não diminui a nossa; apenas revela o território que ainda não exploramos.

Invejar quem chegou mais longe é uma forma estéril de reconhecer a própria distância.

Quem transforma a inveja em estudo deixa de competir com pessoas e começa a superar a própria ignorância.

Talvez uma das formas mais pobres de desperdiçar inteligência seja invejar quem decidiu desenvolvê-la.

A impossibilidade de demonstrar Deus não constitui prova de sua inexistência; apenas recorda à razão que, diante do transcendente, a dúvida pode ser intelectualmente mais honesta que a certeza.

Talvez o maior erro metafísico seja imaginar que a existência precisou começar. Talvez o princípio não seja o início da realidade, mas apenas o limite da nossa capacidade de descrevê-la.

Se tudo precisa começar, quem começou o primeiro começo? Talvez a realidade seja justamente aquilo que não começou, e o nosso espanto diante disso seja apenas a dificuldade humana de imaginar uma existência sem primeiro capítulo.

Eu tenho sérios poemas mentais: neles, a razão acende sua pequena lâmpada diante da imensidão do ser; não proclama Deus nem o nega, apenas recusa ajoelhar-se diante daquilo que não pode conhecer. Pois a liberdade do espírito começa quando a dúvida deixa de ser fraqueza e se torna método.

Nada mais triste que um poeta feliz: pois quando a alma já não encontra abismos em que lançar sua luz, a poesia começa a morrer. Talvez o poeta precise de alguma ferida que não cicatrize, não para sofrer, mas para transformar o sofrimento em forma, e a falta em vontade de criar.

Cada um com seus poemas: há quem escreva para suportar o mundo, quem pense para transformá-lo e quem carregue no silêncio versos que jamais encontrará coragem de pronunciar. Talvez viver seja isso: inventar alguma forma de sentido para o que a existência não se deu ao trabalho de explicar.

Se todo começo exige uma causa, o primeiro começo é a única coisa que não pode começar; talvez o paradoxo não esteja no universo, mas na exigência humana de que tudo tenha uma origem.

Perguntar quem criou o primeiro criador é levar a causalidade até o ponto em que ela revela seu próprio abismo: se tudo precisa de uma causa, nada pode ser a primeira causa.

Talvez o universo não tenha um primeiro instante; talvez seja a nossa consciência, aprisionada ao tempo, que transforma a eternidade em uma sequência de acontecimentos.

A razão procura a primeira pedra da realidade, sem perceber que talvez esteja tentando construir um fundamento para aquilo que não possui chão.

O infinito não precisa de uma porta de entrada; quem exige uma primeira porta talvez esteja apenas confundindo a arquitetura da mente com a arquitetura do universo.

Nossa inteligência suporta melhor o absurdo de uma causa primeira do que a vertigem de uma realidade sem primeira causa.

Talvez a pergunta mais filosófica não seja ‘quem criou o universo?’, mas ‘por que nossa razão sente necessidade de que exista alguém ou algo que o tenha criado?

Compreender profundamente uma coisa exige atravessar as fronteiras entre várias formas de conhecimento.

Compreender profundamente uma coisa é atravessar as fronteiras do conhecimento até descobrir que aquilo que parecia separado pertence, muitas vezes, à mesma arquitetura invisível.

Há mundos inteiros contidos em uma única estrutura; compreendê-la verdadeiramente exige atravessar as fronteiras entre suas partes e descobrir, na diversidade que as constitui, a unidade que silenciosamente as conecta.