Marina Campos: E quando tudo parecia indo bem, você...

E quando tudo parecia indo bem, você apareceu na minha porta. “Eu não posso atender” - Pensei. Mas era inevitável não me importar com você. Você me gritou umas três vezes e eu tentei fazer parecer com que não tivesse ninguém em casa. Perda de tempo. Você sabia que eu estava em casa porque eu sempre fingia não estar.

“Por favor, abre a porta”, ele dizia enquanto meu corpo lutava contra o meu coração. “O que você quer aqui?” - Eu perguntei a ele pela janela. “Eu preciso falar com você” - Ele disse. Como sempre, meu coração ganhou a luta e eu então abri a porta, maldita porta.

Eu: Fale.
Ele: Você esqueceu o seu celular com a minha irmã e eu vim te devolver
Eu: OQUE? - Eu disse com as pernas bambas.
Ele: É, eu li todas as suas mensagens. E…
Eu: QUEM TE DEU PERMISSÃO DE MEXER NAS MINHAS COISAS? -Eu disse antes de ele “jogar na minha cara” o quanto eu o amava.
Ele: Me deixa acabar de falar?
Eu: Ok.
Ele: Porque você não me disse? Você parecia ser tão forte. Você nunca mostrou um sinal de fraqueza depois que nós terminamos, pra mim você não se importava.

Eu continuei calada vendo algumas lagrimas rolarem dos olhos dele.

Ele: Eu li tudo o que você rascunhava nas notas do celular, eu li todas as as mensagens não enviadas pra mim. Porque não disse que sentia a minha falta? Eu sinto a sua falta quando eu vou dormir, eu sinto a sua falta todo o tempo, e eu só queria que você voltasse pra mim, porque eu não aguento te ter longe de mim. Droga, eu fui tão idiota em te deixar, eu fui tão idiota por te trocar por uma menina que eu nem sei o nome, que eu vi só uma vez na vida.
Eu: Eu sentir sua falta não quer dizer que eu precise de você, eu não preciso. Eu não preciso de alguém que troque anos de fidelidade por uma noite. Eu não preciso de você e das suas mentiras. Idiota você? Por favor, idiota é um apelido pra você. Por favor, me devolve isso, não me procura nunca mais.

Senti orgulho de mim. Fui tão forte ao dizer não pra ele.

Ele: Por favor, volta. - Ele estava chorando, e era tão lindo… Como sempre ele tentava ser forte, mas eu conhecia seu coração. Ele dava socos na parede quando estava triste, e era o que ele estava fazendo.

Eu limpei as lagrimas dos olhos dele, dizendo: Não, eu não vou voltar. Eu te amo, mas não vou voltar, eu não quero mais ter o meu coração partido.

Ele: Eu te prometo, eu não vou te trocar. Depois daquele dia tudo que eu vejo me lembra de você, eu choro por você a todo momento, você pode perguntar pra minha irmã o que eu venho passado esses dias. Hoje tá frio, eu vim aqui pra te pedir desculpas e te perguntar se você quer que eu te esquente, eu sinto falta de nós dois no sofá.

“Como sou fraca”, pensei. Eu iria deixar ele entrar caso eu não saísse daquele lugar, e então entrei em casa e fechei a porta. Como sou tola, e sempre teve a cópia.

Quando ele entrou eu estava deitada no sofá chorando, ele me abraçou e eu não consegui me conter, e então deixei ele ali, me aquecendo.

Ele: Chora, pequena.

Naquela noite chuvosa eu dormi no colo dele, e ao acordar ele não estava mais lá. Mas havia um bilhete no braço do sofá que dizia: “Pequena você pode negar o quanto for, eu sei que você me aceita. Eu sei disso porque nós dois somos assim, eu não vivo sem você, você não vive sem mim. Me desculpa se eu errei, mas por favor lembra dos meus acertos. Eu quero você. Por favor entende. Não existe mais ninguém no mundo com quem eu queira ficar. Eu sei que você volta. Eu só quero que você saiba que você é a única. Eu me arrependi. Você sabe que eu me arrependi, e sabe que eu não vou fazer de novo. Eu tô te esperando aqui na minha casa, me liga e eu vou correndo te buscar, como sempre era assim. Eu te amo. PS: Ontem você estava estrondosamente linda.”

É, eu o amo, e como sempre vou perdoá-lo. PS: Ele estava lindo ontem a noite..

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Inserida por pegadasdepapel