Frases de Escritores

Cerca de 6857 frases de Escritores

Meditava? Não. Gilliatt sonhava. Não se deixava abater pela maré.

Era um daqueles homens que se tornam curiosos unicamente em razão da sua longevidade, e que são estranhos porque noutro tempo se pareceram com toda a gente e agora não se parecem com ninguém.

A natureza humana é assim. As outras emoções ternas da juventude, se as houvera, haviam caído num abismo.

- Maldição! - Dizia ele. - Eis como é preciso ser! Basta ser belo e nada mais!

Que volúpia não é sentir-se sinceramente abominável.

Sou imortal. Nada pode me ferir.

De tudo o que a catedral possuía, o que mais o tornava feliz eram os sinos. Acariciava-os, amava-os, falava-lhes e compreendia-os. Tinha ternura por todos eles, embora tivessem tirado sua audição.

Quando um bêbado não é senhor de si, tem um esconderijo.

Não sejas feiticeiro, mas se o és, faz dele teu ofício.

Ter um sorriso que - ninguém sabe a razão - diminui o peso da cadeia enorme arrastada em comum por todos os viventes, que queres que te diga? É divino.

Vela de feiticeira vale a tocha do diabo.

Nem homem, nem mulher: Padre.
(Mess Lethierry)

Myriel teve que resignar-se à sorte de todas as pessoas que chegam a uma cidade pequena, onde é maior o número de bocas que falam do que cabeças que pensam.

O pesar é nuvem e muda de forma.

A catedral era tão familiar ao corcunda que este se encontrava em todas as partes. Em tudo se via o homem que amava. Ele era a alma do monumento.

Victor Hugo
HUGO, V., O Corcunda de Notre Dame

Existia entre os personagens grotescos esculpidos na parede um de quem Quasímodo gostava mais e com quem às vezes conversava. Uma ocasião a cigana ouviu-o a dizer: - Oh! Porque não sou de pedra como você!

Victor Hugo
HUGO, V., O Corcunda de Notre Dame

Os livros são amigos frios e seguros.

Um raio de sol horizontal iluminava o rosto de Cosette, que dormia com a boca ligeiramente aberta, tendo o aspecto de um anjo a beber luz.

O medo é mudo. Além disso, ninguém guarda melhor segredo do que uma criança.

Victor Hugo
Os miseráveis (1862).

Não ver as pessoas, permite supor-lhes todas as perfeições.