Eu não preciso de grandes espaços.
Um pouquinho de conforto já basta,
afinal, eu não moro em nenhum lugar.
Eu moro em mim.
E isso já está de bom tamanho.
As curvas de uma casa são como a poesia dos movimentos de uma dança, suas inúmeras composições criam sensações únicas capazes de aflorar os sentimentos mais profundos, são como os livros mágicos onde nós fazemos parte do enredo.
Caminhava tarde da noite pela rua Aurora. Quando estava a uns três quarteirões de casa, ouvi um choro vindo de um beco escuro. Me aproximei, olhei em seus olhos, e então, tudo se silenciou.
Todas essas histórias devem ter acabado desse mesmo jeito, com alguém cansado saindo de um campo cheio de morte e indo para casa, mas ninguém jamais cantava essa parte.