Frases Célebres
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A mão do encaixe, fraca, nunca encontra a porta de saída. Próxima parada, um destino meio clandestino, de se vencer vontades. Se cegando a passagem. Faz tempo que não te vejo e sinto saudades.
Este poema é um dos pertencentes à fase romântica de Vinicius de Moraes, onde ele ressalta sobre um amor que teve no passado e que sente saudades. Eu recomendo este texto para as pessoas que não sabem o que é amar de verdade. Depois de lê-lo irá tirar deste uma lição, de que o amor nunca acaba mesmo estando separados, o amor apenas se modifica.
Já dizia Vinícius de Moraes em seu soneto: "que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure", e eu acrescento ao final, pensando em você, com as palavras "e que dure para sempre", porque honestamente, quero uma vida inteira ao seu lado e que a mesma, dure para sempre...
Sou Mario Quintana, Sou Pablo Nerruda, Sou Vinícius de Moraes, Sou Fernando Pessoa e tantos em um
Mas sou singular
Sou a noite em silêncio perverso
Sou a intensidade da linhas
Sou a pluralidade caótica da minha personalidade
Sou vastidão do mares
Sou maresias das aventuras mais loucas.
Eu sabia fazer, quando não sabia que sabia. Agora que tenho o saber do meu conhecimento, não sei fazer mais.
Vertigem
As nuvens constroem castelos pelo céu,
arquitetura de água imponderável.
O amor pelas nuvens cria em nós a antigravidade.
Cabelos do rosto
Eu estou numa luta com a barba há anos. Ela cresce, eu corto. Ela se emaranha, eu penteio. Ela fede, eu lavo. Ela me considera um apêndice e eu acho que tem razão: me recobre a cara, controla o que entra e o que sai e ainda me coloca no meu lugar, aqui, atrás dela.
PARTINDO DO NADA
Existe a consciência
Existe a percepção
Existe a consciência da percepção
A consciência se percebe
A percepção cria a consciência
A consciência cria a percepção
Ocaso
No fim da tarde,
Sob a luz amarela do sol,
Os pequenos pássaros pulavam
Pelos galhos.
Ao fundo, as margens barrentas do rio
Alimentavam as massas verdes e,
Ainda mais ao fundo,
A cítara e a tabla
Contavam uma história
Que não tem fim.
O poeta vivia sozinho
E, para aplacar o silêncio criou os companheiros imaginários, que eram muito superiores ele, pois era um visionário. Perdido entre nebulosas, ele se esqueceu que vivia no reino da ilusão e ficou preso no Universo que inventou.
O ocaso no mundo
Dormi profundamente e a noite caiu sobre a Terra. No sono, tive lapsos em que os homens viam chuvas de meteoros e trovoadas, se ouviam uivos e choros enquanto eu me revolvia na cama. E quando eu me acordei, a aurora surgiu com o meu despertar.
Paz
Olho para o azul infinito
Vejo as asas dos tímidos anjos
Flutuando no absoluto silêncio
Por quanto tempo me será permitido
ouvir o vazio moto perpétuo?
Além da existência está a não-existência, a possibilidade de existir. Quando não houver mais nada, a não-existência ocorrerá como a mãe de tudo que acontece.
