Brilha mais ereto o penhasco sob o sol: ah o verão fértil.
Sozinho na casa. Lá fora o canto das cigarras. Ah se não fossem elas...
Um pombo no mar traz ao bico verde ramo: terra à vista?
A flor do ipê-roxo cai deixando saudades. Ah, a moça da tarde...
Na noite de inverno o frio não é só no corpo: as tábuas estalam.
Apenas um gesto e o homem é capaz de vida - reparto o caqui.
De manhã, a brisa encrespa o igarapé e penteia as águas.
Na calma do lago um bufo entre a canarana: peixe-boi respira.
No embalo do vento palmeiras se abraçam: dois amantes?
Folhas do ciclame ao vento pra lá e pra cá - um coração pulsa.
Ajude-nos a manter vivo este espaço de descoberta e reflexão, onde palavras tocam corações e provocam mudanças reais.