O caso do Banco Master e seus entornos... Miriam Da Costa
O caso do Banco Master e seus entornos sinistros...
Os brasileiros precisam decidir de que lado estão: contra a corrupção (toda corrupção)
ou a favor de esconder, relativizar e proteger práticas suspeitas quando elas atingem determinados interesses e grupos.
Não é admissível essa seletividade diante de investigações, suspeitas de irregularidades, desvios ou uso indevido de recursos públicos.
Combater a corrupção não pode ser uma questão de conveniência política, ideológica
ou de amizade.
Se há indícios, que sejam investigados.
Se há recursos públicos envolvidos,
que sejam devidamente esclarecidos.
Se há necessidade de quebra de sigilos,
que ela seja determinada pelos meios legais
e com os mesmos critérios para todos.
E, se algum juiz ou ministro diretamente envolvido na condução ou relatoria do caso estiver sob suspeita de possível conflito de interesses, impedimento ou comprometimento de sua imparcialidade, que sejam adotadas as medidas previstas em lei, inclusive seu eventual afastamento cautelar, quando juridicamente cabível, até que os fatos sejam devidamente apurados e o devido processo legal seja respeitado.
Isso não significa condenar antecipadamente ninguém.
Significa preservar a credibilidade da investigação, a imparcialidade da Justiça
e a confiança da sociedade nas instituições.
A régua da Justiça não pode ser elástica;
rigor para os adversários e complacência
para os aliados.
Corrupção não muda de natureza conforme
o partido, o sobrenome, o cargo ou a ideologia de quem esteja sob suspeita.
Ou defendemos transparência e investigação para todos, ou estamos apenas escolhendo quais corrupções queremos enxergar.
✍@MiriamDaCosta
