Frases de Autoria das Mulheres
Rainha egípcia? Não, sou eu, eu toda ornada como as mulheres bíblicas.
Bonita? Nem um pouco, mas mulher.
Mulher jamais corta os cabelos, porque nos cabelos longos é que está a sua feminilidade.
Escrever, e falo de escrever de verdade, é completamente mágico.
As palavras vêm de lugares tão distantes dentro de mim que parecem ter sido pensadas por desconhecidos, e não por mim mesma.
O tempo passava, o tempo passava, o tempo passava, e indefinível amadurecia-se o futuro.
Aqui em casa pousou uma esperança. Não a clássica que tantas vezes verifica-se ser ilusória, embora mesmo assim nos sustente sempre. Mas a outra, bem concreta e verde: o inseto.
Nota: Trecho do conto Uma esperança.
...MaisPasso os dias procurando enganar minha angústia e procurando não fazer horror a mim mesma.
Nota: Trecho de carta para Fernando Sabino, escrita em 27 de julho de 1946.
...MaisMas isso era tanto viver que as horas decorriam felizes e distantes como se já estivessem marcadas pela saudade.
Quando não estou escrevendo, eu simplesmente não sei como se escreve. E se não soasse infantil e falsa a pergunta das mais sinceras, eu escolheria um amigo escritor e lhe perguntaria: como é que se escreve?
Nota: Trecho da crônica Como é que se escreve?
...MaisAinda não me habituei a que me chamem de escritora. Porque, fora das horas em que escrevo, não sei absolutamente escrever.
Nota: Trecho da crônica Como é que se escreve?
...MaisSó me considerarei escritora no dia em que eu disser: sei como se escreve.
Nota: Trecho da crônica Como é que se escreve?
...MaisAceitara a incerteza, e lidava com os componentes da incerteza com uma concentração de quem examina através das lentes de um microscópio.
E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate. (...) Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera: ia ser outra que não eu mesma.
Nota: Trechos do conto Restos do Carnaval.
...MaisSem o medo havia o mundo.
Nota: Trecho do conto A legião estrangeira.
...MaisAh viver é tão desconfortável. Tudo aperta: o corpo exige, o espírito não para, viver parece ter sono e não poder dormir – viver é incômodo. Não se pode andar nu nem de corpo nem de espírito.
(...) sinto de vez em quando que sou o personagem de alguém.
As pessoas eram tão ridículas!, tinha ela vontade de chorar de alegria e de vergonha de viver.
O mar é impossível de se acreditar. Só o imaginando é que se chega a ver sua realidade.
Eu não me aprovo porque mal consigo viver comigo mesmo. Faço quase o impossível para ter isenção. Isenção de mim. Estou quase atingindo esse estado de beatitude.
