Frases de Efeito Fernando Pessoa

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Às vezes, quase sempre... eu queria ter o teu colo pra me consolar.

Não me abandone, pediu para dentro, para o fundo, para longe, para cima, para fora, para todas as direções.

Às vezes olhavam-se. E sempre sorriam.

Cada dia e cada coisa têm sua cota de mel e de espinho.

Anota aí pro teu futuro cair na real: essa sede ninguém mata.

Muitas vezes eu não tive nada em troca. Então eu me senti profundamente frustrado, porque eu esperava receber alguma coisa.

Roubando corações

Quero mais, quero o que ainda não veio.

Eu e essa minha mania de reparar nos detalhes mínimos e encontrar coisas inesperadas.

Loucura, eu penso, é sempre um extremo de lucidez. Um limite insuportável. Você compreende, compreende, compreende e compreende cada vez mais, e o que você vai compreendendo é cada vez mais aterrorizante – então você "pira". Para não ter que lidar com o horror.

Suponhamos que eu tivesse levado três, no máximo cinco minutos para apanhar a mochila, essa bagagem típica e mínima de quem não se importa de andar de lá pra cá o tempo todo sem paradeiro...

Eu não sei, mas acho que a gente olha e pensa: “Quero pra mim”. Mas dá um frio na barriga, um tremor, um medo de depender de alguém, de sofrer, de escolher errado, de lutar por algo que não vale a pena. Porque o coração nem sempre é mocinho. Foi por isso que corri, tentei fugir...

E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade.

Somos inocentes em pensar que sentimentos são coisas passíveis de serem controladas.

Só eu sei que cheguei a humildade máxima que um ser humano pode atingir: confessar a outro ser humano que precisa dele para existir. E no momento em que se confessa a precisão, perde-se tudo, eu sei.

Quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando em dormir com você.

É verdade: tenho pena de mim e sou fraco. Nunca antes uma coisa nem ninguém me doeu tanto como eu mesmo me doo agora.

Todo mundo escancara portas e janelas para que o vento leve embora os maus-espíritos do inverno. É um vento mágico, dizem.

A calma, o equilíbrio, as palavras ditas lentamente, como se escolhesse. Raramente um gesto, um tom mais espontâneo. Tão bom ator que ninguém percebe minha péssima atuação.

Desculpe, mas foi só mais um engano? E quantos mais ainda restam na palma da minha mão?