Frases de poetas famosos que emocionam em cada palavra

Atirei-me, pois, metaforicamente, pela janela do tricentésimo-sexagésimo-quinto andar do ano passado.
Morri? Não. Ressuscitei.

I learned that I can not demand love from anyone
I can only give good reasons to like me
And be patient for life to do the rest.

(Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém.
Eu só posso dar boas razões para gostarem de mim.
E ser paciente para que a vida faça o resto.)

DOS MUNDOS
Deus criou este mundo. O homem, todavia,
Entrou a desconfiar, cogitabundo...
Decerto não gostou lá muito do que via...
E foi logo inventando o outro mundo.

Mario Quintana
QUINTANA, Mario. Espelho mágico. Ed. Globo. 2005

E senti na garganta o nó górdio de todos os amores que puderam ter sido e que não foram.

Eu não tenho paredes. Só tenho horizontes...

Mario Quintana
Ora bolas: o humor de Mario Quintana. Porto Alegre: L&PM, 2006.

Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! Sou é caladão, introspectivo. Não sei porque sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros?

Todos erram um dia: por descuido, inocência ou maldade.

Voa um par de andorinhas, fazendo verão. E vem uma vontade de rasgar velhas cartas, velhos poemas, velhas cartas recebidas. Vontade de mudar de camisa, por fora e por dentro... Vontade... para que esse pudor de certas palavras?... Vontade de amar, simplesmente.

Neste mundo de tantos espantos,
Cheios das mágicas de Deus,
O que existe de mais sobrenatural,
São os ateus.

A felicidade bestializa, só o sofrimento humaniza as pessoas.

Triste de quem não conserva nenhum vestígio da infância.

I want to do with you what spring does with the cherry trees.

Pablo Neruda
Pablo Neruda: selected poems

Só os mendigos conseguem contar sua riquezas.

A vida não é mais do que uma contínua sucessão de oportunidades para sobreviver.

Quando o amor não tem razão
É que o amor incomoda.

Hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.

Fernando Pessoa

Nota: Trecho do poema "Tabacaria" de Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa. Link

Há algo de podre no reino da dinamarca. (Hamlet)

O Rio

Ser como o rio que deflui
Silencioso dentro da noite.
Não temer as trevas da noite.
Se há estrelas nos céus, refleti-las.
E se os céus se pejam de nuvens,
Como o rio as nuvens são água,
Refleti-las também sem mágoa
Nas profundidades tranquilas.

Manuel Bandeira
BANDEIRA, M. Belo, Belo, 1948

Ela lhe perguntou num daqueles dias se era verdade, como diziam as canções, que o amor tudo podia.
-É verdade - respondeu ele - mas será melhor não acreditares.

Mesmo a ausência dele é uma coisa que está comigo. E eu gosto tanto dele que não sei como o desejar.