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Frases de Efeito Fernando Pessoa

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Esta coisa terrível de não ter ninguém para ouvir o meu grito. Esta coisa terrível de estar nesta ilha desde não sei quando. No começo eu esperava, que viesse alguém, um dia. Um avião, um navio, uma nave espacial. Não veio nada, não veio ninguém.

Não acredito que maus fluidos, por mais fortes que sejam, consigam destruir um amor bonito, limpo.

Nunca esperei que um dia, numa tarde de sábado, você podia sair de dentro do meu rádio para dizer olhando para mim: I love you. Quando eu queria sair de Minas e não sabia como... Como se eu fosse uma estrela caindo do céu, longe. Então eu imaginava você vindo, como eu te imaginava.

Você sabe que vai ser sempre assim. Que essa queda não é a última.

Na vida, as coisas mais doces custam muito a amadurecer.

É estranho que para se desfazer laços, baste uma palavra, quando para construí-los de verdade, bem mais!

Boas e bobas são as coisas todas que penso, quando penso em você.

Caio Fernando Abreu

Nota: Carta Anônima, do Livro Pequenas Epifanias.

E para que não doesse demais quando não era capaz de, apenas esperando, evitar o insuportável, fazia a si próprio perguntas como: se a vida é um circo, serei eu o palhaço?

Mas sempre me pergunto por que, raios, a gente tem que partir. Voltar, depois, quase impossível.

O que hoje é drama, sempre, amanhã estará quieto na memória.

No Brasil, como se sabe, o verdadeiro dia primeiro de janeiro é a quarta-feira de cinzas - à tarde.

Culpa de ninguém, só da vida. Mas barra não é qualquer um que segura, certo?

Divida essa sua juventude estúpida com a gatinha ali do lado, meu bem. Eu vou embora...

São incontroláveis os sonhos de agosto: se bons deixam a vontade impossível de morar neles; se maus, fica a suspeita de sinistros augúrios, premonições.

Caio Fernando Abreu
Pequenas epifanias. Rio de Janeiro: Agir, 2006.

Nota: Trecho da crônica Sugestões para atravessar agosto, publicada originalmente no jornal "O Estado de S. Paulo", em 6 de agosto de 1999.

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Uma voz amorosa falou meu nome, uma voz quente repetiu que sentia uma saudade enorme, uma falta insuportável, e que queria voltar.

Ama mas não cuida. Gosta mas não fala. Beija mas não sente. Diz que vem mas mente.

Vocês são muito transitórios, entende? Tão instáveis, hoje aqui, amanhã ali. Eu sei, também já fui assim. Só que chega um ponto que a gente cansa, que não quer mais saber de aventuras ou de procuras, entende?

‘E a vida existe e também é bonita. E se renova. Tem lados de luz’.

Os dois se abraçaram e se deram beijos como duas pessoas que não se vêem há muito tempo. Atropelaram perguntas como: por onde é que tu anda?

Fico vivendo uma vida toda pra dentro, lendo, escrevendo, ouvindo música o tempo todo.