Frase com a Palavra Porquê
Marés da Adolescência
Voz, Identidade e Projeto de Vida
Porque educar não é apenas ensinar conteúdos —
é construir caminhos, dar voz e transformar vidas.
Sempre admirei bastante os chineses. Imagino que seja porque a maior parte deles está tão longe.
Escrevo poemas tristes não por gosto, mas porque aprendi a viver assim, mergulhado em dores silenciosas, em lembranças que não se dissipam, e em uma tristeza que se tornou meu idioma, apenas transmito o que realmente sinto.
Não posso ensinar nada, porque ainda vivo em construção, minhas certezas são andaimes e meu eu, uma casa inacabada.
Venci porque quis mais do que temi, minhas decisões não esperam permissão, sou autor da minha passagem.
Eu nunca quis ser o primeiro, porque compreendi cedo que o mérito não está em chegar antes, mas em permanecer inteiro quando todos se perdem tentando provar algo. O destaque, quando veio, foi apenas reflexo de uma autenticidade que nunca precisei ensaiar.
Meu coração carrega cicatrizes que não conto
a ninguém. Não por vergonha, mas porque algumas dores não cabem em palavras. Elas apenas me lembram do caminho que trilhei.
E por mais tortuoso que tenha sido,
ainda estou aqui.
Há cartas que nunca enviei porque não queria ferir. Elas ficaram como pétalas secas no balcão. De vez em quando revisito o antigo tecido das palavras. Algumas nunca deviam ter nascido, outras curam. E escrever sem enviar é um jeito de entender o próprio nó.
Toda paixão verdadeira carrega em si uma despedida, um adeus escondido entre beijos, porque só o que é intensoousa ser eterno.
As noites se tornaram longas porque carregam seu nome. O silêncio aprendeu a falar por você, e cada gole levantado era uma tentativa fracassada de apagar o que insistia em permanecer. Quando o coração sofre assim, até o tempo aprende a machucar.
Amar foi bonito enquanto durou,
mas sobreviver depois exige outra coragem. Porque lembrar dói mais do que perder, e esquecer parece uma forma de traição. Ainda assim, sigo, ferido, lento, verdadeiro, aprendendo que viver também é resistir à própria saudade.
Continuo. Não porque seja fácil, mas porque a vida, em toda sua dor e beleza, ainda merece a minha presença.
Escrevo porque a fala me trai. No papel, as palavras não tropeçam, elas me organizam, me protegem e me mantêm lúcido.
Sou um colecionador de perguntas sem respostas. Continuo indagando porque o silêncio total seria o início da minha rendição.
Minha alma tem o cheiro de livros antigos, daqueles que ninguém mais abre porque têm medo do que as páginas amareladas podem revelar sobre o passado. Sou um acervo de histórias que ninguém quer ler, guardado em uma biblioteca que o tempo esqueceu de demolir.
