Frases de Cecília Meireles

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Cecília Meireles (1901-964) foi uma poetisa, jornalista e professora brasileira, considerada umas das mais importantes escritoras do país, com mais de 50 obras publicadas

Não venci todas batalhas que lutei, mas perdi todas que deixei de lutar

O instante existe (...) Não sou alegre nem sou triste: (...) Não sito gozo nem tormento. Atravesso noite e dias no vento. Se desmorono ou se edifico, se permaneço ou me desfaço. não sei, não sei. Não sei se fico ou passo.

Levai-me aonde quiserdes! - aprendi com as primaveras
a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira.

Liberdade essa palavra, que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique, e não há ninguém que não entenda.

(Do "Romanceiro da Inconfidência)

"Um poeta à mercê do espaço, nem necessita de vida. "

Que é que dentro de ti és tu?

Se amanhã eu acordar
Deus estará comigo.

⁠A palavra liberdade
vive na boca de todos:
quem não a proclama aos gritos
murmura-a em tímido sopro

Já não sei mais a diferença
de ti, de mim, da coisa perguntada,
do silêncio da coisa irrespondida.

"Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira”.

( do poema "Desenho", do Livro "Mar absoluto".)

O que amamos está sempre longe de nós:
e longe mesmo do que amamos - que não sabe
de onde vem, aonde vai nosso impulso de amor.

(do livro "Solombra".)

Herança
“Eu vim de infinitos caminhos,
e os meus sonhos choveram lúcido pranto
pelo chão”.

(Trecho do livro “Viagem”, 1939.)

Quando penso em você, fecho os olhos de saudade.

⁠Ai, que sonhos tão felizes...
que vidas tão desgraçadas

"Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol."

A Literatura não é, como tantos supõem, um passatempo. É uma nutrição.

Cecília Meireles
Problemas da literatura infantil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.

Brumoso navio o que me carrega por um mar abstrato. Que insigne alvedrio prende à ideia cega teu vago retrato?

Cecília Meireles
MEIRELES, C. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2001.

Nota: Trecho do poema "Noturno"

...Mais

Eu ando sozinha por cima de pedras. Mas a flor é minha. Os meus passos no caminho são como os passos da lua; vou chegando, vai fugindo, minha alma é a sombra da tua.

"E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim..."
" Meus pés vão pisando a terra
Que é a imagem da minha vida:
Tão vazia, mas tão bela
Tão certa , mas tão perdida!"

“Eu canto porque o instante existe
E a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
Sou poeta”.

(do livro "Viagem", 1939.)