Frases de Escritores
Porque meu coração, por mais que sejas duro, ele também não é de ferro.
Uma metade é amor, e a outra metade, quem sabe, é saudade.
É, o tempo também ensina que por mais que tentamos fazer de tudo. A pessoa não nasceu para fazer parte de nossa vida.
Estava meditando sobre algo interessante que li, acho, em Santo Agostinho: Pondes vossa esperança justamente no que não vai acontecer.
"Acontece que na vida, por mais difícil que sejas. Ou é tapa ou é soco. Ou é beijo ou abraço. Ou é oi, ou adeus. Ou é tudo ou nada."
"Que por mais que algo não sejas completo. Ele tem que valer a pena. Ele tem de ser único, ele tem que ser com você."
"As vezes tudo que tentamos dar a uma pessoa, não seja o suficiente. Pessoas acham que seres humanos são perfeitos."
Hugo de Mileto
Realmente não acredito em futuro. Futuro é como aquelas coisas que pensamos pouco antes de dormir. Fazem todo sentido pra gente naquela hora, mas na verdade não passam de ilusões criadas com o que vimos durante o dia...
A sua suprema agonia foi o desaparecimento da certeza e sentiu-se desenraizado... Ah, que coisa assustadora! O homem determinado, já sem conhecer o seu caminho e a recuar!
Existem pessoas que tornam nossa caminhada mais significante.
Seja pela companhia, pelo apoio, pelo carinho, conselhos e porque nos tonam melhores de uma forma especial, sem que elas mesmas não percebam o bem que nos fazem.
Uma flor acaso tem beleza?
Tem beleza acaso um fruto?
Não: têm cor e forma
E existência apenas.
A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe
Que eu dou às coisas em troca do agrado que me dão.
Não significa nada.
Então por que digo eu das coisas: são belas?
(Alberto Caeiro)
O grande sol na eira
Talvez seja o remédio...
Não quero quem me queria,
Amarem-me faz tédio.
Baste-me o beijo intacto
Que a luz dá a luzir
E o amor alheio e abstrato
De campos a florir.
O resto é gente e alma:
Complica, fala, vê.
Tira-me o sonho e a calma
E nunca é o que é.
Chove. Que fiz eu da vida?
Fiz o que ela fez de mim...
De pensada, mal vivida...
Triste de quem é assim!
Numa angústia sem remédio
Tenho febre na alma, e, ao ser,
Tenho saudade, entre o tédio,
Só do que nunca quis ter...
Quem eu pudera ter sido,
Que é dele? Entre ódios pequenos
De mim, 'stou de mim partido.
Se ao menos chovesse menos!
Sou um evadido.
Logo que nasci
Fecharam-me em mim,
Ah, mas eu fugi.
Se a gente se cansa
Do mesmo lugar,
Do mesmo ser
Por que não se cansar?
Minha alma procura-me
Mas eu ando a monte,
Oxalá que ela
Nunca me encontre.
Ser um é cadeia,
Ser eu é não ser.
Viverei fugindo
Mas vivo a valer.
Há tanta coisa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós...
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas...
Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo.
Dá-me mais vinho, porque a vida é nada.
Não só quem nos odeia ou nos inveja
Nos limita e oprime; quem nos ama
Não menos nos limita.
Que os deuses me concedam que, despido
De afetos, tenh a fria liberdade
Dos píncaros sem nada.
Quem quer pouco, tem tudo; quem quer nada
É livre; quem não tem, e não deseja,
Homem, é igual aos deuses.
'Sou minha própria paisagem; Assisto à minha passagem, diverso, móbil e só, não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo como páginas, meu ser. O que segue não prevendo, o que passou a esquecer. Noto à margem do que li o que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.'
D. SEBASTIÃO, Rei de Portugal...
Louco, sim, louco, porque quis grandeza
Qual a Sorte a não dá.
Não coube em mim minha certeza;
Por isso onde o areal está
Ficou meu ser que houve, não o que há.
Minha loucura, outros que me a tomem
Com o que nela ia.
Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?
