Frases de Escritores Brasileiros
Saber desistir. Abandonar ou não abandonar – esta é muitas vezes a questão para um jogador. A arte de abandonar não é ensinada a ninguém. E está longe de ser rara a situação angustiosa em que devo decidir se há algum sentido em prosseguir jogando.
Não, não quero mais gostar de ninguém porque dói. Não suporto mais nenhuma morte de ninguém que me é caro.
Meu mundo é feito de pessoas que são as minhas - e eu não posso perdê-las sem me perder.
Escrevo muito simples e muito nu. Por isso fere. Sou uma paisagem cinzenta e azul. Elevo-me na fonte seca e na luz fria.
O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos.
Enquanto escrever e falar vou ter que fingir que alguém está segurando a minha mão.
Não ter forças para lutar era o meu único perdão.
Mistérios de um sono
Estou dormindo. E embora pareça contradição, suavemente de repente o prazer de estar dormindo me acorda num sobressalto também suave. Estou acordada e ainda sinto o gosto daquela zona rural onde subsolarmente eu espalhava de minhas raízes os tentáculos de um sonho.
Como é bom o instante de precisar que antecede o instante de se ter.
Andar na escuridão completa à procura de nós mesmos é o que fazemos.
Nossa amizade era tão insolúvel como a soma de dois números: inútil querer desenvolver para mais de um momento a certeza de que dois são cinco.
E todos os dias ficarei tão alegre que incomodarei os outros.
O verão está instalado no meu coração.
E eu não aguento a resignação. Ah, como devoro com fome e prazer a revolta.
Nota: Trecho da crônica As crianças chatas.
...MaisEu queria escrever um livro. Mas onde estão as palavras? esgotaram-se os significados.
Mas não há paixão sofrida em dor e amor a que não se siga uma aleluia.
Quando de noite ele me chamar para a atração do inferno, irei. Desço como um gato pelos telhados. Ninguém sabe, ninguém vê. Só os cães ladram pressentindo o sobrenatural.
Pois há um tempo de rosas, outro de melões, e não comereis morangos senão na época de morangos.
Se me abandonar, ainda vivo um pouco, o tempo que um passarinho fica no ar sem bater asas, depois caio, caio e morro.
