Frases da Seca do Nordeste
Se você for ateu, provavelmente não será morto por um cristão por ser ateu; mas, se for cristão, poderá ser perseguido tanto por ateus quanto por outros cristãos de denominações diferentes da sua.
Você parece desses que, mesmo triste, tenta não despejar suas dores nos ombros errados. Isso é maturidade espiritual. Nem santo consegue sorrir o tempo inteiro, mas existe uma enorme diferença entre sofrer e transformar sofrimento em veneno coletivo.
Os antigos já sabiam: palavra tem axé.
Morar no Rio de Janeiro é aprender que coragem não é ausência de medo; é vestir o medo e mesmo assim pegar o ônibus, atravessar a rua, abrir a porta de casa e seguir vivendo.
Hoje eu acordei com o vento manso
Falando baixo no meu coração
Que a vida pede mais calma no passo
E menos peso na preocupação
Quem carrega um terreiro de paz dentro de si percebe essas coisas. Aprende a selecionar companhia, palavra e energia. Não por arrogância, mas por sobrevivência emocional. Porque a alma também pega poluição.
Existe um tipo de gente que o mundo quase nunca percebe direito.
Não faz alarde, não bate no peito dizendo que é bom,
Não transforma gentileza em propaganda.
Apenas segue vivendo — tentando não ferir ninguém enquanto atravessa os próprios temporais.
Boca amaldiçoa. Boca cura. Boca destrói destino e também pode levantar alguém do chão.
Por isso você rejeita insulto, maledicência e mal agouro. Não é fragilidade. É consciência. Quem conhece o peso das palavras passa a tratar o silêncio como oração.
A concessão de bençãos de Deus aos Seus filhos, de maneira ilimitada, os tornaria mimados.
Eis a razão porque muitas delas nos são negadas e Seus "nãos" são por vezes ouvidos.
Mas isso anularia o fato de que Ele tem para nós apenas o melhor?
(Fabi Braga, 24/09/2014)
Um piano chorava no bar.
Na penumbra da noite carioca
Um piano chorava no bar
Vestido de sonho e fumaça
Fazia a cidade escutar
Johnny Alf chegava mansinho
Sem alarde, sem querer reinar
Mas o toque que vinha dos dedos
Fez a música se transformar
Mas quem vive de verdade sabe:
felicidade mesmo é quando o peito descansa.
É poder ouvir um rádio baixo ao longe,
sentir o vento entrando pela janela
e perceber que, apesar das batalhas,
a alma ainda samba.
Porque a vida castiga, sim.
Mas também abraça.
Filho da luta e da esperança
Doce mestre da sutileza
Transformou silêncio em beleza
E fez do jazz nossa herança
Nas boates de Copacabana
Entre copos, fumaça e luar
O Brasil descobria baixinho
Uma nova maneira de amar
Às vezes, a maior força mora justamente no homem que já não consegue levantar sozinho, mas continua acordando todos os dias para enfrentar o próprio corpo.
Por isso tanta gente anda cansada sem entender exatamente do quê.
Às vezes não é o corpo. É o excesso de peso invisível.
Esse tipo de pessoa acorda cedo, resolve suas tarefas diárias,
Segura preocupações no bolso e ainda encontra força pra perguntar ao outro se está tudo bem.
Às vezes nem está. Mas oferece cuidado mesmo assim.
Há quem ache fraqueza não devolver insulto.
Há quem confunda educação com covardia e respeito com submissão.
Só que segurar a própria explosão exige muito mais coragem do que espalhar estilhaço por aí.
Talvez seja esse o maior ato de resistência dos tempos atuais: continuar oferecendo harmonia num mundo viciado em conflito. Continuar respeitando quando tudo incentiva o desrespeito. Continuar acreditando nas pessoas depois de tantas decepções.
Foi no Rio de tantos encantos
Que nasceu sua inspiração
No compasso das madrugadas
Reinventando a canção
João ouvia calado num canto
Tom Jobim parava pra ver
E a batida que mudaria o mundo
Começava ali sem ninguém perceber
Viver minha liberdade, sem aceitar as liberdades dos outros , me faz um psicopata de desejos e impulsos.
