Frases de Fernando Pessoa sobre Vazio

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A indolência é o vazio onde a maldade planta suas raízes; preencha seu tempo com trabalho e propósito.

Entre trilhos e florestas um vagão vazio caminha sem ponto de parada,


Sobreviver no limite não é o caminho a seguir, deixe o que te feriu em cada estação que o trem passar.

O paradoxo do vazio que me habita é como um quarto com janelas abertas para o nada, ali encontro solidão e liberdade, medo e um estranho alívio que me sussurra para ficar.

Perdi tudo e ganhei a mim mesmo, no vazio reencontrei o essencial, perda virou retorno para o que importa, ganhei liberdade e rosto próprio.

Há vozes nos cantos que ensinam a aceitar o vazio.

A entrega é um risco que se corre para não viver a segurança do vazio.

O silêncio não é vazio, mas a pausa necessária para reorganizar a desordem do universo interior.

Todo fim não é um vazio, mas um terreno aplainado para uma construção de propósito muito mais sólido. O ciclo de amantes que chegam e partem nos ensina que, acima de tudo, o único amor duradouro é aquele que se aprende a dedicar à própria reconstrução.

O vazio é uma câmara de eco projetada para reverberar sua própria voz, a única e mais cruel solidão é a ausência do seu eu naquele espaço que clama por
sua presença.

Nem todo vazio é ausência, às vezes é convite. Convite para habitar lugares internos que ignoramos por medo. Mas quando os habitamos, descobrimos tesouros enterrados sob camadas de silêncio. E então entendemos que estar só é, às vezes, estar pleno.

Eu tentei seguir, mas o vazio caminha comigo. Ele senta ao meu lado, dorme na minha cama, repete suas lembranças como uma oração torta. Seguir em frente, às vezes, é apenas aprender a carregar o peso sem deixar que ele nos destrua por completo.

O vazio não se preenche, se integra. Com o tempo, ele deixa de ser um buraco e passa a ser a mochila que você aprendeu a carregar.

Meu silêncio é transbordamento, não vazio. É o resultado de sentir tanto que nenhuma palavra parece suficiente para traduzir.

Às vezes, meus passos ecoam no vazio da minha alma, como se cada movimento fosse um sussurro de quem insiste em existir mesmo quando tudo grita o oposto.

O vazio não é ausência, é presença sem significado, é estar cercado de tudo e ainda assim não encontrar sentido, e talvez seja isso que mais desgasta, não a dor em si, mas a falta de razão para ela existir.

O vazio que você sente no peito não é um buraco a ser tapado, mas um espaço que se abriu para que algo novo possa nascer, uma espécie de terreno baldio da alma onde, se você tiver paciência, as flores mais estranhas e belas começarão a crescer no tempo certo.

Não temo mais a dor como antes. O que me assusta é o vazio que ela deixa. Esse lugar sem cor, sem eco, sem direção. Um espaço onde até a saudade parece distante. Como se eu tivesse me desligado de mim mesmo por um instante.

O vazio não me assusta quando o reconheço, o que me apavora é a tentativa de preenchê-lo com qualquer coisa que não seja verdade.

No vazio não há certo nem errado, somente a solitude. 🌚

A solidão não é vazio quando o absoluto permanece. É ali, entre você e Deus, que a ideia de insuficiência deixa de existir.