Frases de Bob Marley sobre Dor
A razão não reina sobre o homem; muitas vezes apenas redige, em linguagem lógica, os decretos secretos de suas paixões.
A imaginação constrói pontes sobre abismos que a razão reconhece, mas que a vida cotidiana não pode esperar que permaneçam sem travessia.
Viver é agir sobre probabilidades enquanto a consciência sonha com certezas que a própria realidade não prometeu.
A aliança no dedo pode simbolizar a permanência, mas nenhum metal possui jurisdição sobre a impermanência do coração.
A ignorância confessada é intelectualmente mais nobre que uma certeza construída sobre evidências inexistentes.
A existência guarda forças que permanecem invisíveis enquanto apenas pensamos sobre a vida; certas verdades só aparecem quando finalmente nos arriscamos a vivê-las.
O ódio alimenta-se da própria chama que pretende lançar sobre o outro; somente quando renuncia ao incêndio encontra a possibilidade da paz.
A consciência não paira sobre as coisas como um espectador; ela se compromete com o mundo através da espessura concreta do corpo.
Antes de possuir uma teoria sobre o mundo, já estamos lançados dentro dele, respirando sua presença e suportando sua resistência.
O Direito procura a justiça entre os homens; a ciência procura evidências sobre o mundo. Confundi-los é tão perigoso quanto separá-los completamente.
O Estado laico não precisa ser ateu; precisa apenas não transformar uma hipótese sobre o absoluto em obrigação jurídica para todos.
Quanto maior o poder de uma afirmação sobre a vida alheia, maior deveria ser a exigência de evidência para sustentá-la.
O caráter não se revela plenamente nas declarações que fazemos sobre nós mesmos, mas nas escolhas que permanecem quando desaparecem as conveniências que sustentavam nossas palavras.
A certeza sobre o que existe além de nós exige mais do que percepção: exige fundamentos capazes de resistir ao interrogatório da razão.
Até que ponto aquilo que o Estado considera verdadeiro pode ser convertido em poder jurídico sobre os indivíduos?
Quando uma convicção sobre a verdade deixa de ser conhecimento e passa a funcionar como instrumento de poder?
Até que ponto aquilo que julgamos saber pode legitimar o poder de decidir sobre aquilo em que os outros devem acreditar?
