Frases de Fernando Pessoa sobre Vazio

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Foi por não ser vela que o vento não apagou. Era vagalume, tinha uma vida inteira pra brilhar!

Dói, um pouco. Não mais uma ferida recente, apenas um pequeno espinho de rosa, coisa assim, que você tenta arrancar da palma da mão com a ponta de uma agulha. Mas, se você não consegue extirpá-lo, o pequeno espinho pode deixar de ser uma pequena dor para transformar-se numa grande chaga.

Descobri que somos muitíssimo mais capazes de suportar a dor do que supomos.

Nem era preciso dizer que não era preciso dizer: eu era o teu lado esquerdo e tu eras o meu lado direito.

Mergulhe no que te dá vontade, que a vida não espera por você.

Você não precisa simular interesse algum pelas pessoas em volta, elas não exigem mais que um bom-dia, boa-tarde, boa-noite, às vezes nem isso.

Você me deu todos os motivos para desistir. Eu te darei todos os motivos para se arrepender.

Não se pode ser infeliz, não se pode morrer em vida, não se pode desistir de amar, de criar. Não se pode: é pecado, é proibido (...) Não é possível adiar a vida.

As memórias que cada um guardava, e eram tantas, transpareceram tão nitidamente nos olhos que ela imediatamente entendeu quando ele a tocou no ombro.

Deixa partir o que não te pertence mais, deixa seguir o que não poderá voltar, deixa morrer o que a vida já despediu... O que foi já não serve, é passado, e o futuro ainda está do outro lado.

Quero esquecer completamente. E sei que nunca esquecerei.

Dói e é incômodo. Vontade de não saber perdoar, de não ser compreensivo, tolerante — de não me contentar com o pouco.

Linhas paralelas se encontram no infinito. O infinito não acaba. O infinito é nunca. Ou sempre.

A família não nasce pronta. Constrói-se aos poucos e é o melhor laboratório do amor. Em casa, entre pais e filhos, pode-se aprender a amar, ter respeito, fé, solidariedade, companheirismo e outros sentimentos.

Tem gente que pensa que eu me acho. Mal sabem eles que eu só me perco.

Eu chorava e não entendia, apenas não entendia, e não entender dói, e a dor fazia com que eu chorasse. Eu sentia saudade, uma saudade apertada da gente, principalmente da gente.

Mas feliz, feliz, feliz. Uma página inteira feliz. Um livro inteiro feliz. Um mundo inteiro.

(…) o inverno chegando depressa, um frio de rachar. Na alma mesmo.

Depois que comecei a cuidar do jardim aprendi tanta coisa, uma delas é que não se deve decretar a morte de um girassol antes do tempo. E que as plantas sentem dor, que nem a gente.

Por isso, faço a minha sorte. Sou fiel ao que sinto.