Frases de Escritores

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- Maldição! - Dizia ele. - Eis como é preciso ser! Basta ser belo e nada mais!

Só deus nesse momento, via o triste espetáculo. E sem dúvida a mãe! Há coisas que fazem abrir os olhos dos mortos nos seus túmulos!

A natureza humana é assim. As outras emoções ternas da juventude, se as houvera, haviam caído num abismo.

Que volúpia não é sentir-se sinceramente abominável.

Era esboço também, nem por isso deixava de ser uma obra prima. Todo embrião de ciência tem esse duplo aspecto: monstro, como feto, maravilha, como germe.

Meditava? Não. Gilliatt sonhava. Não se deixava abater pela maré.

De tudo o que a catedral possuía, o que mais o tornava feliz eram os sinos. Acariciava-os, amava-os, falava-lhes e compreendia-os. Tinha ternura por todos eles, embora tivessem tirado sua audição.

Sou imortal. Nada pode me ferir.

Não sejas feiticeiro, mas se o és, faz dele teu ofício.

Quando a ouviam falar, diziam: "É um policial"; Quando a viam beber, comentavam: "É um carroceiro"; Quando a viam dar ordens a Cosette, garantiam: "É um carrasco".

Ter um sorriso que - ninguém sabe a razão - diminui o peso da cadeia enorme arrastada em comum por todos os viventes, que queres que te diga? É divino.

Vela de feiticeira vale a tocha do diabo.

Nem homem, nem mulher: Padre.
(Mess Lethierry)

Myriel teve que resignar-se à sorte de todas as pessoas que chegam a uma cidade pequena, onde é maior o número de bocas que falam do que cabeças que pensam.

O pesar é nuvem e muda de forma.

A catedral era tão familiar ao corcunda que este se encontrava em todas as partes. Em tudo se via o homem que amava. Ele era a alma do monumento.

Victor Hugo
HUGO, V., O Corcunda de Notre Dame

Existia entre os personagens grotescos esculpidos na parede um de quem Quasímodo gostava mais e com quem às vezes conversava. Uma ocasião a cigana ouviu-o a dizer: - Oh! Porque não sou de pedra como você!

Victor Hugo
HUGO, V., O Corcunda de Notre Dame

Os livros são amigos frios e seguros.

Um raio de sol horizontal iluminava o rosto de Cosette, que dormia com a boca ligeiramente aberta, tendo o aspecto de um anjo a beber luz.

O medo é mudo. Além disso, ninguém guarda melhor segredo do que uma criança.

Victor Hugo
Os miseráveis (1862).