Frases de Fernando Pessoa sobre Vazio

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Hoje eu saí de casa tão feliz, que nem me lembrei que em algumas horas a tristeza bate, me sacode e me faz sentir dores.

Que a felicidade nunca seja de menos. Afaste todo o mal que me ronda.

Com o tempo a gente aprende a rir dos nossos tropeços.

Sentia-se pequenina, só, perdida dentro do cobertor, aquele tremor que não era frio nem medo: uma tristeza fininha como as agulhas cravadas na perna dormente, vontade de encostar a cabeça no ombro de alguém que contasse baixinho uma história qualquer.

Tenho me sentido muito mal vendo minha capacidade de amar sendo destroçada, proibida, impedida.

Ô Zé, ando tão desorientado, já faz tempo. E me escondo, e não procuro ninguém, e fico mastigando minha desorientação.

Cada dia e cada coisa têm sua cota de mel e de espinho.

E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade.

Somos inocentes em pensar que sentimentos são coisas passíveis de serem controladas.

Não me abandone, pediu para dentro, para o fundo, para longe, para cima, para fora, para todas as direções.

Sentir não é brega. Ao contrário: não existe nada mais chique. Emocione-se e seja o rei da sua insensatez.

Como chegar para alguém e dizer de repente eu te amo para depois explicar que esse amor independia de qualquer solicitação (...)?

Dignidade é quando a solidão de ter escolhido ser, tão exatamente quanto possível, aquilo que se é, dói muito menos do que ter escolhido a falsa não-solidão de ser o que não se é, apenas para não sofrer a rejeição tristíssima dos outros.

Vem, para subirmos no telhado e, lá do alto, nosso olhar consiga ultrapassar a torre da igreja para encontrar os horizontes que nunca se vêem, nesta cidade onde estamos presos e livres, soltos e amarrados.

Quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando em dormir com você.

É uma resposta simples pra uma pergunta simples: Você vem?

Tenho pensado se não guardarei indisfarçáveis remendos das muitas quedas, dos muitos toques, embora sempre os tenha evitado, aprendi que minhas delicadezas nem sempre são suficientes para despertar a suavidade alheia. Mesmo assim, insisto...

Lembro de Guimarães Rosa, quando dizia que “o que tem de ser tem muita força”.

No século XX não se ama. Ninguém quer ninguém. Amar é out, é babaca, é careta. Embora persistam essas estranhas fronteiras entre paixão e loucura, entre paixão e suicídio.

Se a barra pesar, vinhos, conhaques — tudo isso ajuda a atravessar agosto.